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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mais cartazes... poupem-nos sff



Depois de um ano eleitoral completíssimo, com toneladas de propaganda que saiu indirectamente do bolso do contribuinte português [Olhá crise; Olhá crise… subvencionada], os nossos amigos da CDU decidiram brindar o povo com mais uma vaga de cartazes.



Já não nos bastava termos sido bombardeados durante meses com propaganda atrás de propaganda… já não nos bastava sermos confrontados todos os dias com os restos do lixo eleitoral, de cartazes deteriorados, autocolantes, etc, pelas ruas do nosso país… eis que mais uma vaga vinha mesmo a calhar.E então? Numa altura de crise economica e [já] social, os partidos andam a receber milhões. Haviam de gasta-los onde?
Confesso que precisava mesmo de saber que posso contar com o PCP, ou que precisamos de soberania alimentar… muito útil. 

Os comunistas anda perseguidos pela subida da direita… cresceram, cresceram, mas não vingaram.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Confusão com votos no Tribunal de Loures



Foi a confusão ontem à noite em Loures, com uma trapalhada no Tribunal de Loures, que envolveu os votos da zona.


Na passada sexta-feira foi emitido um despacho pela presidente da Assembleia de Apuramento Geral do Tribunal de Loures que requeria aos presidentes de mesas de voto de Odivelas e Loures que acompanhassem a PSP ao tribunal no transporte dos “documentos eleitorais”.

Até aqui tudo bem. Não tivesse essa ordem sido alterada pelas Juntas de Freguesias, que instruíram aos presidentes de mesa que fizessem a entrega da documentação à PSP, ficando livres de ir ao tribunal. E assim foi…
O problema surgiu quando os presidentes começaram a ser contactados para comparecer no tribunal, onde começaram a ser recebidos por volta das 23h [na garagem do tribunal] para… observem bem o requinte da coisa… receber os documentos que haviam sido entregues à PSP, para assim os poderem entregar ao tribunal… digam lá se não é requintado.



Claro está que ordens trocadas misturadas com pessoas acordadas desde cedo [muitas sem sequer haver jantado] e votos no chão em sacos, originou troca de insultos, e pequenos rebuliços.

Os rumores que se ouviam por entre ânimos inflamados, davam conta de razões “obscuras” para a presença dos presidentes de mesa no tribunal, tais como, votos que chegaram às mãos do Tribunal “soltos”, pelos quais a PSP não se queria responsabilizar… enfim, rumores dessa vida que por aí anda…



Poderia até acrescentar que me pareceu que alguns dos votos estavam a ser entregues pelos serviços camarários [principalmente de Odivelas] sem qualquer problema… são coisas… da vida…


Digno de registo foi uma admissão de um membro de uma das mesas de voto de Loures, que afirmou que a mesa entregou a documentação eleitoral à GNR, sem terem ficado com qualquer registo dessa entrega, pois a GNR não tinha recibos para o efeito… simplesmente fantástico…


Os indignados presidentes de mesa de voto chegaram mesmo fazer um abaixo-assinado que será entregue na Comissão Nacional de Eleições. Da última vez que lhe pus os olhos estava assim:




Go Portugal 2009!!!


Estas foram umas eleições autárquicas que comprovaram a existência de somente três partidos com implantação autárquica, PSD, PS e PCP..

Ao contrário do que poderíamos pensar, o PSD não foi hegemónico, sendo obrigado a partilhar a vitória com o PS. O PSD obteve o maior número de câmaras e freguesias [desce de 157 para 140]. O PS subiu em número de presidências, e obteve maior % de votos.





Lisboa

Em Lisboa, Ganhou com maioria absoluta o triunvirato Costa – Roseta – Sá Fernandes, e Costa [Octávio do 2º triunvirato] já prometeu que vai trabalhar “com todos”.


Santana Lopes por sua vez agarrou até à última a possibilidade de vir a ganhar, isto a julgar pela demora em fazer declarações e pelas idas e vindas constantes entre “sedes” [1; 2].

E já que falo no assunto, estas idas e vindas foram o centro de um grande momento televisivo [na SIC]:

Santana Lopes - “Eu explico. Ali é o meu escritório de candidatura (…) depois abrimos ali a sede, que é mais para o público, digamos assim.”
Jornalista – “Vai quê? Vai à casa de banho ali, vai comer qualquer coisa?”
Santana Lopes – “Não Não, é onde tenho a central de coordenação dos dados que vão chegando(…)


Santana perdeu, isto apesar de “abraços de amigos” [irresistível], e acabou por reconhecer a derrota, afirmando que irá ponderar assumir a vereação, não deixando de nos premiar com uns toques conspirativos sondagísticos [à moda do CDS-PP],  isto com a CDU à mistura.

Ainda em Lisboa a CDU e o BE elegeram a bipolarização da campanha eleitoral como a culpada pelos seus resultadinhos.


Porto


No Porto, Rui Rio ganhou renovando a maioria absoluta.

Quanto à derrota de Elisa Ferreira [que a esta hora já deve estar no avião atrás da “gamela” europeia…] esta teve um sabor de conflito, com Renato Sampaio [líder da federação do PS-Porto], a acusar os militantes do partido de “não se terem empenhado tanto quanto deviam na candidatura”, e com Orlando Soares Gaspar [líder da concelhia socialista do Porto], a deitar as culpas em Elisa Ferreira.



Prestações dos autarcas a contas com a justiça

Avelino Ferreira Torres saiu derrotado em Marco de Canavezes


Fátima Felgueiras tinha muito peso no seu “saco azul”, algo que não permitiu que passasse a meta em primeiro:
- “Aceitei recandidatar-me á câmara municipal (…) Não foi essa a vontade dos felgueirenses. Naturalmente que a minha disponibilidade era apenas a de prosseguir o projecto como presidente de câmara, respeitando naturalmente que não sendo essa a vontade dos felgueirenses, o meu projecto terminou aqui.”

Tradução Politikae:
- Não me querem para presidente, vou fugir para o Brasil…


Valentim Loureiro reconquista Gondomar. "Ganhámos, ganhámos, ganhámos!" [e sem eletrodomésticos]


Isaltino Morais deu uma lavagem a Marcos Perestrello com uma maioria absoluta:

“Numa campanha onde os nossos adversários apostaram mais na minha desonra pessoal do que na mais valia das ideias, os oeirenses responderam por nós(…) Disseram sim a quem lhes resolve os problemas(…)”

Tradução Politikae:
Com estas declarações não são necessárias quaisquer traduções…



Os outros das autárquicas


O CDS-PP, munido de uma câmara, falou em subida moderada.

O BE, também munido de uma câmara, falhou a fasquia de Lisboa e Porto imposta pelo próprio líder.







Acabaram as eleições e agora Política “as usual”. O que significa, “Aberta época de caça à liderança do PSD”.


Menezes

“Penso que é preciso mudar de rumo. (…) Ficar agarrado aos lugares, acho que será um mau serviço ao PSD (…) Eu penso é que é preciso mudar rapidamente. Nada de Maio e nem de Junho, não há que haver intervalos (…)”

Luís Filipe Menezes elogiou Ferreira Leite pela escolha do candidato às eleições europeias… [o mas é que são elas] … “(…) agora dizer que a Dr.ª Ferreira Leite teve mérito nas autárquicas, por amor de Deus, isso realmente será uma brincadeira.”


Passos Coelho

Voltou a bater nas inocentes ideias de "novo ciclo" e repensar o partido, sem adiantar muito… [até já saliva]… a não ser que é necessário um debate calmo, sério, elevado e com rigor [estará a falar do PSD?].


Miguel Relvas

Relvas considerou que a liderança social-democrata "não pode ser autista" em relação aos resultados das eleições autárquic


sábado, 10 de outubro de 2009

Isto é política!



Estas declarações já provocaram agitação no PND.

Eis Manuel Monteiro:
O "silêncio cúmplice, covarde, irresponsável" dos responsáveis políticos portugueses sobre este caso demonstra que "a democracia está moribunda.”

Pois… um apelo a todos os políticos do país… vamos todos em conjunto apoiar o PND Madeira na sua maneira, digamos sui generis, de fazer política...
O partido tem vindo a ter uma evolução muito “positiva” na sua actuação…

Ridículo



Estupidamente ridículo



Simplesmente estúpido



Com toda esta teatralidade, argumentos válidos como as inaugurações eleitoralistas de Jardim, os seus tiques autoritários, alguma supressão do debate político, o insulto constante por parte de Jardim, a expulsão indevida de deputados da Assembleia Regional, etc, ficam afogados em palhaçadas [Autárquicas Funchal um outro requinte].


Mas a julgar pelo vídeo colocado no blogue do PND Madeira [ver aqui / prestem atenção à musiquinha], eles estão muito orgulhosos pelas suas deploráveis “intervenções”.

Poupem-nos


Santana Lopes anuncia o apoio de Carmona à sua campanha…
"Ligou-me há cinco minutos. Podes transmitir o meu abraço de apoio. Espero que ganhes!"


…Carmona discorda…
É o voto de um amigo para um amigo e não de um político para um político.”
… acrescentando que não irá estar presente em qualquer acção de campanha de Santana Lopes.


Carmona junta-se à acção de campanha de Santana para manifestar o apoio de amigo [com quem não falou durante 2 anos], mas não o seu apoio político.

Simplesmente poupem-nos...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Autárquicas Funchal, um outro requinte






Mais uma etapa na luta do PND Madeira contra as “inaugurações eleitoralistas” de Alberto João Jardim… Pfiuu… inaugurações eleitoralistas de Jardim… onde foram eles buscar tal ideia… adiante…

… um soco num deputado do PND, um dirigente do PND que aproveita uma brecha para entrar a correr só para ser parado à força por um movimento digno dos melhores campos de futebol americano. Tudo isto por causa de uma barreira de segurança criada por um PSD-M à espera de problemas.


Tão preparado estava o PSD, que até tinham um grupo de jovens munido de cartazes e palavras pouco bonitas:
- “Canha foge para o Brasil, a Justiça venezuelana te procura”;
- “Canha, Baltasar e Welsh, os três artistas do circo fascista”;
- “Fábrica do Hinton explorou o povo”;
- “Abaixo os herdeiros o Hinton, do Baltasar e padre Lopes”;
- “Abaixo os fascistas da Madeira Velha”.




Este grupo de jovens intitularam-se “cidadãos da Madeira Livre”… com certeza que estes “cidadãos da Madeira Livre”, nada têm a haver com a JSD… nunca sequer ouviram falar de tal coisa…


Alberto João Jardim, o pináculo da elevação democrática, chegou até a dar uma mãozinha a este “grupo de jovens” [que nada e de maneira alguma têm alguma coisa a haver com a JSD]. O presidente do Governo Regional da Madeira [antes de ir embora] decidiu desautorizar um agente da PSP que havia impedido os jovens “livres” de abrir os cartazes:

- “Abram os cartazes que eu estou mandando. Pronto… Sou eu que tou mandando… ó senhor guarda, tá a ouvir o que eu tou a dizer… tou a mandar… portanto não chateie ninguém.”


O Sr. Jardim manda tá mandado… tá a ouvir o que eu tou a dizer?


Jardim que já havia desconfiado das “orientações políticas” de uns [graduados da PSP] “senhores que vieram para aqui”, consegue fazer ainda mais para adensar a crispação.



Por muito apalhaçada que seja a actuação do PND Madeira [e é muito apalhaçada], com um golpe de pulso o Sr. Jardim tem o condão de conseguir reorientar para si as piores das atenções.


Fecham-se as legislativas

Os votos dos dois círculos eleitorais do estrangeiro já foram apurados.
O PSD elegeu 3 deputados e o PS 1.

Neste caso as taxas de abstenção é que são verdadeiramente “dignas” de registo. Algo como 77% na Europa e mais de 92% fora da Europa. Uma subida quando comparadas com os dados de 2005 em que na Europa a abstenção foi de 69,1% e fora da Europa foi de 81,7%.


Estes são os resultados possíveis num sistema em que os “erros de secretaria”, associados a uma ineficiência de processo e a uma falta de motivação crónica [com os cumprimentos dos nossos políticos] criam um monstro abstencionista pouco sustentável de um ponto de vista democrático.



Aproveitem-se as reacções mais sentidas [1] para alterar uma situação que já á muito deveria estar resolvida. Já que falamos em sistema eleitoral, poderíamos até não nos deixarmos ficar pelo sistema de votação…

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Olhá crise… subvencionada

18 milhões de euros [+ 3 milhões do que em 2005]… é o que os partidos políticos irão receber anualmente, directamente do bolso de cada um de nós… peço desculpa... do Estado.


E para que não hajam cá confusões:

PS – 6,88 milhões;

PSD – 5,48 milhões;

CDS-PP – cerca de 2 milhões;

BE – cerca de 2 milhões;

CDU – cerca de 1,5 milhões;

PCTP/MRPP – 175 mil euros.



Isto já para não falar no dinheiro que entrará nos cofres dos partidos, da subvenção pública para as campanhas [9 milhões ao todo = a 20 mil salários mínimos mensais].


Falta dinheiro para isto e para aquilo, crise, coisa e tal, e entretanto os partidos vão lucrando com as campanhas. E para quê? Para toldar a paisagem com rios de cartazes, posters, versão após versão, que pouco acrescentam a uma campanha já de si ameaçada por politicas de circunstância e casos de prateleira.



Pelo que podemos constatar, os pequenos e “novos” partidos [que não receberam dinheiro] também vão pelo mesmo caminho. Eis um exemplo:

Esta foi a conversa.
"Em geral, achamos que foi uma campanha paupérrima. Os portugueses não estão nada mais esclarecidos sobre o futuro de Portugal. Foi mais do mesmo. Verificou-se um enorme despesismo daqueles [partidos] que já têm subvenção estatal" Eduardo Correia, Presidente do MMS

Esta foi a contribuição para a campanha.




Com certeza que com estes cartazes os portugueses ficaram mais esclarecidos…


Nas autárquicas a ideia acaba por ser a mesma… rios de dinheiro para muito pouca mais valia, embora o exagero não seja o mesmo do das legislativas. Agora uma particularidade. Os Srs. Autarcas que provavelmente não andam satisfeitos com a quantidade de dinheiro que têm disponível para propaganda decidem usar os recursos institucionais para fazer a sua propaganda e mandar recados…





Se isto não é propaganda com o objectivo de ora atingir um partido, ora beneficiar o seu, não sei o que será… enfim…




Já que falo em propaganda eleitoral "indevida", será difícil não falar no que um período eleitoral faz pela governação. A um ano e tal destas legislativas, o governo virou “socialista”, ficou mais dócil e mais preocupado com as questões sociais. Agora mais perto das autárquicas, estradas são pavimentadas e pintadas, ciclo vias e outras coisas são construídas.

Perante este cenário a recomendação só pode ser uma… já que ganhar eleições é só o que os partidos vêm à frente do nariz, reduza-se a duração dos mandatos, de modo a que a governação seja um período eleitoral permanente…

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vamos ao after



Depois de umas legislativas repete-se o cenário das europeias, todos ganharam excepto os portugueses.
Após um rol de conclusões retiradas dos resultados eleitorais pelos partidos, estes andaram e andaram e não chegaram à conclusão que salta mais à vista… os portugueses andam fartos de politiquices [não que estivesse á espera de outra coisa].




PCTP\MRPP

O partido não elegeu um deputado, porém conseguiu ultrapassar a barreira dos 50 mil votos, algo que o permite receber subvenção estatal.



CDU

Para todos os efeitos a CDU “cresceu” […], e os CDUzenses não nos deixam esquecer isso… ficaram atrás do BE, mas cresceram … o CDS-PP também ficou-lhes à frente [e no goto], mas elegeram mais um deputado [15]… passaram a ser a quinta força política, mas retiraram a maioria a Sócrates… e… ah… cresceram… afinal, os resultados eleitorais foram um "estimulante sinal" do crescimento da CDU.

Com o PS obrigado a cheirar apoios [aqui e ali] o PCP estabelece a linha de possível “apoio”, na fronteira com a direita.


BE


O Bloco teve não uma, mas 3 vitórias: a "vitória histórica" do número de votos; a “vitória histórica” de ultrapassar a CDU; a “vitória histórica” de derrotar a maioria absoluta do PS [tirar-lhes a arrogância se preferirem].

Aparentemente, ficar atrás do CDS-PP foi irrelevante [isto se deixarmos de parte a estupefacção, a irritação, e o sapo entalado na garganta] , uma insignificante nódoa no caminho ascendente da “verdadeira esquerda”.

A reconstrução do sistema de protecção social, a reforma das políticas de educação, e a implantação do imposto sobre as grandes fortunas, foram as prioridades estabelecidas por Louçã para que possa haver “diálogo” entre socialistas e bloquistas … peço desculpa… entre socialistas e socialistas esclarecidos.



CDS-PP



Paulo Portas ganhou. Recupera a posição de terceira força política [de 2002], com mais votos e consequentemente mais deputados [21], reforçando o peso do partido na AR.

Claro está que uma outra vitória foi a de tirar a maioria absoluta ao PS [juntem-se ao clube…].

Agora, admirem-se. Portas não irá coligar-se com o PS. Francisco Louçã pode descansar a sua cabeça, pois o PSócratismo não terá oportunidade de se tornar suicida.



PS



O PS ganhou. Mais votos… fica no governo… segundo Sócrates, “uma extraordinária vitória eleitoral"… … … pois… é realmente extraordinário o que a falta de alternativas pode fazer.



Não querendo perder tempo, mal ganhou as legislativas, o secretário-geral do PS vira as atenções para as autárquicas, particularmente para Costa, ao mesmo tempo que se concentra na estabilidade do seu governo:


Tradução:

“Vamos apostar na negociação parlamentar, não sacrificando as grandes bandeiras da governação socrática.”

Tradução da tradução:

“Esta coisa de não ter maioria absoluta é uma chatice.”



PSD



O PSD ganhou deputados [de 72 para 78], e também atingiu a vitória psicológica de retirar a maioria absoluta do PS. Não obstante, Ferreira Leite perdeu… aliás, não tardou muito para que fosse declarada aberta a época de caça à líder:

- Marco António defendeu que o PSD deve “fechar a página do Cavaquismo”;

- Mira Amaral diz que Manuela Ferreira Leite “está acabada politicamente”;

- António Nogueira Leite afirma que Ferreira Leite foi “demitida” pelos portugueses;

- Passos Coelho põe a cabeça de fora, com o “arranque de um novo ciclo de esperança”[1; 2] …

Enquanto estivermos no frenesim autárquico a coisa vai manter-se calma com o apoio da líder aos autarcas[aqueles que não tenham “medo”, digo eu].
Mas depois...


Abstenção



Pensar-se-ia que com uma abstenção de 39,4%, superior à de 2005 [34,98%] e de 2002 [37,66%], e com a manutenção dos níveis dos votos nulos e em branco [mais coisa menos coisa], os partidos prestariam mais atenção ao facto de que brincar aos políticos [como se tem vindo a fazer] não é exactamente bom para a democracia, no entanto julgando pelo aftermath eleitoral, diria que ainda não foi desta…

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Politikae Especial Programas Eleitorais




Para as pessoas que já não se entretêm com folclore eleitoral...

- escutas...
- dramas existenciais (1;2;3;4)...
- sondagens... barómetros...
- "anedotas"...
- enfim...

Uns programas eleitorais resumidos. Numa tentativa de os despir de conversa da treta.

                                                                                                   Vá lá... leia... não custa nada...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E continua a “campanha eleitoral”…

Desta feita a campanha eleitoral vira-se para o TGV em força.

Estamos na Europa em integração económica”, relembra Sócrates rebatendo a acusação social-democrata de que o TGV interessa mais a Espanha do que a Portugal.


Vem também Jerónimo de Sousa defender o TGV, considerando a interrupção de tal projecto como negativa para o país. O candidato da CDU não deixa de dar a tacadinha no PSD: “encontrar nos espanhóis os principais culpados é um erro crasso" [o que não deixa de ser verdade].

Mas Ferreira Leite mantém-se firme, apontando os “interesses espanhóis” e o empobrecimento do país que advirá da aposta no TGV, mostrando-se preocupada com o problema do endividamento.


No caso do TGV estou do lado de Manuela. Interesses espanhóis à parte [até porque tal menção é em si… enfim, triste…], o país beneficiaria mais com uma aposta na requalificação da actual rede ferroviária, guardando o TGV para uma altura em que o país estivesse [mais] economicamente viável , e capaz de dinamizar o investimento no próprio TGV, com redes de comunicação mais eficientes.


Adiante… Louçã não resiste à tentação de bater em Portas, após a infeliz comparação com Salazar:
Quando se lhe fala de administradores ele salta logo ao ar e acha que não se devem tocar nas mordomias”  [Portas com certeza que não estava à espera de outra resposta…]


O PSD não se deixa ficar pelo TGV. Volta a arremessar calhaus ao PS, classificando a crise como “a crise do PS”, e pela boca de Carlos Neves [PSD-Açores] retoma a maldita “asfixia democrática”:


É por causa destas e de outras que a verdadeira “asfixia democrática” é ridicularizada e passa ao lado. Aquela que o PS e PSD têm vindo a desenvolver nestes últimos anos, com a hegemonia dos cartões partidários, com as promessas da tanga que ridicularizam perante os eleitores o acto de votar, com o continuo crescimento tentacular pelo aparelho de Estado, e com autoritarismos balofos que em muito reduzem a noção de que o verdadeiro poder está no povo. Isto já para não falar do alimentar constante à agenda do dia, de aspectos menores que entretêm os cidadãos, mas pouco significam.


Adiante… Assustado com a perspectiva de vir a perder as próximas eleições, o PS trás o reforço:

Tempus fugit


A campanha eleitoral corre, o tempo foge, e cada um dos candidatos começa a mostrar os dentinhos, com só uma  coisa em mente... o voto.


PSD - Manuela Ferreira Leite acusa Sócrates de ter "projecto de natureza pessoal" para se manter no poder [porque para o país não é de certeza]. Acrescentando que o primeiro-ministro, "só gosta de quem gosta dele".


PS - “Sempre que o PS passa pelo Governo, as políticas sociais evoluem. É para as defender que vos convoco”, disse Sócrates enquanto aproveitava para salientar que SNS nem consta do programa do PSD.
Quanto aos novos ministros… “Todos compreenderam o que eu quis dizer”… Compreenderam com certeza. Sócrates vai deixar cair os “embaraços” do governo.


BE – Francisco Louçã enfrenta as nacionalizações de cabeça, regozijando-se por o BE incomodar até em Angola.
Isto acompanhado da caracterização de um BE mais socialista que os socialistas. “Os votantes no PS sabem que no dia seguinte vão acordar com uma ressaca monumental.” E com um BE socialista a receber uma “intensa campanha de ódio” do PSD, Louçã quer mergulhar a colher bloquista no eleitorado do voto útil [os que flutuam entre o PS e o PSD].


CDU – Jerónimo de Sousa que aponta a “artilharia pesada” comunista para o mesmo lugar do que o BE, afirma que “não pode ser de esquerda quem assumiu a ideologia neo-liberal” [o PS], enquanto cola o PSD e o PS na mesma parede, como precursores do mesmo tipo de política.


CDS-PP – Paulo Portas compara Louçã com Salazar…

domingo, 13 de setembro de 2009

Esmiuçar o debate, Sócrates vs Leite



Já foi… o combate de titãs, o encontro de gigantes, o debate dos debates… enfim. Não vou anunciar o vencedor do debate, como resultado de um fútil esforço analítico para justificar o injustificável, a partir das particularidades, e desempenho de cada um dos candidatos, esmiuçando [obrigado Gato Fedorento] respirações, respostas rápidas, etc. Isto porque, tal como aconteceu nos outros debates, não houve um claro vencedor ou perdedor. Os vencedores ficaram na cabeça de quem os viu, pela forma como cada eleitor percepciona o que foi defendido e a forma como se portaram os líderes partidários. Algo que de certa maneira está condicionado pela imagem que cada eleitor já tem dos candidatos.

Este foi um debate em que se cerraram fileiras político partidárias, e consolidaram-se os votos. O que em bom português significa que não serviu como factor determinante para alterar o sentido de voto numa ou noutra direcção. Poder-se-ia dizer que Sócrates esteve mais à vontade do que Ferreira Leite, porém não se estaria à espera de outra coisa dado que o frente a frente não é o condimento mais forte e pronunciado no prato de Ferreira Leite.

Impondo um fast forward na política de bolso, e nos gatafunhos eleitoralistas…:

- …com Sócrates a bater no que foi feito ou não por Leite quando estava no governo, no preconceito da “superioridade de credibilidade” [diz Sócrates do PSD], na candidatura fantasma [de Jardim], nos ditos do general não sei quantos sobre o pessimismo e as batalhas,
-…e com Ferreira Leite puxando galardões [professora disto, doutora daquilo], a bater na “asfixia democrática”, no autoritarismo, no ambiente de suspeição criado pelo governo, na não identificação de Portugal como uma província espanhola…

… podemo-nos concentrar no que foi verdadeiramente importante.


Do lado de Sócrates ficámos a saber:

- que Portugal estava bem encaminhado [a criar emprego, menor défice, contas públicas em ordem], a crise é que estragou tudo;
- que houve a necessidade de aumentos de impostos por causa da situação orçamental deixada pelo anterior governo [apesar disso o governo já baixou o IVA, reduziu o IRC, e reduziu a taxa social única para as empresas que não vão despedir trabalhadores];
- que o governo ajudou as PME’s [37.000 empresas];
- que o TGV é para manter, de modo a que Portugal deixe de ser periférico;
- que o governo teve uma política orientada para o apoio social, com o aumento do abono, com a criação do abono pré-natal, com o complemento solidário para idosos, e genéricos gratuitos para idosos com baixos rendimentos [pena que só em final de legislatura…];
- que fizeram isto e aquilo na educação [Ex: escolas abertas até mais tarde; novas escolas…] e na saúde [Ex: rede de cuidados continuados; mais cirurgias…];
- que o governo de Sócrates será um novo governo, com NOVOS ministros [ou não 1].


Do lado de Ferreira Leite ficámos a saber:


- que o modelo económico actual tem de ser alterado, pois a “crise” veio somente agravar uma crise interna criada pelas políticas económicas do actual governo;
- que os apoios ás PME’s não devem ser selectivos;
- que embora os apoios sociais sejam importantes, o ênfase deve estar do lado da criação de riqueza para que as pessoas não necessitem de apoio;
- que o TGV será suspenso, até que venham dias melhores;
- que a carga fiscal deve ser reduzida, e embora Ferreira Leite reclame do aumento de todos os impostos levados a cabo pelo governo, a bem dizer, só acha excessivo o aumento de tributação sobre os reformados;
- que depois de andar a bater-se pelas portagens nas Scuts, agora esse já não é um instrumento necessário [dado o caos criado pelo governo socialista];
- que não vai mexer na segurança social, a não ser para limar as arestas da reforma socratista [que significou segundo a líder do PSD uma diminuição das reformas a médio longo prazo];
- que na saúde o sector privado pode e deve ser usado pelo Estado para colmatar as falhas do SNS;
- que na educação será negociado com os professores um novo modelo de avaliação;

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MMS revela... se

Como se já não bastasse a crítica falta de alternativas na política portuguesa, mais um partido (dos novos) junta-se à já longa fila... O MMS ao bom estilo de um PND de José Manuel Coelho, de um PNR, ou mesmo de um PSD-M “Fuck them” de Alberto João Jardim, desce o nível do debate político defendendo através de Eduardo Correia [Presidente do Partido] que "os políticos e as fraldas devem ser mudados com uma regularidade idêntica, pelas mesmas razões", uma frase tornada célebre por Eça de Queiroz.


Apostado em congregar os descrentes com o actual sistema político o MMS está apostado em recorrer à palhaçada para chamar à atenção, qual menino mimado a disputar pela atenção paternal. Um perfeito exemplo é o outdoor de sucesso que nada diz… Com tanto clamor pela inteligência na política e nas decisões políticas [a chamada “revolução inteligente”], não lhes ocorre nada mais inteligente do que isto?

Com um inicio de percurso político apontado para a neutralidade ideológica, o MMS conseguiu colar-se ao centro direita no que toca às suas propostas, e a ambos os extremos do espectro político partidário no que se refere às tácticas. Em tempos de crise e de maiores dificuldades torna-se mais fácil ceder perante os ataques incessantes dos [na falta de palavra melhor] “extremistas das ideias” que se acotovelam uns aos outros para molhar a colher na sopa eleitoral. Gritam, esperneiam, e pavoneiam-se por aí, cuspindo umas quaisquer palavras de ordem, e chafurdando nos problemas do país, na esperança de captar o olhar do observador incauto.

Desconfio também das muitas facilidades na boca de alguns. De facto quando alguém diz que resolvia isto e aquilo com facilidade [como parece ser exemplo Eduardo Correia em muitas entrevistas que me lembro], tendo a me lembrar dos vendedores de banha da cobra, com as suas curas milagrosas.


Há pelo menos duas coisas que podem ter como certo:
1ª A celulite não desaparece esfregando cremezinhos, porque é gordura.
2º Ninguém tem soluções milagrosas para a política, porque é estupidez.

O caso da boleia sensível

A ida de Ferreira Leite à Madeira ainda dá que falar. Quer pelo “verbalismo anglófono” [como disse Carlos César] de Jardim, quer pela questão do carro que foi usado pela líder do PSD.

Jardim já disse, "Era o que faltava eu agora não poder convidar para o meu carro quem me apetecesse". Compreendo bem a dificuldade de Jardim em distinguir propriedade privada de propriedade do governo regional…

Entretanto o BE-M e o PND-M apresentam queixa à CNE por uso de actos oficiais para propaganda do PSD. Nada fora do normal para um Alberto João Jardim que fez uma campanha em 2007 para as regionais na Madeira baseada em inaugurações… enfim.

Posto isto, o gabinete da presidência do Governo Regional da Madeira solta o seguinte:
Como a vida é feita de lapsos e a propaganda do PSD-M de inaugurações, nós andamos em frente e assobiamos.

Porque a coisa podia estar pouco esclarecida, Aguiar-Branco e o PSD reforçam a ideia de que não houve utilização de uma viatura oficial para uma actividade partidária… afinal Ferreira Leite só apanhou boleia de Jardim…


E com isto perdemos dois dias de campanha... é por estas e por outras que a "asfixia democrática" está a asfixiar a campanha política.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

PSD-Madeira e PSD na Madeira


Manuela Ferreira Leite foi à Madeira em campanha... e em campanha classificou a Madeira como um "exemplo do bom governo do PSD". Depois das acusações da líder do PSD em relação à tal asfixia democrática provocada pelo PSócrates, uma ida à Madeira só podia provocar a pergunta: E então a Madeira?


Muito rapidamente... e em campanha de "verdade", Manuela Ferreira Leite negou tal situação na Madeira... algo que já deu azo a um coro de críticas[1;2]. Em verdade digo que Manela estava obviamente em campanha, porque na Madeira a democracia é obviamente "livre"...



Acontece que a história da "asfixia" nem foi o momento alto da viagem. Qual foi a questão importante que marcou a ida de Leite a Jardim? O carro do governo regional que transportou a líder do PSD em parte da viagem... logo, logo, os jornalistas [sempre acutilantes] saltaram para o tema do carro; e não é de admirar, dada a grande... errr... importância da coisa.


Eis que Jardim com a sua habitual educação e polidez, pega num assunto perfeitamente irrelevante e dá-lhe uma vida nova. Como? Para o Sr. Jardim abrir a boca tende a ser o suficiente, assim provando a regra o homem decidiu criticar os "medíocres" que se preocupam com esses assuntos terminando com um agradável "Fuck them".




A ver: Madeira Democrática