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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

São direitos

Hu Jintao visita Portugal.

A Amnistia Internacional convoca um protesto em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, por causa das contínuas violações de direitos humanos na China e para exigir a libertação de presos políticos ou por delito de opinião.

A Associação de Comerciantes Luso-chineses promove manifestação de apoio ao presidente chinês.

De acordo com o Governo Civil a Associação de Comerciantes pediu primeiro [ver comunicação] . Assim sendo, a manifestação de apoio fica bem em frente dos Jerónimos.

Quanto à manifestação da Amnistia Internacional, só por ter sido pedida em segundo lugar passa a ser considerada uma contramanifestação. Algo que só por si já é muita fruta… mas o que fazer? Os “apoiantes” pediram primeiro… Então o que aconteceu à tal contramanifestação? Foi posta na junto à Torre de Belém, bem longe de olhares asiáticos, e com os cumprimentos de António Galamba [Governador Civil].


Eis as razões…


Hu Jintao quer ajudar Portugal a ultrapassar a crise económica

Sócrates e Hu Jintao assinam vários acordos institucionais e empresariais

Milennium BCP assina acordo com maior banco chinês para cooperar também em África

Eléctrica chinesa quer entrar no capital da EDP

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Austeridade

Com Fátima em pano de fundo, uma vitória no mundo do Futebol, Sócrates e Coelho juntam-se para nos cantar um Fado.

Passos Coelho um homem contra a subida de impostos, que não tinha problema em dizer que o PEC não era o dele [durante a disputa interna do PSD], agora junta-se à festa do apertão do cinto com um PEC que já é o dele. Afinal Passos Coelho é só mais um… ao menos pede desculpa, já não está malíssimo… está mal. Junta-se com Sócrates em reverência à U.E. e ao rol de medidas aceites [ou convenientes].

Do governo o que se esperava. Depois de uma crise que não era e apareceu oficialmente de um momento para o outro, depois de um défice que oficialmente disparou de repente não se sabe de onde, temos uma subida vertiginosa de impostos que há coisa de duas semanas era um mito oficial. Tantos inesperados que já nem sei se é propaganda ou pura incompetência.

Uma “Blitzkrieg” ao rendimento e ao consumo. Lá se foi a Coca-Cola e a Pepsi, Cola marca Dia ou Cola marca E, são agora as opções. Com ataque aos mais fáceis alvos da despesa, e programas de venda da prata*, esperam o governo e aliado criar o milagre do défice. A custo do crescimento, e do deteriorar de uma situação socioeconómica dos portugueses que já de si se afigurava insustentável. Façam um TGV, um aeroporto, construa-se uma estação espacial, vamos rivalizar com a NASA. Os portugueses não se importam. Beber a tal Cola Dia já teve dias melhores… água faz bem, e com pão faz uma açorda. Mas os políticos e gestores públicos [“impostos especiais” do imposto especial à parte] juntam-se ao esforço colectivo. Cavaco, por exemplo, passa de 7416 para 7.045 euros, Sócrates de 6.150 para 5.842 euros, e Teixeira dos Santos de 4820 para 4579 euros. Pois é uma pena. Houvesse um 14º mês os portugueses juntavam-se para corrigir esta injustiça.

Não se ataque a verdadeira despesa, ou antes as várias despensazitas do Estado que compõem o horrífico cenário da despesa pública. Nada de novo. Só o mesmo diagnóstico para os mesmos problemas.



*Plano de privatizações.
[Imagem retirada de apatadogaspar.blogspot]

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Portugal em pé de guerra

O Estado Português está a ser atacado. Às armas… Esta é uma “guerra” que Vital Moreira acredita que Portugal conseguirá vencer. Às armas, às armas.


Os porcos e sujos* especuladores, cujas mentiras e desenganos fazem baixar o “rating” da dívida pública, para desespero do nosso nobre povo. Às armas!

Bravos generais do nosso tempo, PSócrates e PSD-Coelho juntam-se contra este ataque especulativo, para levantar o esplendor de Portugal. Antecipam-se medidas, apertam-se mais cintos. Afinal sempre havia uma crise…

Os especuladores... Nem quero começar a falar nesses especuladores… Foram eles que desviaram atenções da crise durante meses sem fim, pintando um cenário cor-de-rosa [em ambos os sentidos]. Foram eles que impediram o governo de actuar quando era necessário, atando as mãos e os pés ao primeiro-ministro. Foram eles que esconderam o verdadeiro défice… daí a frase:

“Está para nascer um especulador que tenha feito pior ao défice do que estes trambolhos.”

Portugal estava de vento em popa, veio a crise estrangeira. Portugal estava a recuperar, vieram os gregos, que para além do europeu querem também a nossa economia. Portugal tinha um plano, vieram os especuladores. Raios partam estes adamastores que nos impedem de “Avançar Portugal”.

Às armas… contra os canhões murchar, murchar…




*Não tomam banho.
[Imagem retirada de Mundo da Cultura]

terça-feira, 30 de março de 2010

Nominal

O défice orçamental que era de 9,3, aumenta uma décima. Sócrates recusa a ideia de erro:

[1]


[2]

O Ministério das Finanças diz que a diferença é explicada pela revisão em baixa - pelo INE - do PIB [Produto Interno Bruto] nominal, na sequência do apuramento do PIB do quarto trimestre de 2009.

O PIB nominal dá-nos o valor dos bens e serviços produzidos internamente pela economia, recorrendo-se para o cálculo das quantidades produzidas nesse período observado aos preços nesse mesmo período...

Fascinantes as minuciosidades da actividade económica. Mas voltemos a atenção para o 9. Também não foi erro?


[Imagem 1 retirada do Jornal de Negócios]
[Imagem 2 retirada do Correio da Manhã]

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

OE 2010


Passado que está um período negocial em que todos desempenharam o seu papelito, o OE tem viabilização assegurada. Com mais ou menos negociações e acordos, jeitos ou cedências, a tendência dos últimos 9 governos minoritários que viram sempre os seus orçamentos aprovados mantém-se com a abstenção da direita. Bem podem agora o BE, PCP e afins votar contra que o OE passa.

Como já seria de esperar este foi o orçamento possível, o do tem que ser. Tal como nos outros exemplos minoritários, também este OE passa sob uma aura de tentativa de chantagem [pressão, vá lá] de uns, e impulsionado pelo “interesse nacional” de outros.

O CDS-PP [até agora o parceiro quase natural dos governos minoritários] liderou o processo negocial e viabiliza o orçamento com a “abstenção construtiva”, apoiado numa “postura patriótica” e [lá está] no “interesse nacional”. Não sem deixar de manter “tudo em aberto” para a discussão na especialidade.

O PSD que começou tímido e teve a actuação da líder a ser sujeita a ataques internos vindos da ala Passos Coelho. Um mini acordo e uma abstenção do PSD sela o destino do OE 2010, sendo que no caso deste partido a abstenção é muito Ferreira Leite, é uma de “sentido de Estado”.

O PCP votará contra o orçamento de direita, o PEV faz o que o PCP manda, e o BE aponta também para o contra, até porque Louçã já veio caracterizar as negociações à direita como “manigância” [Infrm.Manha ou arte com que se fazem habilidades de mão\ Fig.Manobras ocultas com que se fazem bons negócios.]. Claro que se fosse um orçamento “à esquerda”, já seriam acordos no interesse de Portugal e não a tal manigância… enfim.

 Telenovelas políticas à parte o governo aponta reduzir o défice orçamental em 1%, para 8,3% […sim 9,3%], isto tudo sem aumento de impostos [ainda]. A dívida pública assenta confortavelmente nos 85,4 % do PIB, o crescimento é abaixo da média europeia, o desemprego ainda não estabilizou, e a culpa ainda é só da crise internacional [snif]. Umas medidas publicitárias para a banca, o retomar do plano de privatizações, o arrefecer do investimento público, e [ops] o congelamento dos salários para os funcionários públicos. E com a dívida portuguesa a ficar mais cara, fica provado que existe algo permeável à propaganda PSócratista… veja-se bem… inimaginável [ou não].


Surpresa!… aqui tens, o mesmo de sempre com uma cereja em cima...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Economia Global - Europa - Euro - Portugal

Na plêiade de países em risco de entrar em «default» ( falha nos pagamentos da divida externa = bancarrota ), Portugal - pasme-se!! - não está entre os primeiros 10.

Reino-Unido, Grécia, EUA, Irlanda, Argentina, Espanha, Turquia, Dubai, Japão, lideram neste momento este ranking.

O Reino-unido comanda distanciadamente este ranking, pois congrega várias condicionantes que empurram aceleradamente este país para um estado de bancarrota. A Libra tem vindo a deslizar face ao Euro, prevendo-se que atinja muito em breve a paridade 1 Libra = 1 Euro, ou até mesmo uma cotação inferior ao Euro. Soluções possíveis, prováveis?: Fim da Libra, adesão ao Euro, intervenção indirecta do BCE, a curto prazo, se não for antes o FMI.

A Grécia, está neste momento confrontada com uma divida externa que já supera o valor anual do PIB, e prevê-se que fechará 2009 com um défice do orçamento de estado próximo dos 15% (!!??), de resto valor muito idêntico ao do Reino-Unido. Solução possível, provável; Saída do EURO, ou intervenção indirecta do BCE, no curto prazo.

Os EUA, continuam a usufruir da Dolarização da economia mundial, especialmente das reservas dos BRICs ( Brasil, Rússia, Índia & China )estarem tituladas em USD., veremos por quanto tempo maís - A índia adquiriu recentemente 200 toneladas de ouro, tendo-nos finalmente ultrapassado e relegado agora para a 13ª posição mundial em reservas de ouro ( 7º em 1973 ), com as nossas 382,5 Ton, ( a nossa vizinha Espanha tem menos 100 Ton.).*

No entanto a velocidade de endividamento do estado norte americano e o actual recurso ( único ) á emissão de moeda, empurrará o dólar muito em breve para uma cotação inferior a 2 USD = 1 Euro. ( O que será das exportações Europeias ?? ) Soluções possíveis; Forte redução das despesas do estado nomeadamente as despesas militares.

Sem a disciplina imposta pelo pacto de estabilidade que está na base do Euro, Portugal seria hoje um país falido, sem qualquer credibilidade nos mercados internacionais e portanto sem crédito. Com despesas sociais a absorverem anualmente 80% das despesas correntes do orçamento de estado, tentem agora imaginar em que situação económica e social nos encontraríamos?

* As nossas reservas de ouro, não chegam hoje para assumir mais do que 5% da nossa divida externa ( em 1973 , não havia divida externa de monta, excepto o plano de financiamento da Ponte sobre o Tejo ).

Por Carlos Miguel Sousa

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vende-se caro por barato


Não duvido que seja necessário garantir o investimento dos depositantes, evitando debandadas caóticas e lesivas, no entanto não deixo de compreender a relutância da oposição de esquerda nesta matéria. Não podemos deixar que o sector financeiro continue a passar sem mais regulação e mais supervisão [supervisão efectiva e não a habitual pseudo-supervisão]. Já para não falar que o ideal seria que também outros sectores fossem apoiados e amparados com tanto empenho, coisa que não acontece.


Que se continue a aplicar politicas baratas, pois os resultados só custarão caro depois.


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Orçamento de Estado fast


"...uma espécie de regime transitório para fundos de investimento imobiliário para o arrendamento habitacional que vai vigorar nos próximos 11 anos.
Governo estabelece que os fundos de investimento imobiliário para arrendamento habitacional (FIIAH) e às Sociedades de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional (SIIAH) que forem criados nos próximos 5 anos desde a entrada em vigor da lei poderão beneficiar de um regime especial em sede fiscal que vai vigorar até 2020."


"...despesa com a aquisição de veículos sujeitos a matrícula exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis vai passar a ser dedutível à colecta do IRS a partir de 2009."


"...estipula que a taxa de IMI seja "elevada ao triplo" no caso dos prédios em ruína."


"As transmissões entre pessoas que estejam numa união de facto passarão a ficar isentos de imposto de selo, à semelhança do que já se passa entre cônjuges."


"[As alterações à taxa de IRC]
...a taxa prevista no primeiro escalão da tabela [12,5 por cento] não é aplicável, sujeitando-se a totalidade da matéria colectável à taxa de 25 por cento, quando: em consequência de operação de cisão ou outra operação de reorganização ou reestruturação empresarial efectuada depois de 31 de Dezembro de 2008, uma ou mais sociedades envolvidas venham a determinar matéria colectável não superior a 12500 euros; o capital de uma entidade seja realizado, no todo ou em parte, através da transmissão dos elementos patrimoniais, incluindo activos incorpóreos, afectos ao exercício de uma actividade empresarial ou profissional por uma pessoa singular e a actividade exercida por aquela seja substancialmente idêntica à que era exercida a título individual”."

“…determina que os notários, conservadores, oficiais de justiça e entidades e profissionais com competência para autenticar documentos particulares passam a ser obrigados a comunicar, preferencialmente por via electrónica, as decisões transitadas em julgado que possam ser susceptíveis de produzir rendimentos em IRS.”


"Os benefícios fiscais com a aquisição de computadores vão manter-se até 2011.


"Os sistemas de rega vão poder deixar de pagar taxa de audiovisual, como acontecia até agora, o que tem suscitado muitas críticas dos agricultores. Na proposta do Orçamento de Estado para 2009, o Governo vai alterar a lei de forma a prever que, no caso das explorações agrícolas, será contado apenas um contador."


"O pagamento por conta em IRC vai ser aligeirado para as empresas de mais baixa facturação, mas será agravado para as que tenham tido facturações mais elevadas..."


"A Administração Fiscal vai ser obrigada a publicar, quando solicitadas, as interpretações genéricas sobre a lei fiscal no prazo de trinta dias e não os actuais 60 dias."


“Medidas de apoio ao Transporte Rodoviário de Passageiros e de mercadorias”.Assim, e como forma de incentivo fiscal à renovação de frotas, fica isenta de tributação as vendas de veículos, de passageiros ou de mercadorias, sempre que a totalidade do valor seja reinvestido em veículos novos, com data de fabrico de, pelo menos, 2008 e que cumpram a norma ambiental Euro IV ou superior, no caso dos transportes de passageiros."


“A Região Autónoma da Madeira vai receber, em 2009, um montante de transferências do OE inferior em 0,9 por cento ao verificado durante o presente ano.”


“…um pedido do Governo ao Parlamento para legislar sobre a construção.”


"A transmissão gratuita de bens a pessoas carenciadas, qualquer que seja a sua natureza, passará a estar isenta de IVA."


"A proposta do Orçamento de Estado para 2009 estipula que a administração tributária passa a ter acesso a todas as informações ou documentos bancários sem que seja necessário o consentimento do titular dos mesmos, o que antes não era possível."

domingo, 12 de outubro de 2008

Plano Teixeira




António Borges: "bem-vinda"

Louçã: “muitas reservas”

CDS-PP: "necessário"

PCP: “absolutamente inaceitável”

Tudo com os cumprimentos de uma estratégia comum da U.E. e acção do Governo português que pecaram por demasiado tardia. Agora temos que esperar [e rezar] pelo aumento de confiança, o que não significa encostar-se e ver a banda passar, como já é habito…
Prevenir é bem melhor que remediar, por isso continue-se a apostar na maior transparência e supervisão melhorada. Convém também tratar daqueles que são verdadeiramente capazes de recuperar a economia [os portugueses]. Cuide-se da economia de baixo para cima, pois a economia é como tudo na vida… sem bases, tem crises.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

John Garden em peregrinação a Bruxelas


"Eu nem tenho confiança em quem governa Portugal, como é que posso estar a fazer fé nas medidas tomadas", disse o presidente do governo regional da Madeira à entrada para um almoço com o presidente da Comissão Europeia.” Público


Não tem fé no Governo, e deposita as suas “esperanças” em Ferreira Leite… A mesma que não apresenta nada, raramente se incomoda em fazer oposição, e tem praticamente a mesma politica do PSocratismo [versão principio e meio do mandato].

Haja fé…

Para os Euribois de carga




Eis o resultado da excessiva timidez do BCE [não que a alteração deve-se ser subita]. Quem a paga… que carregue [ou que se lixe… como preferirem]. Ainda bem é que o Primeiro-ministro tem confiança… salve-nos isso [ou disso… como preferirem].
Ainda em relação a esta taxa recomendo o Paradigma Económico do Planetas Politik.


Já Louçã propõe duas medidas de emergência para combater a subida da Euribor:

- a atribuição de crédito bonificado aos desempregados de longa duração;
- a permissão para que o dinheiro aplicado em PPR’s possa ser utilizado para amortizar os empréstimos à habitação.

Verdade seja dita que o Bloco de Esquerda está sempre atento a injustiças sociais e a abusos, agora só falta aprenderem que o Estado não tem recursos ilimitados…

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Debate sobre a crise simplificado


Sócrates: A Crise vem de fora… bla bla… resolvemos as contas públicas… défice de 2,2 %... política de rigor… no O.E. 2009 baixo o I.R.C. [cria dois escalões \ que desce para metade nos 12.500 de matéria colectável \ e desce 25 % para valores superiores]… aumenta a linha de crédito para PME’s [garantia pública de 50 % do seu valor, juros mais baixos…] … bla bla … medidas sociais levadas a cabo pelo Governo…

Paulo Rangel: Momento delicado para o país, etc… primeira palavra para os portugueses… podem contar com o PSD… instrumentalização política desta crise, pelo Governo… PME’s já lá vamos… e então os mega-investimentos, comé?…

Sócrates: Determinação, animo e vontade do Governo… não baixar braços… vou trocar a questão… o PSD manteve a sua política? [berros de fundo]… e as medidas que agora apresentei para as PME’s?... isso não fala? … bla bla…

Paulo Rangel: Nós não baixamos os braços, o governo é que baixa… e a proposta de cobrança do IVA do PSD? O governo rejeitou… as medida que traz só aumenta o endividamento e não tem efeitos agora… o PS aprovou a antecipação do pagamento de especial por conta, asfixiando as empresas [berros e palmas] e os subsídios dos trabalhadores vão ao ar… chega a ser ridículo… o PS aprovou o aumento para o dobro [sobre os encargos dedutíveis das despesas de representação] de uma taxa com efeitos retroactivos… é inconstitucional…

Sócrates: Ficamos a saber que o Sr. deputado é contra a linha de crédito para as empresas… [berros]… não precisam de entrar em histeria, porque isso não ajuda ao debate… [berros]… eu sei Sr. deputado, disse o que não devia… benefícios desta linha de crédito… maior redução de IRC… o seu partido quando se candidatou, reclamou por um choque fiscal e não fez… redução do IRC…ajudar as empresas…

Paulo Rangel: O Sr. primeiro não respondeu a nada… [Zero… diziam aos berros]… bla… nós estamos de acordo com a descida do IRC, porque já o propusemos em 2007 e o PS votou contra… a política do PS… bla bla…

Sócrates: Só podemos baixar os impostos depois de pormos as contas públicas em ordem… o seu partido lixou o país e nós tivemos que o remendar… [berros]…

Paulo Rangel: Há países que foram autorizados pela U.E. para fazer o que foi por nós proposto… e as suas medidas, apesar de positivas, não resolvem a tesouraria das empresas… [a bancada social democrata abandona em peso o plenário.



Paulo Portas: O FMI publica a previsão de crescimento 0 para Portugal… os portugueses preocupados pedem soluções, e não discussões estéreis… o CDS propôs o a redução do IRC no ano passado… pergunto-lhe se está disponível para reduzir o que o Estado vai buscar às pensões e salários [alterar a tabela de retenções na fonte]…

Sócrates: Não queres quezílias? De acordo… mas soluções não são desistir, como o PSD… bla bla…

Paulo Portas: Aceita a devolução mensal do IVA?... bla… Aceita que essa nova linha de crédito para as PME’s seja selectiva?

Sócrates: Estas duas medias que apresentamos são muito boas… bla bla… não devemos alinhar em facilidades… não podemos aumentar a divida pública, por causa dos juros que vamos pagar… e a sua proposta tem um peso orçamental demasiado pesado…

Paulo Portas: Essa é a nossa escolha … o Estado tem que pagar o que deve… se fosse a si preocupava-me com a lista de credores do Estado [só com 3 dividas], que nada tem a haver com uma democracia adulta… e os idosos? Ficam de fora das suas medidas… proponho que vá buscar dinheiro ao rendimento mínimo, onde há abuso, para aumentar a pensão mínima, social e rural… as pensões estão muito baixas…

Sócrates: O governo instituiu o complemento solidário para idosos… reduzimos as taxas moderadoras para os idosos… não vejo porque é que o Sr. deputado não se lembrou de medidas mais simpáticas para a sua campanhazinha… o seu governo é que não fez nada.

Paulo Portas: interpelação à mesa: a mesa que mostre os orçamentos dos anos em que estive no governo… para ver que houve mais aumentos das pensões.

Sócrates: pois, mas os seus governos… bla bla …


Jerónimo de Sousa: Foi claro o exercício de omissão de causas, para fugir às responsabilidades… e existência dos offshores, com lavagem de dinheiro?... nesta reunião dos 4 mais poderosos… como aceita as direcções desse directório?… grande capital financeiro… bla bla… fracos rendimentos do trabalho que o Sr. Primeiro-ministro não fala… a sua posição mais papista que o papa, sobre o pacto de estabilidade e crescimento…

Sócrates: falemos das suas soluções… nacionalizar a Galp e todos os bancos [já estragou tudo, disse o Jerónimo]… teses do seu congresso… veja umas preciosidades, “a U.E. um bloco imperialista”; “o exemplo revolucionário da ordem socialista”, os países “que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista” para o PCP
Cuba, Vietname, Laos e RDP da Coreia. ”[o PM decidiu convenientemente deixar a china de lado]… medidas sociais que o governo fez…

Jerónimo de Sousa: gostaria muito de debater as teses, mesmo com o Sr. a retirar as frases de contexto… muito bonito… mas e os offshores?... beneficiar a banca… valorização dos salários, pensões e reformas… Código do Trabalho = a exploração…

Sócrates: Eu acredito num país que controla a sua divida e os gastos do Estado, ao mesmo tempo que intervém na sociedade… [berros] …eu defendo a regulação, mas vocês acreditam que o Estado regulador é explorador… não estamos também de acordo na contribuição da URSS… [berros]… o nosso governo, com a concertação social aumentou o salário mínimo…



Francisco Louçã: Quantos trabalhadores da segurança social vão trabalhar para o call-center que vai abrir?

Sócrates: Uma empresa gere o call-center, mas os contratos serão sem termo… tiro na água…

Francisco Louçã: E a empresa de trabalho temporário que contrata para a segurança social… Estado mínimo… jovens trabalhadores abusados pelos governo… Os tais 5% para a segurança social, vão ser pagos para o trabalhador?…

Sócrates: O Sr. deputado desconversou, não estava à espera que eu soubesse… à pois é… e os 5%, surpresa, serão pagos pelo empregador… o que me espanta é o nível de sectarismo do seu partido… a tudo se opõe…

Francisco Louçã: bla bla… o Sr. contrata trabalhadores para a segurança, através de uma empresa de trabalho temporário, que cobra uma percentagem dos trabalhadores e acha muito bem… e sobre os juros que hoje baixaram cosméticamente… e o Sr. não faz frente ao BCE… Proposta: alterar a politica em relação aos PPR… e a medidas do IRC?… este ano houve 7 homens que nos offshores falsificaram as contas do seu banco e ainda levaram prémios…

Sócrates: o Sr. não debateu a crise internacional… atacou o governo… todos os contratos são sem termo [e a percentagem deve ser pimbalhada]… disse que eu sigo o patrão dos patrões… e o acordo na concertação social… isso é ridículo… o BCE é uma instituição independente da U.E., e esta baixa de juros é da maior importância…


Madeira Lopes: A tese do Estado mínimo derrotada… política que o seu Governo segue… a nossa crise para si é internacional… bla bla… vão finalmente aumentar os salários no próximo ano…

Sócrates: A crise financeira vem do sistema financeiro desregulado dos E.U.A…. bla bla… defendo a sustentabilidade das políticas sociais… eu gosto demasiado do Estado… fizemos as reformas e mudanças, num esforço patriótico [lindo… Sócrates apanhou a bala da direita para salvar as políticas de esquerda]…

Madeira Lopes: Estagnação económica… restrição salarial… emigração a subir… sua responsabilidade… bla bla… são rápidos a colocar a mão por baixo da banca, e lentos a fazer o mesmo às PME’s…


Alberto Martins: O Sr. Primeiro-ministro é o maior… a sua análise é do melhor que há… três vivas para o Primeiro-ministro… fim do fundamentalismo do mercado… igualdade… os liberais derrotados… o PSD isto e aquilo… o Governo bla bla…

Sócrates: Alguns pensam apenas com a politiquice… bla bla… o PSD e a Caixa Geral de Depósitos, mais as privatizações… para o PSD não se deve fazer nada… vamos voltar a ler Keynes… bla bla…

Alberto Martins: O PSD etc e tal… silêncio… propostas do PSD… bla bla… pergunta irrelevante ao Governo…

Sócrates: bla bla…

Vira o disco e toca o mesmo

O Banco Central Europeu, a Reserva Federal norte-americana e o Banco de Inglaterra, decidiram através de uma acção conjunta cortar nas taxas de juros em meio ponto percentual.

Pouco, muito pouco… confirmada uma total falta de … pii… políticos e de visão global, da parte do BCE.

O crime há-de continuar


Tendo em conta a passividade do PSocratismo e da entidade reguladora… O roubo feito aos condutores diariamente, há-de continuar…
O que diz muito sobre o nosso futuro:

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Incompetente ou corrupto?




Vai ser aprofundado o estudo até o próximo ano [Março, 2009], o que é fantástico, pois isso dá toda a oportunidade para as gasolineiras alterarem o seu comportamento. Como se isso não bastasse, o Sr. Manuel Sebastião continua a falar na "existência de um comportamento paralelo no mercado", o que é um bonito sapateado que descreve a concertação de preços abusiva e à descarada que tem vindo a ser levada a cabo por ladrões… agora sim digo que existe uma onda de criminalidade crescente.


O PS porque não sabe mais onde se meter, decide-se por meter as mãos pelos pés reclamando da data apresentada. Só é pena é que PSócrates não pode adiar mais a coisa, não é amigos? Bem fez o CDS-PP que “vai chamar ao Parlamento o presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP) Carlos Barbosa para apresentar o estudo sobre o preço dos combustíveis, divulgado ontem.” Haja alguém que faz o trabalho da Autoridade da Concorrência.

Incompetente ou corrupto? Certamente ineficaz…
TIREM A MÃO DO MEU BOLSO… JÁ.

Da crise ao pacote


Riscos de falência, falências, nacionalizações, semi-nacionalizações, injecções de capitais, desestabilização, enfim a crise pela qual atravessamos, que teve o seu inicio nos E.U.A. no principio deste ano. Uns reclamam por regulação com o intervencionismo em mente, outros por uma reforma do sistema capitalista [que felizmente na Europa sempre esteve mais contido].
A ideia de uma “economia de mercado” liberta de quaisquer restrições sempre me pareceu condenada ao falhanço, mesmo considerando os benefícios que daí advieram. Numa visão extremamente simplista, diria até que poderia ser aplicada uma comparação desta com um esquema em pirâmide à escala global, onde se constroem autênticos castelos de areia. Compreenda-se que não é no sistema em si, nem sequer os desígnios pelos quais este se movimenta, que encontramos o verdadeiro problema. È no descurar do input da componente humana sobre este sistema, que faz falhar a teoria.


Nesta crise de crédito [com especulação à mistura], Portugal sempre dependente de um financiamento exterior que tem vindo a mingar, vê a sua situação agravada com a recessão técnica ou estagnação dos países que importam os nossos produtos. Na procura de estabilidade, o nosso Primeiro-ministro assinou [juntamente com os restantes Estados-membros] uma “declaração em que os 27 se comprometem a adoptar medidas para a estabilidade do sistema financeiro europeu e dar protecção aos depositantes.” Logo depois [e na linha do que já havia sido feito pela Irlanda e pela Alemanha], o Ministro das Finanças veio assegurar que “aconteça o que acontecer as poupanças dos portugueses em qualquer banco que opera em Portugal estão garantidas”.


Com isto pretende-se evitar o pânico [uma corrida aos depósitos], na esperança de manter a estabilidade. È uma boa mensagem, embora que tardia, pois pretende-se com isto pôr fita-cola numa política errada. Acontece que as poupanças têm vindo a ser atacadas ao longo dos anos [e não só por este Governo], como é exemplo o caso mais recente dos certificados de aforro, e é aí que querem agora armar-se em Macgyvers [como já é costume]. Recordo que estamos perante impossibilidade de aplicar um plano Paulson [graças a Deus] na U.E., dado não sermos uma federação e por nos faltar a unidade necessária [é de competência nacional], embora seja possível aplicar uma espécie de plano Paulson “dividido”. De qualquer das maneiras, por cá cresce a expectativa em relação ao próximo Orçamento de Estado, pois é urgente saber como e que o governo planeia combater a crise e proteger o nosso tecido empresarial [isto, para além dos “paninhos quentes”]. Talvez fosse uma boa ideia, antes de enveredar por mundos e principalmente fundos, pôr o Estado a finalmente pagar o que deve, quer porque isso já seria em si uma injecção de dinheiro importante, quer porque nada trás mais estabilidade do que um Estado “de bem” [adiante…].


Ainda nesta última semana foi aprovado em Concelho de Ministros, um pacote de medidas que implicam a revisão do regime sancionatório no sector financeiro [criminal e contra-ordenacional], e uma evolução nas regras de supervisão financeiras, ou seja, novas penas, novas multas, e mais poderes para os supervisores.


As coimas aplicadas a bancos [B.], empresas cotadas [E.C.], seguradoras [S.] e a outras instituições financeiras, quando sujeitas a contra-ordenações muito graves, passam para cinco milhões de euros [o dobro do valor actual]. Estas novas medidas prevêem também a possibilidade da coima superar este valor, por “agravamento da coima máxima aplicável quando o dobro do benefício económico exceder aquele montante”. A ideia subjacente é a de que quando a vantagem financeira for mais elevada, a punição sofrerá um agravamento.


No caso da “violação dos deveres de informação” [mentir aos supervisores], esta deixa de ser uma contra-ordenação normal e passa a ser muito grave, o que limita a “margem de manobra, aos mesmo tempo que providencia mais alguns meios de investigação aos reguladores. Ainda no que toca a transparência, os B. e as S. terão que prestar [aos supervisores] informações sobre o “nível de exposição e controlo de riscos, avaliação de activos, nomeadamente dos transaccionados em mercados poucos líquidos ou transparentes”, bem como a obrigatoriedade de comunicação das participações e interesses detidos nas denominadas offshores.


A pena de prisão que corresponde a ilícitos criminais sofrerá alteração, passando de 3 para 5 anos de prisão. O Governo também decidiu pôr o dedo na publicidade dos produtos financeiros complexos, sujeitando-a à aprovação prévia das “entidades de supervisão com competência nesta matéria.” No seguimento do plano de eliminação dos obstáculos à renegociação das condições do crédito, será alterado o regime da titularização dos créditos, como forma de adequa-lo em termos legislativos.


Foi também no que respeita os salários dos gestores, que foram feitas alterações, na tentativa de conter os “efeitos perversos” [a curto prazo] dos sistemas de remuneração. O que não deixa de ser importante, pois a verdade é que os accionistas, que deveriam ser os primeiros fiscalizadores, estão muitas vezes alheados da realidade das empresas e desempenham muitas das vezes um papel pouco activo.
Assim: os accionistas dos B., E.C., e S. vão passar poder decidir só pagar os prémios dos gestores no final do mandato; a política de remuneração passará a incluir “mecanismos de limitação da remuneração variável no caso dos resultados evidenciarem uma deterioração relevante do desempenho da empresa”; a política de remuneração [e não os valores] dos membros dos órgãos de gestão e fiscalização, por via de uma declaração, passarão a ser aprovados em Assembleia Geral [aplicável a instituições financeiras e E.C.]; impõe-se a obrigatoriedade em divulgar nos relatórios anuais, a política de remuneração e os montantes pagos.


No que se refere à supervisão, haverá um reforço da acção concertada das três entidades [Banco de Portugal, CMVM e Instituto de seguros de Portugal] de supervisão, com a sua sistematização em diploma legal, acompanhada de um reforço de competências do Conselho Nacional de Supervisores. Procede-se à introdução da figura do processo sumaríssimo no sector bancário e segurador, junto com a publicação das decisões condenatórias, e agiliza-se da intervenção sancionatória das entidades de supervisão sobre ilícitos de menor gravidade.


Quanto este pacote de medidas, a verdade é que estas são boas medidas, que não se destinam à actual crise, mas sim à prevenção de desequilíbrios futuros. Como tal, podemos dizer que estas caem que nem uma luva num Governo que prima pelas intervenções tardias e insuficientes…

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Uniformização? Não…


Bem…
Na quarta-feira a Cepsa subiu 2,5 cêntimos no gasóleo, e 2,7 cêntimos na gasolina.
A BP ajustou os preços ontem
A Galp aumentou hoje o preço da gasolina 95 em dois cêntimos, e o do gasóleo em dois cêntimos.A Repsol subiu hoje o o preço da gasolina 95 em dois cêntimos, e o do gasóleo em dois cêntimos.