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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Foi presente



No jantar de Natal do PSD-M que Jardim decidiu dar um “presente” aos madeirenses…

“É aqui, hoje, esta noite perante vós que eu digo: sou novamente candidato”

É a surpresa total de uma candidatura virtuosa que se insurge contra…

“… ataques mais vis e ignóbeis em que uma garotada, uma canalha, está fazer como nunca nestes 30 anos ao PSD.”

É certamente para proteger a Madeira das investidas de…

“…uma união da maçonaria da Madeira Velha, dos socialistas e dos comunistas que estão todos juntos num ataque ao PSD onde vale tudo.”

El presidente falou também sobre o “salto geracional” que o PSD-M tem que saber fazer, e que “não pode ser discutido na praça pública a brincar aos delfins”. Até porque quando se fala em algo do género os “delfins” tendem a atropelar-se uns aos outros.

Enfim… Jardim igual a si mesmo. Quanto ao “presente”, passa-se o mesmo com as meias e as gravatas, é aquele presente de natal que já sabemos que iremos receber e quem vai dá-lo…

sábado, 6 de novembro de 2010

Agarra que é ladrão

Até agora os aposentados do Estado que estão a desempenhar funções públicas não podiam acumular a totalidade do salário e da pensão. Tinham de escolher qual receberiam na totalidade, e qual receberiam só um terço. O governo decidiu que a partir de 2011 ou um ou outro. De acordo com o governo a dificuldade está agora em saber quantos funcionários públicos acumulam a pensão e o salário.

Pessoalmente, não tenho qualquer problema com o impedir que o Estado pague à mesma pessoa pensão e salário, muito menos se tiver em conta o actual clima económico. Aparentemente este assunto não é pacífico para todos, especialmente para Alberto João Jardim. O Estado “é ladrão”,  diz Jardim, porque não permite a tal acumulação.

A última vez que a reforma do Presidente Regional veio à baila:

“…eu digo bastardos para não lhes chamar [aos jornalistas do continente] filhos da puta." Jardim

Assim sendo, chamar o Estado de ladrão não está nada mau, e afinal, o Sr. está preocupado com os princípios “fundamentais da União Europeia.” Esta indignação não é nova. Aliás, tudo o que tem a ver com reduzir o rendimento de políticos e/ou de partidos o Sr. Jardim está contra [também não é favorável à regulação e por aí em diante]. O PSD-M já tomou a liberdade de “proteger” o rendimento dos políticos madeirenses, com o Estatuto Político-Administrativo da RAM.

Artigo 75.º

(…)

2 - Aplica-se aos titulares dos órgãos de governo próprio da Região o estatuto remuneratório constante da presente lei.

(… e para que não hajam dúvidas …)

20 - O estatuto remuneratório constante da presente lei não poderá, designadamente em matéria de vencimentos, subsídios, subvenções, abonos e ajudas de custo, lesar direitos adquiridos.

É por estas e por outras que a Madeira Política vive um regime de excepção no que toca a estas matérias. Do acesso a uma subvenção vitalícia, à acumulação total de salário e pensão, a vergonhosa situação prossegue incólume. Jardim acumula a pensão de 4124 euros, com a totalidade do salário de presidente, quando no resto do país só recebem um terço de um deles. Com ele, Miguel Mendonça [presidente da Assembleia Legislativa regional], Carmo Almeida, Ivo Nunes, Gabriel Drumond [os 3 deputados do PSD], e André Escórcio [deputado do PS], também usufruem da gloriosa excepção.

Indigne-se com isso…


[Imagem retirada de INGEEK]

domingo, 24 de outubro de 2010

Regionais na Madeira... asseguradas

É com atenção aos “constrangimentos impostos pela situação económica e financeira do país” que a Assembleia Legislativa da Madeira optou por reduzir o seu orçamento 334,5 mil euros. Em nada diferente de um milagre, isto para uma Assembleia que não há muito tempo conseguiu a proeza de ter menos um terço de deputados e praticamente o mesmo orçamento do ano anterior a esse… Não obstante o que não deixou de aumentar foram as transferências para os partidos com uma subida de 5%. Até calha bem porque vai ser ano de eleições regionais e todos os tostões contam.


Não é segredo nenhum que aquilo que é para os grupos parlamentares rapidamente chegará às campanhas eleitorais. E a julgar pelo último chorrilho de multas relativas a 2007, o TC bem que pode censurar, mas de facto o “crime compensa”. As boas notícias são que os madeirenses poderão beneficiar de uma rica campanha em tempo de crise. E afinal, Alberto João Jardim precisa disso… já que a crise não permite a habitual campanha eleitoral recheada de inaugurações, alguém tem que pagar o habitual Tony Carreira...

sábado, 25 de setembro de 2010

Manipulação? Propaganda?

Esta semana falou-se da situação Diário de Notícias e Jornal da Madeira na comissão parlamentar de ética, e como era de se esperar duras críticas foram feitas a Alberto João Jardim.

O Jornal da Madeira [… jornal do governo regional… Madeira Livre II … tanto faz] é na prática o equivalente a um instrumento do ministério da propaganda de Alberto João Jardim. Gratuito [isto é, pago pelo erário público…] e 100% laranja da madeira [há diferença!], este jornal é o mais triste exemplo tendência manipuladora do governo de Jardim, que não se fica pela imprensa escrita [ou sequer pela imprensa]. Dos artigos de opinião às notícias, tudo tresanda a propaganda, e mais uma vez… paga pelo erário público.

O PSD-M bloqueia as discussões sobre a situação da imprensa no parlamento regional. O governo hiper-financia o dito jornal, o governo manda nos conteúdos produzidos. O governo reduz a publicidade oficial quase a zero no DN em benefício do JN, e surgem acusações do uso de métodos ainda mais “reprováveis” para reduzir a publicidade no DN. O DN [anti-jardim] é encostado à parede, o pluralismo vai à fava, e a liberdade de imprensa sangra. Tudo isto com o beneplácito dos sucessivos governos, deputados, partidos e afins.

E agora um momento lúdico… tentar encontrar o querido líder do governo regional nas primeiras páginas do Jornal da Madeira dos últimos oito dias.









Para terminar nada melhor do que o “lema”… ou talvez ameaça… do Jornal da Madeira:

Se quer viver informado, leia o Jornal da Madeira. Se quer conflitos inúteis, leia e ouça outros.”

...Sublime...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Política da não notícia


 
Vamos a meio de uma semana que continua marcada pela proposta de revisão constitucional do PSD, e mais importante ainda, marcada pelo coro de situacionistas da política portuguesa do BE ao CDS-PP que vêem o status quo ameaçado pelo… [tremei]… malfadado liberalismo [UuuuUUUuuuHhhhh…]. O drama de um “mal” que ainda não tem expressão em Portugal. Mesmo com Passos Coelho, um social-democrata [quer queira, quer não]. E do PS, acusações de retrocesso, a destruição do Estado Social, o retrocesso, o mau timing, o retrocesso… mas apesar de tudo até dá jeito ir na onda com comissões para analisar o “pesadelo“ que vem do PSD, ou não fosse útil tirar partido de clichés instituídos para “malhar” no PSD.


A custo de um suposto “preço político” Passos Coelho marcou a agenda política, e a diferença entre PSD e PS [diferença essa que se esbaterá por alturas do próximo tango]. Coelho mantém o ânimo combativo com o mau desempenho das contas públicas de um governo que, seguindo a moda política portuguesa, corta em tudo menos no que deve. Isto para preparar uma boa reentre capaz de sustentar o peso das cedências que eventualmente terá que fazer.


Coelho faz tudo menos embarcar no comboio de Jardim e demais seguidores, que numa prossecução da inimputabilidade política que vive o PSD-M, segue para uma recandidatura de Jardim que ninguém sabe se vai acontecer [pois…]. Uma espécie de parente exuberante do “tabuzinho” da recandidatura de Cavaco... enfim. Depois da sua habitual verborragia na festa do PSD-M, marcada pelo constante esbracejar do Presidente Regional, e pelo “pano de fundo” da musiquinha do PSD, Jardim decidiu “diagnosticar" a justiça em Portugal:


Queixinhas contraproducentes quando não interessam ao Sr. Jardim. Pois quando Sua Excelência decide fazer queixinhas das suas [Jardim processa: o dirigente do PND-Madeira; a PSP Madeira; Carlos Pereira e o DN-Funchal] o “funcionamento da justiça” já não é relevante.


Já que é de justiça que falamos, “A verdade acaba por vir ao de cima”, diz Sócrates sobre o Freeport. E é mesmo verdade… veio ao de cima a verdade de uma justiça castrada e condicionada.


[Imagem retirada de Muambeiros]

domingo, 18 de julho de 2010

Vencimento político

Continua a redução do vencimento dos políticos [e afins], uma medida que vale mais pela sua “posição moral” do que pelos resultados imediatos da sua aplicação. Convenhamos que esta não é a única medida mensurável através dos resultados qualitativos da sua intenção, e por conseguinte não necessariamente quantificáveis. Ser ou não hipocrisia fazê-lo torna-se irrelevante, por sê-lo simplesmente necessário. Um sentido de justiça social pede que assim seja, tanto quanto a credibilização de uma imagem da política desgastada por anos de partidarismos e ensimesmamentos, assim o requer.



Com ensimesmamentos em mente, da parte do Sr. Jardim que é como quem diz do PSD-M, recusa-se a fazer descer os salários dos políticos na Madeira. Nada de espectacular pois a palavra de ordem na política madeirense nunca foi dar o exemplo. Assim o Sr. Jardim continua a usar e abusar da Autonomia Regional em tudo o que tem a haver com os interesses de alguns [que são sempre os mesmos].


[Imagem retirada de netconsumo.com]

terça-feira, 18 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

DN Madeira sob fogo

Jardim conseguiu avançar mais um passo para o expurgar do Diário de Notícias, que em grande parte é anti-Jardim.

O director, Luís Calisto, demitiu-se do cargo apontando como razão o "emergente do regime de excepção criado à comunicação social madeirense" por Jardim. Por outras palavras o presidente do governo regional anda a espremer o DN através do Jornal da Madeira. Fazer bullying com a imprensa, usar os actos públicos para intimidar os empresários que anunciavam no DN, reduzir a publicidade oficial a quase zeros, dar ordens às instituições públicas dependentes do governo regional para cancelarem as assinaturas, e hiper-financiar o JN, estão entre as acusações dirigidas a Jardim.


Com excepção para intimidar empresários, nada que não estivesse à vista. Não admira que o Sr. Jardim tenha como exemplos de inutilidade a apagar “a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a Comissão Nacional de Eleições e o Tribunal Constitucional”. Entidades que não interessam nada para que age desta maneira.



[Imagem retirada de t12]

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vão-se os cartões, ficam...enfim


Depois de 46 licitações está vendido o cartão do "deputado" do PND-Madeira na ALRAM. Começou com 100 euricos e terminou a 250 europas. Nada mau!


Só é pena que não põe também o seu lugar à disposição... é que entre um PSD-M cego surdo e mudo, uma oposição zombie numa dieta de Jardins, e um deputado com queda para palhaço... faltam políticos na Madeira.

sábado, 24 de abril de 2010

Cartão de deputado a leilão


Prometeu, cumpriu.


José Manuel Coelho deputado do PND na ALRAM pôs o cartão de deputado no leilões.net.

Base de licitação: 100,00 EUR

Fantástico!


[Imagem retirada de leilões.net]

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mais palhaçada do PND-M


José Manuel Coelho deputado único do PND, faz jus à sua maneira peculiar* de fazer política. Desta feita a pobre desculpa de deputado foi impedido, pela PSP, de entregar um ramo de cravos a Sócrates [para demonstrar que o 25 de Abril não chegou à Madeira] durante o cortejo da festa da flor.

Muito indignado por não ter tido a oportunidade para mais um dos seus desvarios, José Coelho anunciou que pretende colocar o seu cartão de parlamentar à venda como forma de protesto. Aparentemente o “deputado” tem a distinta lata em comparar os seus actos circenses, com uma espécie de exercício de funções.

Venda lá o cartão, pois está obviamente em mãos erradas.




* palhaçada , estupidez, enfim…
[Imagem retirada de PND-M]

terça-feira, 20 de abril de 2010

Madeira Política de agora


1080 milhões de euros de prejuízos causados pelo temporal na Madeira. Com a Lei de Meios a ser aprovada em Conselho de Ministros [substitui a Lei das Finanças Regionais] na próxima semana, estão dados os passos para o financiamento extraordinário da região, com vista a reconstrução. 740 milhões do Estado, 309 milhões do Governo Regional, mais 31 do Fundo de Solidariedade da União Europeia.

Sócrates na Madeira com Jardim “absolutamente convergente nas decisões do primeiro-ministro”. É oficial o armistício político Jardim-Sócrates que já vigorava há algum tempo, fruto da “união patriótica.” O resultado é que por enquanto Sócrates estará livre de quaisquer “cognomes” normalmente atribuídos pelo Presidente Regional ao Primeiro-ministro. 

Ainda na Madeira é notícia as recentes alterações na RTP-M e a criação de uma Comissão de Aconselhamento. Já foi formalizado o convite a 5 personalidades: Luís Miguel de Sousa [empresário \ para Presidente da Comissão], David Caldeira [empresário], José Castanheira da Costa [Reitor da Universidade da Madeira], Rui Massena [Maestro da Orquestra Clássica da Madeira], e Manuel Brito [Médico]. Para já as criticas do PS-Madeira pela mão de André Escórcio:


A escolha de Luís Miguel de Sousa para a presidência da Comissão é de certo a mais conflituosa, dado que o empresário é acusado frequentemente de posição monopolista, abrigada pelos amigos do “regime jardinista”. A pertinência de tal comissão é posta em causa, especialmente quando falamos num ambiente de comunicação social já de si “controlado” . Uma tentativa de criar o braço televisivo do Jornal da Madeira [como quem diz… do Governo Regional] ou simplesmente uma comissão para ajudar a melhorar a RTP-M, só o tempo e a gestão dos conteúdos o dirão.

Já que falo na Madeira, eis uma notícia perturbadora que nos faz pensar nos muitos porquês da vida política, no Diário de Notícias da Madeira:



O titulo fala por si; agora note-se a preocupação de “alguns” socialistas madeirenses:

“Certo é que há socialistas na Madeira que não entendem como é que, a nível nacional, não se opta por colocar em instituições tão importantes pessoas que, igualmente ou mais capacitadas tecnicamente, são da confiança política do PS, no caso actual. Na Madeira, não percebem que sejam sempre da área dos social-democratas”

O problema não é ocupar cargos importantes e estratégicos para o país com espectros partidários… não… o problema é estes não serem do PS… Haja paciência!



[Imagem retirada de Com que então...!]

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Liberdade de expressão na Madeira



Numa altura que se fala em liberdade de expressão e comunicação social na AR, também na Madeira se agitam “bandeiras” de liberdades reprimidas.


O Bloco de Esquerda requereu [02-02-2010] um debate de urgência sobre a liberdade de expressão e os apoios à comunicação social. O PSD rejeitou o pedido [na semana passada] e já se vê a braços com uma comissão de inquérito requerida pelo PS.


Não consigo entender a razão desta investida contra Alberto João Jardim. Fala-se em intimidação e processos contra jornalistas. Errado… Jardim parece querer processar toda a gente… o líder do PS/Madeira... a PSP Madeiraum dirigente do PND-Madeira... o deputado socialista Carlos Pereira e o DN... os membros da CNE... o semanário Expresso

E se dúvidas haviam, foram todas esclarecidas já em 2009, com o fabuloso “ofício” de Jardim para as autarquias e secretarias regionais no qual dá “indicações para que levem a tribunal todos aqueles que entendam estar a pôr em causa o bom nome pessoal e das instituições.“


O Presidente Regional aparenta simplesmente ser cioso da sua imagem e atento a calúnias. Algo que é normal vindo de uma pessoa com um tacto particular, muitas vezes incompreendido. É com carinho que Jardim se refere aos jornalistas como … corruptos… comunas… súcias… fascistas… tolos… incapazes… incultos… gente reles… mentes recalcadas… exóticos [atenção ao requinte]… incumpridores de estatutos editoriais… ralé que não toma banho… bastardos… até mesmo filhos da (…) Alguém não acredita que é com carinho? Como disse Jardim: “Fuck them*”

Com o mesmo carinho o continente é a Sicília Hispânica… a oposição madeirense é um bando de loucos… o Governo um bando… Morais Sarmento é demente… Monteiro, José Manuel Coelho, e Louçã são fascistas… Sócrates é um sem vergonha e um Mugabe da Europa…


Pressões ao "Tribuna da Madeira" ou ao "Diário de Notícias da Madeira" serão com certeza exageros. Falemos antes em recomendações de boa convivência político-social. E sobre o Jornal da Madeira, mais conhecido por jornal do governo [ou do PSD-M], basta lê-lo para ter uma ideia da sua “imparcialidade”. Na campanha interna do PSD, por exemplo, enquanto Passos Coelho enviou uma carta aos militantes madeirenses, Rangel optou por publicá-la [lá está] no Jornal do PSD-M. Refiro-me ao Jornal da Madeira e não ao Madeira Livre [jornal editado pelo PSD].
~

domingo, 7 de março de 2010

Jardim e a Obra


“Vai pegar-se no que sobrou desses entulhos e fazer-se as novas urbanizações que forem adequadas. Claro que isso não pode ser ad hoc, tem de ser um projecto muito bem pensado (…) Quem não concordar tem de me derrotar eleitoralmente ou ao candidato que o PSD apresentar” Alberto João Jardim



L'région c'est moi… uh la la! O problema como em tudo está nos pormenores. Se por “projecto muito bem pensado”, é isto que tem em mente…


…ou se “urbanizações” é um nome novo para hotéis, mais conhecidos por “cortes no acesso público ao mar”, compreenda-se que isso suscita um ou outro problema.


Talvez fosse altura para o Governo Regional, e o PSD-M, ou seja, o Alberto João Jardim, prestar um pouco de atenção aos “comunistas disfarçados de ecologistas” [fonte: dicionário português-madeirense-Jardim] que já se cansaram de avisar… [ver vídeo: parte 1, parte 2]

Claro está que o autismo Jardinista irá continuar. Menos controlo sobre construções, menos zonas verdes, menos natureza, mais hotéis, mais destruição da costa [para proteger investimentos], mais promenades, e agora mais Funchal. Vamos fazer e pronto. Que se lixe o mar, a terra, as alterações climáticas, a Madeira… tudo para fazer obra, Obra, OBRA… mais dinheiro nos bolsos da corja que rodeia Jardim, e que vive mamando na “sua tetinha”… e o nome de Jardim gravado na obra para a posteridade. O que aliás é o único objectivo do monarca… digo, Presidente.




E para mais obra vem a mais que anunciada recandidatura de Jardim.
“Mudou muita coisa” com o temporal. Muita coisa diz Jardim… pois, o temporal e isso…


O BE [que responsabiliza directamente o governo regional pela dimensão da catástrofe] “vai tentar um acordo com a oposição da maioria PSD da Assembleia Legislativa da Madeira para viabilizar a constituição de uma comissão de inquérito a eventuais responsabilidades dos danos causados pelo recente temporal.” “I”

Boa sorte!

[actualizado às 22:48]

segunda-feira, 1 de março de 2010

Calamidades


Como tantas vezes acontece, a calamidade que atingiu a Madeira teve efeitos políticos. Foi decretado fim da “crise” das finanças regionais, com o recuo do PS [já não envia o pedido de fiscalização preventiva ao T.C.]. Afinal, perante uma catástrofe, teatro político nunca fica bem. Entretanto Sócrates e Jardim enterram o machado de guerra na solidariedade portuguesa, e a ilha recupera.

Alberto João Jardim em directo no Jornal da Noite da TVI:



Hum… Jardim anda a fermentar uma recandidatura [permissão para me fingir de surpreendido]…

Numa nota mais partidária Jardim aproveitou para agradecer a Passos Coelho:

“Eu tenho respeito pelos meus adversários quando eles também são leais comigo, eu perdoo, mas não esqueço facas nas costas. (…) Eu ainda sou do mesmo partido do senhor Passos Coelho, foi até agora a única figura que não teve uma palavra de solidariedade com os madeirenses”.



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Luto


Como perante catástrofes como aquela que se abateu sobre a Madeira as palavras tornam-se inúteis, sigo o exemplo do governo com o Politikae e Politikae Imagens a cumprirem 3 dias de luto, onde não serão publicados quaisquer posts. 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Contas sinuosas

O timing do TC pode não ter sido o melhor, mas cá está...



Os grupos parlamentares têm agora até 26 de Fevereiro para apresentarem os respectivos comprovativos, que segundo o conselho de administração do parlamento deverão ser “encargos de assessoria, contactos com os eleitores e outras actividades no âmbito da actividade parlamentar.” Curioso, não diz nada sobre cartazes



Os exemplos dos comprovativos deverão ser:

Ida para Santana – contacto com eleitores: 20 000 euros.

Fotocópias: 58 000 euros.

sábado, 10 de outubro de 2009

Isto é política!



Estas declarações já provocaram agitação no PND.

Eis Manuel Monteiro:
O "silêncio cúmplice, covarde, irresponsável" dos responsáveis políticos portugueses sobre este caso demonstra que "a democracia está moribunda.”

Pois… um apelo a todos os políticos do país… vamos todos em conjunto apoiar o PND Madeira na sua maneira, digamos sui generis, de fazer política...
O partido tem vindo a ter uma evolução muito “positiva” na sua actuação…

Ridículo



Estupidamente ridículo



Simplesmente estúpido



Com toda esta teatralidade, argumentos válidos como as inaugurações eleitoralistas de Jardim, os seus tiques autoritários, alguma supressão do debate político, o insulto constante por parte de Jardim, a expulsão indevida de deputados da Assembleia Regional, etc, ficam afogados em palhaçadas [Autárquicas Funchal um outro requinte].


Mas a julgar pelo vídeo colocado no blogue do PND Madeira [ver aqui / prestem atenção à musiquinha], eles estão muito orgulhosos pelas suas deploráveis “intervenções”.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Autárquicas Funchal, um outro requinte






Mais uma etapa na luta do PND Madeira contra as “inaugurações eleitoralistas” de Alberto João Jardim… Pfiuu… inaugurações eleitoralistas de Jardim… onde foram eles buscar tal ideia… adiante…

… um soco num deputado do PND, um dirigente do PND que aproveita uma brecha para entrar a correr só para ser parado à força por um movimento digno dos melhores campos de futebol americano. Tudo isto por causa de uma barreira de segurança criada por um PSD-M à espera de problemas.


Tão preparado estava o PSD, que até tinham um grupo de jovens munido de cartazes e palavras pouco bonitas:
- “Canha foge para o Brasil, a Justiça venezuelana te procura”;
- “Canha, Baltasar e Welsh, os três artistas do circo fascista”;
- “Fábrica do Hinton explorou o povo”;
- “Abaixo os herdeiros o Hinton, do Baltasar e padre Lopes”;
- “Abaixo os fascistas da Madeira Velha”.




Este grupo de jovens intitularam-se “cidadãos da Madeira Livre”… com certeza que estes “cidadãos da Madeira Livre”, nada têm a haver com a JSD… nunca sequer ouviram falar de tal coisa…


Alberto João Jardim, o pináculo da elevação democrática, chegou até a dar uma mãozinha a este “grupo de jovens” [que nada e de maneira alguma têm alguma coisa a haver com a JSD]. O presidente do Governo Regional da Madeira [antes de ir embora] decidiu desautorizar um agente da PSP que havia impedido os jovens “livres” de abrir os cartazes:

- “Abram os cartazes que eu estou mandando. Pronto… Sou eu que tou mandando… ó senhor guarda, tá a ouvir o que eu tou a dizer… tou a mandar… portanto não chateie ninguém.”


O Sr. Jardim manda tá mandado… tá a ouvir o que eu tou a dizer?


Jardim que já havia desconfiado das “orientações políticas” de uns [graduados da PSP] “senhores que vieram para aqui”, consegue fazer ainda mais para adensar a crispação.



Por muito apalhaçada que seja a actuação do PND Madeira [e é muito apalhaçada], com um golpe de pulso o Sr. Jardim tem o condão de conseguir reorientar para si as piores das atenções.