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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Go Portugal 2009!!!


Estas foram umas eleições autárquicas que comprovaram a existência de somente três partidos com implantação autárquica, PSD, PS e PCP..

Ao contrário do que poderíamos pensar, o PSD não foi hegemónico, sendo obrigado a partilhar a vitória com o PS. O PSD obteve o maior número de câmaras e freguesias [desce de 157 para 140]. O PS subiu em número de presidências, e obteve maior % de votos.





Lisboa

Em Lisboa, Ganhou com maioria absoluta o triunvirato Costa – Roseta – Sá Fernandes, e Costa [Octávio do 2º triunvirato] já prometeu que vai trabalhar “com todos”.


Santana Lopes por sua vez agarrou até à última a possibilidade de vir a ganhar, isto a julgar pela demora em fazer declarações e pelas idas e vindas constantes entre “sedes” [1; 2].

E já que falo no assunto, estas idas e vindas foram o centro de um grande momento televisivo [na SIC]:

Santana Lopes - “Eu explico. Ali é o meu escritório de candidatura (…) depois abrimos ali a sede, que é mais para o público, digamos assim.”
Jornalista – “Vai quê? Vai à casa de banho ali, vai comer qualquer coisa?”
Santana Lopes – “Não Não, é onde tenho a central de coordenação dos dados que vão chegando(…)


Santana perdeu, isto apesar de “abraços de amigos” [irresistível], e acabou por reconhecer a derrota, afirmando que irá ponderar assumir a vereação, não deixando de nos premiar com uns toques conspirativos sondagísticos [à moda do CDS-PP],  isto com a CDU à mistura.

Ainda em Lisboa a CDU e o BE elegeram a bipolarização da campanha eleitoral como a culpada pelos seus resultadinhos.


Porto


No Porto, Rui Rio ganhou renovando a maioria absoluta.

Quanto à derrota de Elisa Ferreira [que a esta hora já deve estar no avião atrás da “gamela” europeia…] esta teve um sabor de conflito, com Renato Sampaio [líder da federação do PS-Porto], a acusar os militantes do partido de “não se terem empenhado tanto quanto deviam na candidatura”, e com Orlando Soares Gaspar [líder da concelhia socialista do Porto], a deitar as culpas em Elisa Ferreira.



Prestações dos autarcas a contas com a justiça

1º Avelino Ferreira Torres saiu derrotado em Marco de Canavezes


2º Fátima Felgueiras tinha muito peso no seu “saco azul”, algo que não permitiu que passasse a meta em primeiro:
- “Aceitei recandidatar-me á câmara municipal (…) Não foi essa a vontade dos felgueirenses. Naturalmente que a minha disponibilidade era apenas a de prosseguir o projecto como presidente de câmara, respeitando naturalmente que não sendo essa a vontade dos felgueirenses, o meu projecto terminou aqui.”

Tradução Politikae:
- Não me querem para presidente, vou fugir para o Brasil…


3º Valentim Loureiro reconquista Gondomar. "Ganhámos, ganhámos, ganhámos!" [e sem eletrodomésticos]


4º Isaltino Morais deu uma lavagem a Marcos Perestrello com uma maioria absoluta:

“Numa campanha onde os nossos adversários apostaram mais na minha desonra pessoal do que na mais valia das ideias, os oeirenses responderam por nós(…) Disseram sim a quem lhes resolve os problemas(…)”

Tradução Politikae:
Com estas declarações não são necessárias quaisquer traduções…



Os outros das autárquicas


O CDS-PP, munido de uma câmara, falou em subida moderada.

O BE, também munido de uma câmara, falhou a fasquia de Lisboa e Porto imposta pelo próprio líder.







Acabaram as eleições e agora Política “as usual”. O que significa, “Aberta época de caça à liderança do PSD”.


Menezes

“Penso que é preciso mudar de rumo. (…) Ficar agarrado aos lugares, acho que será um mau serviço ao PSD (…) Eu penso é que é preciso mudar rapidamente. Nada de Maio e nem de Junho, não há que haver intervalos (…)”

Luís Filipe Menezes elogiou Ferreira Leite pela escolha do candidato às eleições europeias… [o mas é que são elas] … “(…) agora dizer que a Dr.ª Ferreira Leite teve mérito nas autárquicas, por amor de Deus, isso realmente será uma brincadeira.”


Passos Coelho

Voltou a bater nas inocentes ideias de "novo ciclo" e repensar o partido, sem adiantar muito… [até já saliva]… a não ser que é necessário um debate calmo, sério, elevado e com rigor [estará a falar do PSD?].


Miguel Relvas

Relvas considerou que a liderança social-democrata "não pode ser autista" em relação aos resultados das eleições autárquic


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Lisboa a bombar


O cafezinho de Carvalho da Silva [bastião do sindicalismo comunista] na Brasileira, com António Costa, foi causa de rebuliço eleitoral:


Ciente que a CDU não ganha as eleições em Lisboa, e movido pelo imperativo ideológico de esquerda, o sindicalista disse que queria a vitória de António Costa [não vá Santana passar-lhe a perna]. Só lhe faltava seguir os passos de Manuel Alegre e dizer que Costa é a esquerda possível para Lisboa...

E como acontece com todas as tricas de importância nula, a comunicação social elevou a coisa para assunto do dia…


Santana desvalorizou, com algo como não tive medo dos socialistas e comunistas em 2001, não é agora que vou dar importância à esquerda lisboeta.

Ruben de Carvalho desvalorizou, com o “quem quiser uma política de Esquerda” votará CDU.

Jerónimo de Sousa desvalorizou, mas foi o único com uma “fonte oficial”… “Estou autorizado pelo meu camarada Carvalho da Silva, que acaba de mandar uma mensagem à Comissão Coordenadora da CDU (…)” …resumindo, Carvalho da Silva ainda é CDU e apoia-a [veja-se lá bem a surpresa].



Nos entretantos Santana Lopes ataca Costa, “recordando episódios como a oferta de bicicletas durante uma acção de campanha do PS”, e relevando a “jogada pré-eleitoral” do encontro com o movimento contra o alargamento do terminal de contentores de Alcântara.
Paulo Portas junta-se a Santana [onde é que eu já vi isto antes] em campanha na casa do líder do CDS-PP… quero dizer, num mercado em Lisboa, onde elogiou o trabalho de Santana [era capaz de jurar que este cenário me é familiar].


Já Costa congrega os apoios de Manuel Alegre, Almeida Santos e Jorge Sampaio [Santana + Portas+ Sampaio = a derrocada… ah! Já me lembro].




Só há uma coisa que eu não consigo entender. Com tantos problemas que Lisboa tem, porque será que estão sempre a falar nas poucas coisas cuja decisão final não passará pelo Presidente da Câmara de Lisboa? Ex: o aeroporto.
Comigo fica aqui e ali… comigo faço e desfaço, isto e aquilo…?!?!?!?!?!?
Enfim…


Ontem, o longo [quase penoso] debate promovido pela RTP, sobre as eleições autárquicas para Lisboa serviu para mostrar a inutilidade das candidaturas dos partidos pequenos à Câmara de Lisboa. Assim a bem dizer, estiveram ali a ocupar espaço… não teria sequer valido a pena, caso não fosse a saída melodramática do candidato do MMS para Lisboa, António Costa [o outro]. A mim pareceu-me um golpe de vista desenhado para criar furor, que acabou furado, mas quem sou eu para dizer estas coisas…

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Danças de salão


A bloquista, Joana Amaral Dias, fala sobre um alegado convite do PS para um lugar de destaque [aparentemente segunda da lista por Coimbra], e aproveita para reforçar o seu vinculo com o BE apesar do afastamento… “Embora o BE me tenha afastado da Mesa Nacional e pelos vistos dispensado das listas de candidatos a deputados (…)"


Louçã aproveita a deixa e ataca com o “tráfico de influências”:
"Primeiro ofereceram a Joana Amaral Dias o segundo lugar por Coimbra e depois sugeriram a presidência do IDT - Instituto da Droga e da Toxicodependência ou um cargo no Governo"



Logo, logo, o porta voz do PS nega a existência de tal convite. Vieira da silva [Ministro do Trabalho] aponta baterias a Louçã: "Essa afirmação não é mais do que uma grosseira mentira que se destina provavelmente a desviar as atenções das dificuldades que o BE terá com a lista do PS.” O presidente da distrital do PS de Coimbra, Vítor Baptista, nega ter feito um convite. Sócrates desmente categoricamente que aulguma vez tenha convidado, Joana Amaral Dias.



Francisco Louçã volta à carga, classificando os diversos desmentidos do PS como “esclarecedores e iluminadores”. O mesmo poder-se-ia dizer do “silêncio de Joana”… enfim.


E agora salta para o cenário o secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, que confirmou que manteve “contactos pessoais e privados” com a militante do Bloco de Esquerda, desmentindo porém que lhe tenha feito convites.


Divertidos? Vai mais uma ronda de danças de salão?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Santana vs Triunvirato (2)


Na falta de mais esquerda na luta do PS pela CML, A.Costa munido de “intelligentsia” [que é como quem diz de intelectuais], opta pela previsível solução Santana vs Triunvirato, faltando para isso o acordo com H.Roseta [1;2].

É um reunir de forças que não passou despercebido a Santana Lopes. Numa entrevista à RTP o candidato da coligação PSD\CDS-PP já veio defender que “falta ao seu adversário “coerência” e que “fazer coligações, é uma prova de fraqueza”… Apetece dizer alguma coisa, não apetece?