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quinta-feira, 24 de março de 2011

Sentes-te sonolento



Mais um dia, menos um PM.

“Com a determinação de sempre irei submeter-me a essa decisão.”


A culpa é da tal “coligação negativa”, pois nenhuma força política estava disponível para negociar o PEC. Aliás, desde que Sócrates tomou posse o que mais se destacou foi a sua reconhecida preferência pela negociação:

- Sócrates não teve um primeiro mandato em que usou e abusou da “maioria ditatorial”… negociou.

- Sócrates não apresentou medidas à última da hora, nem pressionou partidos e parceiros sociais, sob um manto de inevitabilidade…negociou.

- Sócrates não apresentou “coisas” em Bruxelas primeiro… negociou-as em Portugal.

- Sócrates não escondeu “coisas” como a recessão numas alturas ou o défice noutras… perdeu-se em tanta negociação.



O mesmo PSD que claramente queria deixar o PM afogar-se no seu mar de detritos, afinal, é culpado de “sofreguidão e impaciência pelo poder”. Até porque, nem pouco mais ou menos o timing foi escolhido por Sócrates.

“a situação da economia e das famílias ficou refém do calculismo político mais imediato” Sócrates

“Sócrates vai candidatar-se às próximas eleições.” Público



Como se não fosse o suficiente. O país tem agora mais um desempregado…

.

[Imagem retirada de wehavekaosinthegarden]

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Negociações...

Em alturas de Conselho Europeu com a crise e a disciplina financeira na ordem do dia, a Alemanha e França querem apertar o cerco aos países incumpridores com mecanismos de gestão de crises e penalizações, chegando a ser sugerido o retirar de direitos de voto. Sob um clima de revisão do Tratado de Lisboa com vista a disciplina financeira, Lisboa chega sem acordo para o OE e com a pressão dos mercados a aumentar. 


As negociações entre PS e PSD foram rompidas com espalhafatosos directos televisivos indicativos do que foi a realidade das “negociações.” As mútuas acusações de falta de disponibilidade para negociar deixam a nu as verdadeiras razões para este desenlace. Não foi certamente uns milhões que provocaram o desentendimento. Foram antes razões políticas, só partidariamente relevantes, as verdadeiras causadoras desta trica. PS e PSD brincam agora à batata quente. Ambos estão disponíveis, ambos esperam que o outro dê o primeiro passo.


Em princípio o OE passará, mas não podemos deixar de lado toda a telenovela política. Para quê criar consensos e trabalhar em conjunto? Reunir com os vários partidos e pensar um orçamento atempadamente com negociações sérias, responsáveis e [necessariamente] demoradas? Não… Vamos antes deixar para as últimas e conseguir um arranjinho com o maior partido de oposição. Isso é que é negociar. Demoradas? Não há nada como tentar resolver o assunto uns dias antes, com umas horas de retórica partidária.


Neste caso, o autismo político do governo só é complementado pela incapacidade dos partidos para pensar além do próximo acto eleitoral. As inflamadas e muitas vezes jocosas declarações denunciam a incapacidade negocial de todos os partidos, bem como a facilidade com que cedem ao oportunismo partidário. Responsabilidade e Sentido de Estado são meras palavras na boca de muitos destes políticos usadas quase exclusivamente para justificar votações. Não é à toa que muitos destes filósofos da democracia só sabem funcionar com maiorias absolutas. Um mal que se estende do poder local, aos corredores de São Bento.


Amanhã Cavaco Silva dará um exemplo da tal “magistratura activa” [o pós magistratura de influência…] de que falava, com o Conselho de Estado apontado no OE. Atitude que também podia ter vindo mais cedo, pois a situação certamente o exigia.


[Imagem retirada de Corridas e patuscadas]

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sobre os chumbos



Agora que pela mão da ministra, Isabel Alçada, voltamos a falar do valor pedagógico da reprovação [PSD, CDS-PP, PCP] importa lembrar que embora não seja necessário inventar o que já existe, a tentativa de um copy paste à la nórdica chocaria com a realidade da educação portuguesa. Isto já para não falar que a fórmula do chumbo só por si não têm nada de pouco pedagógico, desde que os casos sejam sujeitos ao acompanhamento devido. Menos pedagógico [e muito menos justo] será deixar que um aluno, que por qualquer razão não tenha atingido as metas de aprendizagem, transite de ano aumentando cada vez mais a lacuna de conhecimentos entre colegas e a própria matéria. Claro está que tudo isto é conversa se não houver um acompanhamento efectivo e proporcional.


De pouca monta será também o argumento pecuniário dado que devemos estar atentos ao preço por aluno e à redução dos custos, mas não podemos pôr um preço na educação desse mesmo aluno. Até porque 600 milhões de euros na educação batem de longe outros gastos que se vêem por aí. Este será até um caso em que um maior investimento preventivo no aluno provocará uma redução dos factores que levam à maior despesa, eliminando desta forma tal argumento.

Dos chumbos ninguém gosta. Só que o verdadeiro problema não é eles existirem, é eles acontecerem. Antes de dar um salto maior que as pernas, percamos mais tempo a considerar indicadores como as médias negativas dos exames nacionais, e menos tempo a olhar para indicadores que sofreram numa ou noutra altura  processos de cosmética, potenciais geradores do novo adulto português qualificado e incompetente. Embora seja reconhecidamente uma característica da governação PSócratista, nisto não basta parecer, é mesmo preciso ser.

 
[Imagem retirada de AirGun.com.br]

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Interesses estratégicos – Preço: 300 e tal milhões

Há pouco tempo atrás, com um não ao negócio:

“O Governo fez o que devia fazer para defender os interesses estratégicos de Portugal e da Portugal Telecom (PT)”


“E a verdade é que esta proposta não convenceu o Estado, não convenceu o Governo.” O Socialista, José Sócrates

Agora, com um sim a praticamente o mesmo negócio:

“A defesa intransigente do interesse estratégico foi absolutamente essencial para que a PT pudesse fazer um excelente negócio.”


A Oi, uma empresa “com mais clientes e mais facturação”.


Do PSD reclamam e bem



Afinal a Golden share não era um instrumento regulatório, era apenas um governo com um matraquilho financeiro. Algo que diz muito quer dos “interesses estratégicos”, quer da maneira de actuar deste governo.


[Imagem retirada de sabetudo.net]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Política da não notícia


 
Vamos a meio de uma semana que continua marcada pela proposta de revisão constitucional do PSD, e mais importante ainda, marcada pelo coro de situacionistas da política portuguesa do BE ao CDS-PP que vêem o status quo ameaçado pelo… [tremei]… malfadado liberalismo [UuuuUUUuuuHhhhh…]. O drama de um “mal” que ainda não tem expressão em Portugal. Mesmo com Passos Coelho, um social-democrata [quer queira, quer não]. E do PS, acusações de retrocesso, a destruição do Estado Social, o retrocesso, o mau timing, o retrocesso… mas apesar de tudo até dá jeito ir na onda com comissões para analisar o “pesadelo“ que vem do PSD, ou não fosse útil tirar partido de clichés instituídos para “malhar” no PSD.


A custo de um suposto “preço político” Passos Coelho marcou a agenda política, e a diferença entre PSD e PS [diferença essa que se esbaterá por alturas do próximo tango]. Coelho mantém o ânimo combativo com o mau desempenho das contas públicas de um governo que, seguindo a moda política portuguesa, corta em tudo menos no que deve. Isto para preparar uma boa reentre capaz de sustentar o peso das cedências que eventualmente terá que fazer.


Coelho faz tudo menos embarcar no comboio de Jardim e demais seguidores, que numa prossecução da inimputabilidade política que vive o PSD-M, segue para uma recandidatura de Jardim que ninguém sabe se vai acontecer [pois…]. Uma espécie de parente exuberante do “tabuzinho” da recandidatura de Cavaco... enfim. Depois da sua habitual verborragia na festa do PSD-M, marcada pelo constante esbracejar do Presidente Regional, e pelo “pano de fundo” da musiquinha do PSD, Jardim decidiu “diagnosticar" a justiça em Portugal:


Queixinhas contraproducentes quando não interessam ao Sr. Jardim. Pois quando Sua Excelência decide fazer queixinhas das suas [Jardim processa: o dirigente do PND-Madeira; a PSP Madeira; Carlos Pereira e o DN-Funchal] o “funcionamento da justiça” já não é relevante.


Já que é de justiça que falamos, “A verdade acaba por vir ao de cima”, diz Sócrates sobre o Freeport. E é mesmo verdade… veio ao de cima a verdade de uma justiça castrada e condicionada.


[Imagem retirada de Muambeiros]

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Da semana


Damos entrada em mais uma semana de política espectáculo. Com um olho nas presidenciais o PSócratismo vira à esquerda. Com dois olhos no poder Passos Coelho respira social-democracia.

Sócrates não deixa de ser Sócrates, Coelho não deixa de ser Coelho, e a política Sócrates-Coelho, essa também se mantém “unida”. Pelo meio o fumo negro da golden-share, das scuts, e da conversa… muita conversa.

Já o PCP e BE continuam em rebuliço com a deixa do ultraliberalismo europeu.

MCultura no seu melhor


Jorge Barreto Xavier, director-geral das Artes, demite-se do cargo alegando “divergência” com a Ministra da Cultura. Cortes no financiamento, divergência na orientação a seguir… Compreensível, coerente.

Menos compreensível, mas ainda coerente, o Ministério da Cultura num acto de ressabiamento político:

Barreto Xavier a grande pedra no sapato do Ministério da Cultura, o obstáculo, a barreira, o ineficaz, a fonte dos problemas… enfim… se o drama era tanto assim, o que dizer do constrangimento de Gabriela Canavilhas em tomar a liberdade de fazer o que Barreto Xavier acabou por fazer. Estranho no mínimo.

São coisas da vida, coisas do Governo PSócratista, daí a coerência…

Barreto Xavier, continuou a saber como agir escusando-se de merecidamente qualificar o comunicado do MC.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Austeridade

Com Fátima em pano de fundo, uma vitória no mundo do Futebol, Sócrates e Coelho juntam-se para nos cantar um Fado.

Passos Coelho um homem contra a subida de impostos, que não tinha problema em dizer que o PEC não era o dele [durante a disputa interna do PSD], agora junta-se à festa do apertão do cinto com um PEC que já é o dele. Afinal Passos Coelho é só mais um… ao menos pede desculpa, já não está malíssimo… está mal. Junta-se com Sócrates em reverência à U.E. e ao rol de medidas aceites [ou convenientes].

Do governo o que se esperava. Depois de uma crise que não era e apareceu oficialmente de um momento para o outro, depois de um défice que oficialmente disparou de repente não se sabe de onde, temos uma subida vertiginosa de impostos que há coisa de duas semanas era um mito oficial. Tantos inesperados que já nem sei se é propaganda ou pura incompetência.

Uma “Blitzkrieg” ao rendimento e ao consumo. Lá se foi a Coca-Cola e a Pepsi, Cola marca Dia ou Cola marca E, são agora as opções. Com ataque aos mais fáceis alvos da despesa, e programas de venda da prata*, esperam o governo e aliado criar o milagre do défice. A custo do crescimento, e do deteriorar de uma situação socioeconómica dos portugueses que já de si se afigurava insustentável. Façam um TGV, um aeroporto, construa-se uma estação espacial, vamos rivalizar com a NASA. Os portugueses não se importam. Beber a tal Cola Dia já teve dias melhores… água faz bem, e com pão faz uma açorda. Mas os políticos e gestores públicos [“impostos especiais” do imposto especial à parte] juntam-se ao esforço colectivo. Cavaco, por exemplo, passa de 7416 para 7.045 euros, Sócrates de 6.150 para 5.842 euros, e Teixeira dos Santos de 4820 para 4579 euros. Pois é uma pena. Houvesse um 14º mês os portugueses juntavam-se para corrigir esta injustiça.

Não se ataque a verdadeira despesa, ou antes as várias despensazitas do Estado que compõem o horrífico cenário da despesa pública. Nada de novo. Só o mesmo diagnóstico para os mesmos problemas.



*Plano de privatizações.
[Imagem retirada de apatadogaspar.blogspot]

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Portugal em pé de guerra

O Estado Português está a ser atacado. Às armas… Esta é uma “guerra” que Vital Moreira acredita que Portugal conseguirá vencer. Às armas, às armas.


Os porcos e sujos* especuladores, cujas mentiras e desenganos fazem baixar o “rating” da dívida pública, para desespero do nosso nobre povo. Às armas!

Bravos generais do nosso tempo, PSócrates e PSD-Coelho juntam-se contra este ataque especulativo, para levantar o esplendor de Portugal. Antecipam-se medidas, apertam-se mais cintos. Afinal sempre havia uma crise…

Os especuladores... Nem quero começar a falar nesses especuladores… Foram eles que desviaram atenções da crise durante meses sem fim, pintando um cenário cor-de-rosa [em ambos os sentidos]. Foram eles que impediram o governo de actuar quando era necessário, atando as mãos e os pés ao primeiro-ministro. Foram eles que esconderam o verdadeiro défice… daí a frase:

“Está para nascer um especulador que tenha feito pior ao défice do que estes trambolhos.”

Portugal estava de vento em popa, veio a crise estrangeira. Portugal estava a recuperar, vieram os gregos, que para além do europeu querem também a nossa economia. Portugal tinha um plano, vieram os especuladores. Raios partam estes adamastores que nos impedem de “Avançar Portugal”.

Às armas… contra os canhões murchar, murchar…




*Não tomam banho.
[Imagem retirada de Mundo da Cultura]

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dilapidar o Estado



Com a pressão imposta indirectamente pela crise [e políticas do governo PSócratista]e directamente pela U.E. vemo-nos a braços com algo que era alvo de cogitação pelo governo desde a última legislatura, uma vaga de privatizações que aparenta ser parente próximo de um plano de venda das pratas da família para sobreviver.

Uma possível privatização dos CTT é um bom exemplo. São os prejuízos de 50,6 milhões de lucros [21,3 milhões para o Estado] que nos queremos livrar? Queremos sanar a má gestão de uma empresa pública que perante o congelamento dos salários nas empresas públicas, pede para aumentar salários. Talvez seja a qualidade do serviço o problema… não existente, mas um problema. Será a privatização dos CTT um meio para baixar preços de serviços que já são baixos [e que de qualquer maneira duvido que descessem]?

Ora se tudo o que foi dito acima funciona, existirá alguma razão válida para uma privatização de uma empresa de valor estratégico e com uma importante responsabilidade social? Depois das pratas vendemos o quê? As panelas? Pouco mais restará senão vender o corpo, cujo equivalente será vender a pátria. Tudo para sustentar um despesismo galopante fruto de um desnorte de lideranças políticas e tricas partidárias. A defesa de menos Estado é um bom princípio mas não um fim em si mesmo. Nem este nem as contas públicas deverão ser desculpa para a dilapidação do Estado, ou das suas mais-valias.

 
[Imagem retirada de Grilo Cantante]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Engenheiro Sócrates

O Público volta ao passado do primeiro-ministro, nos anos em que beneficiava do regime de dedicação exclusiva como deputado. Apesar de estar impedido de exercer qualquer actividade profissional, foram encontrados 21 projectos assinados por Sócrates. Para além disso o Público também fala em histórias de lapsos e em desleixo profissional.


Sócrates responde:




Diria que com três parágrafos Sócrates conseguiu bater um dia de notícias.

terça-feira, 30 de março de 2010

Nominal

O défice orçamental que era de 9,3, aumenta uma décima. Sócrates recusa a ideia de erro:

[1]


[2]

O Ministério das Finanças diz que a diferença é explicada pela revisão em baixa - pelo INE - do PIB [Produto Interno Bruto] nominal, na sequência do apuramento do PIB do quarto trimestre de 2009.

O PIB nominal dá-nos o valor dos bens e serviços produzidos internamente pela economia, recorrendo-se para o cálculo das quantidades produzidas nesse período observado aos preços nesse mesmo período...

Fascinantes as minuciosidades da actividade económica. Mas voltemos a atenção para o 9. Também não foi erro?


[Imagem 1 retirada do Jornal de Negócios]
[Imagem 2 retirada do Correio da Manhã]

sexta-feira, 26 de março de 2010

PEC "passa" com PSDLeite

Acabou mais um drama, daqueles que têm sustentado o governo PSócratista. O PEC foi aprovado, uma vitória do PS, está tudo bem com o mundo. Pelo menos até que a comissão de inquérito “de perseguição a Sócrates” [que já começou] produza mais polémica. Depois acalma. Até a…

A viabilização de um programa que praticamente já foi entregue, não sei porquê, parece-me algo secundário, e pouco digno do espectacular espectáculo que rodeou a aprovação. Mesmo assim “passou” [a votação na AR não era vinculativa] com os votos contra de toda a oposição, exceptuando o PSD que se absteve. Muito agradece o país à defunta presidência de Manuela Ferreira Leite, por se deixar guiar pelo “interesse nacional“.

Tenho a certeza que as “instâncias internacionais”que tanto preocupavam o PSócrates, estão agora mais confiantes em relação ao futuro da economia portuguesa. Afinal, quem não estaria? Um PEC aprovado com críticas duríssimas de todos os partidos, incluindo do partido que se absteve, e um governo que não detém a maioria absoluta descansaria qualquer um. O selo de credibilidade é um grupo parlamentar forçado a abster-se, e um PSD que no dia seguinte vai a votos, sendo que o próximo presidente [Rangel ou Coelho] já disse que teria votado contra.

Não podemos esquecer que o PSD Leite conseguiu um “negociar” com o governo meia duzia linhas do PEC, algo sobre a redução da despesa [Não duvido que a alteração seja… “substancial.”]. Numa nota que nada tem a haver, com a decisão de Manuela Ferreira Leite…





… a aprovação serve bem a Cavaco que estando quase em cima do período eleitoral dispensa confusões.



[Imagem retirada de WehaveKaosinthegarden]

quinta-feira, 25 de março de 2010

Desespero do PS II



Primeiro o PS quer chamar Ferreira Leite à comissão de inquérito [dia 17], para fazer prova das calúnias contra Sócrates. Depois [dia 18] já não querem chamar ninguém. Mas afinal havia outra… decisão, porque agora o PS vai outra vez chamar Ferreira Leite. Um capricho? Não. Alguma vez… Manuela Ferreira Leite foi das primeiras pessoas a chamar à atenção para a alegada mentira de Sócrates. Um elemento importantíssimo. Não para a comissão de inquérito, mas para o joguinho político.

Por falar em joguinho político, na segunda-feira li esta notícia: “Mário Lino estudado para chairman da Cimpor.” Aparentemente o governo anda com dificuldade em dar poleiro* a Mário Lino. O governo propõe Lino para liderar a REN, e os accionistas privados preferem passar a “oportunidade”. Não dá na REN… vai pá Cimpor… Chairman… Merman… Declamador Executivo… o que for.



                                                                                                                                                         

*Por poleiro quero dizer que isto parece uma busca de tacho** para Mário Lino.

[Imagem 2 retirada de Caricaturas Nelson Santos]

** Por tacho refiro-me a colocação que dá regalias e bom salário.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Há boys e boys



A oposição aproveitou o ainda novo balanço parlamentar para retomar uma prática interrompida no tempo da “monarquia” Socrático-socialista. E tal como no caso das finanças regionais Teixeira dos Santos exagerou na medida.


Apelidar os Presidentes de Junta de “boys” é já de si fantástico, pois convida à evidência de que pelo menos são eleitos, ao contrário da preferência governamental pela nomeação. Com certeza que o “money” para os “boys-semente socrática” vai além do distribuído por aqueles eleitos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Dia de "greve"

80% dizem os sindicatos. 13% diz o governo. Nada de anormal. A verdade deve de andar algures pelo meio [50 e tal %].

Fora destes dramas de números está João Proença [secretário-geral da UGT]. Nada melhor para um dia de greve do que passear por Maputo em”representação do Estado”, numa viagem paga pelo contribuinte [queria dizer pelo Estado], enquanto Sócrates visita a tal barragem.


Ah, é verdade…João Proença “tem repetido aos jornalistas que pediu para que lhe fosse descontado este dia no ordenado”. Folgo em saber!


[imagem retirada de tripadvisor]

quarta-feira, 3 de março de 2010

Inquira-se


Audições e tal, acabamos por chegar à comissão de inquérito, uma solução mais centrada que não terá as dificuldades da demasiada abrangência revelada pelas audições na Comissão de Ética, onde já cabiam todos os muitos assuntos.

Justifica-se uma comissão de inquérito, até porque as recentes audições só serviram para manter o peso da suspeição. Assim, o PSD alia-se ao BE na proposta e teremos uma comissão, sem oposição do PCP ou do CDS-PP. O objectivo será o de deslindar se o governo teve ou não alguma intervenção na questão da intenção de compra da TVI, e se o PM mentiu ao parlamento quando disse que nada sabia.

Sobre este assunto resta esperar...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Assim vamos

De flash mediático, e manobrismo político vive um primeiro-ministro, e um PSócratismo que já há muito perdeu a mão sobre o andar das coisas.

Reuniões de órgãos nacionais do PS, mantendo de pé a mística de um reboliço de fundo que anima a névoa propagandística. Um apelo à unidade de um PS que se fez Sócrates e que agora respondeu à medida. As vozes dissonantes são rapidamente abafadas pela enxurrada rosa-socratista [e por aqueles que nela são apanhados \ 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8]. Objectivo: apagar o fogo selvagem que se propaga pela imagem do primeiro-ministro. Fogo posto é verdade, mas acima de tudo, fogo alimentado pela obsessão do governo socratista com a comunicação social.


Criou-se o frenesim… uma declaração política em horário nobre… um PM que num tom sóbrio e preocupado, não acrescenta a ponta de um chavelho. Limita-se a repetir o que já foi dito e deixa transparecer uma confusão de prioridades entre o que é o país real, os problemas reais e o que são os desvarios do combate partidário.

Por entre as reacções dos partidos destaco a do CDS-PP que defende “uma moção de bom senso”, pois parece que isso é mesmo o que falta.

[imagem retirada daqui]

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Habemus Vice no BCE


Vítor Constâncio foi finalmente nomeado para a vice-presidência do BCE.  Hum… um português que vai substituir um grego no BCE… Quase poético…

Enfim, como já antes tinha dito:



Teixeira dos Santos fala em motivo de orgulho, Sócrates em êxito da diplomacia portuguesa… com menos propaganda à frente podemos falar em “equilíbrio geográfico” [1; 2] , mas a deles também está boa…


Daqui a 3 meses e picos ficamos sem governador do Banco de Portugal, o que significa que alguém terá que o substituir. O CDS-PP já sugeriu um governador "sem qualquer filiação partidária”. Com o drama que o PSócratismo passa agora com planos secretos e nomeações tentaculares, presumo que é do interesse do governo pôr lá alguém independente, credível [blá, blá]… mas hoje em dia, já espero tudo.


Por mim o Banco de Portugal fica mesmo sem governador. Poupa-se num salário bem chorudo, e com o cargo ocupado por ninguém… bem… será como se Vítor Constâncio nunca tivesse saído.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Cerrar fileiras

Primeiro a petição Todos pela liberdade [anti-sócrates].

Agora o Manifesto Pela democracia [pró-sócrates].

Não tarda nada e lanço uma petição, Pela Moralização da Vida Política
                                                                 [indiferente a Sócrates, anti-partidocracia do tipo corporativista]

Como postei um... agora posto o outro...

Pela democracia, nós tomamos partido


"Vivemos tempos que impõem uma tomada de posição. O que se está a passar em Portugal representa uma completa subversão do regime democrático. Os sinais avolumam-se diariamente e procuram criar as condições para impor ao país uma solução rejeitada nas urnas pelos portugueses.

Com base numa suposta preocupação com a «liberdade de expressão», que não está nem nunca esteve em causa, um conjunto de pessoas tem fomentado a prática de actos nada dignos, ao mesmo tempo que pulverizam direitos, liberdades e garantias. É preciso recordar: à Justiça o que é da Justiça, à Política o que é da Política.

Num País, como o nosso, em que os meios de comunicação social são livres e independentes, parte da imprensa desencadeou uma campanha brutal contra um Primeiro-Ministro eleito, violando a deontologia jornalística, as regras do equilíbrio democrático e as bases em que assenta um Estado de Direito, em particular o sistema de justiça. Reconhecemos, e verifica-se, uma campanha diária, sistemática e devidamente organizada, que corresponde a uma agenda política contrária ao PS e que se dissolve tacticamente na defesa de uma suposta liberdade cujos autores são os primeiros a desrespeitar.

Não aceitamos ser instrumentalizados por quem pretende que um Primeiro-Ministro seja constituído arguido nas páginas dos jornais, tal como já aconteceu noutras ocasiões num passado recente, alimentando um chocante julgamento popular que tem por base a violação dos direitos individuais e a construção de uma tese baseada em factos aleatórios, suspeições e vinganças pessoais.

Defendemos o interesse público e o sistema democrático para lá de qualquer agenda partidária. Os primeiros signatários são militantes do PS mas redigem este manifesto na qualidade de democratas sem reservas, abrindo-o a todos os portugueses que queiram associar-se a um repúdio público pelo que se está a passar. Recusamos esta progressiva degenerescência das regras do Estado de Direito e não aceitamos que se procure derrotar por meios nada lícitos um Governo eleito pelos portugueses, nem tão pouco que se procure substituir o sistema de Justiça por um sistema de julgamento mediático.
Pela democracia e pelo respeito da vontade popular, nós tomamos partido."