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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Austeridade

Com Fátima em pano de fundo, uma vitória no mundo do Futebol, Sócrates e Coelho juntam-se para nos cantar um Fado.

Passos Coelho um homem contra a subida de impostos, que não tinha problema em dizer que o PEC não era o dele [durante a disputa interna do PSD], agora junta-se à festa do apertão do cinto com um PEC que já é o dele. Afinal Passos Coelho é só mais um… ao menos pede desculpa, já não está malíssimo… está mal. Junta-se com Sócrates em reverência à U.E. e ao rol de medidas aceites [ou convenientes].

Do governo o que se esperava. Depois de uma crise que não era e apareceu oficialmente de um momento para o outro, depois de um défice que oficialmente disparou de repente não se sabe de onde, temos uma subida vertiginosa de impostos que há coisa de duas semanas era um mito oficial. Tantos inesperados que já nem sei se é propaganda ou pura incompetência.

Uma “Blitzkrieg” ao rendimento e ao consumo. Lá se foi a Coca-Cola e a Pepsi, Cola marca Dia ou Cola marca E, são agora as opções. Com ataque aos mais fáceis alvos da despesa, e programas de venda da prata*, esperam o governo e aliado criar o milagre do défice. A custo do crescimento, e do deteriorar de uma situação socioeconómica dos portugueses que já de si se afigurava insustentável. Façam um TGV, um aeroporto, construa-se uma estação espacial, vamos rivalizar com a NASA. Os portugueses não se importam. Beber a tal Cola Dia já teve dias melhores… água faz bem, e com pão faz uma açorda. Mas os políticos e gestores públicos [“impostos especiais” do imposto especial à parte] juntam-se ao esforço colectivo. Cavaco, por exemplo, passa de 7416 para 7.045 euros, Sócrates de 6.150 para 5.842 euros, e Teixeira dos Santos de 4820 para 4579 euros. Pois é uma pena. Houvesse um 14º mês os portugueses juntavam-se para corrigir esta injustiça.

Não se ataque a verdadeira despesa, ou antes as várias despensazitas do Estado que compõem o horrífico cenário da despesa pública. Nada de novo. Só o mesmo diagnóstico para os mesmos problemas.



*Plano de privatizações.
[Imagem retirada de apatadogaspar.blogspot]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Demagogia positiva


Cortar nos salários dos políticos, sugere o CDS-PP e propõe:


O primeiro-ministro não se importa de reduzir o seu salário, porém já veio dizer: "não estou de acordo com medidas que apenas têm efeitos morais".


Reduzir salários a políticos locais, regionais e nacionais, gestores de empresas públicas, uns 5 ou 6 milhões. Junte-se a esse esforço cortes nas regalias e outros apertos de cintos [popós novos topo de gama, 3 assessores para segurar um papel, etc] . Mais uns milhõezinhos não é? E se formos apertar a maminha da vaquinha Estado destinada aos partidos [Ex: 1] com certeza que conseguimos espremer mais uns milhões…


Demagogia ou não, menos uns milhões [já alguns], menos despesismo… nada a perder.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Contas sinuosas

O timing do TC pode não ter sido o melhor, mas cá está...



Os grupos parlamentares têm agora até 26 de Fevereiro para apresentarem os respectivos comprovativos, que segundo o conselho de administração do parlamento deverão ser “encargos de assessoria, contactos com os eleitores e outras actividades no âmbito da actividade parlamentar.” Curioso, não diz nada sobre cartazes



Os exemplos dos comprovativos deverão ser:

Ida para Santana – contacto com eleitores: 20 000 euros.

Fotocópias: 58 000 euros.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ilegalidade orçamentada

Algures em Janeiro foi tornado público um acórdão do Tribunal Constitucional que considera ilegal a transferência de verbas entre os grupos parlamentares das assembleias regionais dos Açores e da Madeira e os respectivos partidos políticos [contas de 2006].


Mais uns trocados para isto e aquilo... um cartaz aqui, um comício ali… o contribuinte paga. Não é à toa que a ALRAM [Assembleia da Madeira] tem agora mais de 5 milhões destinados aos partidos, algo que foi aprovado em menos de dez minutos. Nada mau. Muita acção de rua, panfleto e coisa e tal já estão pagos.



Isto com votos a favor do PSD, abstenções do PS, BE, MPT, CDS-PP, votos contra do PCP e PND, e usufruto de todos…

Onde Cortar despesa publica..?



Aprovada que foi a impossibilidade do estado poder aumentar o seu nível de canibalismo fiscal á economia portuguesa já de si frágil e depauperada, a maioria dos deputados, representantes de 60% da população portuguesa com mais de 18 anos, deram pela primeira vez em 35 anos de Democracia um claro sinal ao governo de que esse não pode continuar a ser o caminho sob pena do parasita matar o hospedeiro, e acabar por morrer com ele.

Assim sendo temos todos - mesmo os que não votam - em nosso nome e em especial em nome do futuro daqueles que nem sequer têm ainda idade para votar, que assumir de uma vez por todas que este não é só o melhor caminho é o ÚNICO!

Caso contrário, iremos assistir a uma enxurrada de falências, como nunca se assistiu na história deste pais, nem mesmo na malfadada década de 30, do século passado.

Provada que está a incapacidade dos aparelhos partidários dos dois principais partidos atraírem pessoas sérias e competentes, facilmente percebemos que não é aqui que iremos encontrar as respostas. Terá que ser mais uma vez a sociedade civil, afinal a base e a razão da existência de um ESTADO, a tomar as rédeas do assunto, e trabalhando em REDE, começar a PESQUISAR, AGLUTINAR e PARTILHAR a informação histórica disponível sobre as contas das várias instituições estatais, e desta forma começar a apontar caminhos para que no prazo de 6 meses a 1 ano se comecem a instituir cortes nos vários orçamentos das várias instituições publicas, tentando evitar assim que os esperados CORTES ABRUPTOS & CEGOS, destruam as orgânicas não só daquelas que não funcionam nem sequer tê em razão para subsistir mas também das outras. Daquelas pouca mas boas instituições do ESTADO que todos utilizamos e que se revelam fundamentais para a nossa sobrevivência a prazo e coesão enquanto sociedade e nação.


Universidades nas áreas de ciências sócias e humanas, em especial nas área de ECONOMIA, instituições que habitualmente apresentam e divulgam estudos e diagnósticos económico sócias, chegou a hora de ir para alem do Bojador, ou seja alem dos puros diagnósticos, é necessário começar a apresentar medidas concretas, objectivas & realizáveis a prazo.


Nunca Portugal teve um nível cultural, económico, cientifico e recursos humanos tão valorosos como hoje, meios de comunicação em tempo real e absoluto, que nos permitem hoje estar ONLINE praticamente 24 horas por dia. É caso para perguntar estamos á espera de quê?


Que a nossa classe politica, nos encontre as soluções? Será que não percebemos nada que eles são parte do problema e não da solução?

Para que não me acusem de só incitar os outros sem eu próprio avançar com soluções, deixo aqui uma proposta objectiva:
1 - Redução em 10% de todos os salários e reformas de funcionários públicos acima do 2,500€ mensais, para o próximo orçamento de estado de 2010.
2 - Acordo PS/PSD, para a redução do numero de deputado apartir da próxima legislatura para os 180 deputados já permitidos pela ultima revisão constitucional. Recordo que esta medida fazia parte do programa do PSD, nas ultimas legislativas.
3 - Fim do direito de um deputado poder ser reformado com reforma por inteiro ao fim de 12 anos de exercício da função.

Por Carlos Miguel Sousa