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terça-feira, 22 de março de 2011
Da Crise Política
A verdadeira crise política que nós atravessamos…
… é a falta de qualidade dos actores políticos, e dos partidos que os suportam.
… é a insistência em usar o futuro do país como joguete eleitoral.
… é a ânsia desmedida pelo poder, apoiada num falso sentido patriótico.
… é o autismo do actual governo, é uma oposição que não vê além do seu próprio umbigo.
… é a ideia de uma democracia que só funciona sob o julgo de uma maioria ditatorial.
… é a meia palavra e a meia verdade.
… é a memória curta de um povo que reclama, aponta, desdenha, mas acaba sempre por comprar.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Na calada da noite
Vítor Baptista perde umas conturbadas eleições internas para a federação socialista de Coimbra. Eis que surge Na “calada da noite” onde o deputado socialista [entre outras acusações] se insurge contra o chefe de gabinete de Sócrates, André Figueiredo, acusando-o de tráfico de influências: um cargo numa empresa pública à escolha e uma “cenoura” de 15.000 euros mensais em troca de uma não recandidatura.
Vítor Baptista acusa, Sócrates manda uma “boca” ao deputado [saber perder], André Figueiredo processa.
Tal como é apresentada, toda a situação é preocupante, talvez não surpreendente, mas preocupante. Não menos preocupante é a razão pela qual o caso foi exposto. De acordo com o próprio Vítor Baptista, porque perdeu as eleições, pois se as tivesse ganho teria mantido segredo para “preservar o partido socialista”. Para além da aparente atitude ressabiada é de relevar o caminho que muitos estão dispostos a percorrer para proteger os seus partidos e seus cargos políticos, apesar dos vistosos “bons costumes” e da tão mencionada… “honorabilidade”.
Mais uma vez preocupante, mas nem por isso surpreendente…
sábado, 14 de agosto de 2010
Tabuzinhos de Verão
“Alberto João vai aproveitar as férias no Porto Santo para, seguindo o exemplo de Cavaco Silva (…)” Público
Pois…
[Imagem retirada de nunomalo.com]
domingo, 18 de julho de 2010
Vencimento político
Continua a redução do vencimento dos políticos [e afins], uma medida que vale mais pela sua “posição moral” do que pelos resultados imediatos da sua aplicação. Convenhamos que esta não é a única medida mensurável através dos resultados qualitativos da sua intenção, e por conseguinte não necessariamente quantificáveis. Ser ou não hipocrisia fazê-lo torna-se irrelevante, por sê-lo simplesmente necessário. Um sentido de justiça social pede que assim seja, tanto quanto a credibilização de uma imagem da política desgastada por anos de partidarismos e ensimesmamentos, assim o requer.
Com ensimesmamentos em mente, da parte do Sr. Jardim que é como quem diz do PSD-M, recusa-se a fazer descer os salários dos políticos na Madeira. Nada de espectacular pois a palavra de ordem na política madeirense nunca foi dar o exemplo. Assim o Sr. Jardim continua a usar e abusar da Autonomia Regional em tudo o que tem a haver com os interesses de alguns [que são sempre os mesmos].
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Da semana
Damos entrada em mais uma semana de política espectáculo. Com um olho nas presidenciais o PSócratismo vira à esquerda. Com dois olhos no poder Passos Coelho respira social-democracia.
Sócrates não deixa de ser Sócrates, Coelho não deixa de ser Coelho, e a política Sócrates-Coelho, essa também se mantém “unida”. Pelo meio o fumo negro da golden-share, das scuts, e da conversa… muita conversa.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sobre o roubo
A comissão de Ética rejeitou analisar a conduta do deputado Ricardo Rodrigues. O PS, o PCP e o Bloco de Esquerda consideram que a comissão não tem competência para analisar a conduta dos deputados. Já o PSD e o CDS-PP pensam o contrário.
Esta decisão é perfeitamente natural, ou não estivesse a comissão ocupada a discutir o sexo dos anjos*.
Melhor, só o desplante do deputado:
Pede desculpa aos portugueses que não perceberam… o quê? O furto? Não está claro? E com um bom na técnica. Um truque de bolso impressionante.
Aparentemente o deputado tentou entregar os gravadores na PSP e na ERC e estes não aceitaram. A ER…? Não acredito… ninguém diria. Isto de ser cúmplice já não é o que era. Já a PSP devia tê-lo detido para averiguações:
“Como é? Tomou posse de uns gravadores? Pois, compreendo… Venha comigo, vou pô-lo num lugar com um especialista. Tomou posse de um camião cheio desses aparelhos.”
quarta-feira, 31 de março de 2010
Medeiros "batata quente"
Inês Medeiros continua com o problema das viagens por resolver, e compreensivelmente começa a perder a paciência:
O problema é que a AR anda com a “batata quente” de mão em mão, e ninguém quer tomar a dianteira na resolução do problema. Demasiadas atenções estão voltadas, e o PS não tem grande maioria. Numa altura de crise em que se apertam bolsas, assuntos desta natureza não são exactamente uma mais-valia. O que custa tanto admitir é que a deputada Inês Medeiros só está a pedir acesso ao filão dos “pequenos” milhares destinados a direitos semelhantes de ministros e outros deputados.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Desespero do PS II
Primeiro o PS quer chamar Ferreira Leite à comissão de inquérito [dia 17], para fazer prova das calúnias contra Sócrates. Depois [dia 18] já não querem chamar ninguém. Mas afinal havia outra… decisão, porque agora o PS vai outra vez chamar Ferreira Leite. Um capricho? Não. Alguma vez… Manuela Ferreira Leite foi das primeiras pessoas a chamar à atenção para a alegada mentira de Sócrates. Um elemento importantíssimo. Não para a comissão de inquérito, mas para o joguinho político.
Por falar em joguinho político, na segunda-feira li esta notícia: “Mário Lino estudado para chairman da Cimpor.” Aparentemente o governo anda com dificuldade em dar poleiro* a Mário Lino. O governo propõe Lino para liderar a REN, e os accionistas privados preferem passar a “oportunidade”. Não dá na REN… vai pá Cimpor… Chairman… Merman… Declamador Executivo… o que for.
*Por poleiro quero dizer que isto parece uma busca de tacho** para Mário Lino.
[Imagem 2 retirada de Caricaturas Nelson Santos]
** Por tacho refiro-me a colocação que dá regalias e bom salário.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Dia de "greve"
80% dizem os sindicatos. 13% diz o governo. Nada de anormal. A verdade deve de andar algures pelo meio [50 e tal %].
Fora destes dramas de números está João Proença [secretário-geral da UGT]. Nada melhor para um dia de greve do que passear por Maputo em”representação do Estado”, numa viagem paga pelo contribuinte [queria dizer pelo Estado], enquanto Sócrates visita a tal barragem.
Ah, é verdade…João Proença “tem repetido aos jornalistas que pediu para que lhe fosse descontado este dia no ordenado”. Folgo em saber!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ora bolas
Detesto duvidar das pessoas, especialmente quando ocupam certos cargos, mas…
No dia 21 (Sábado) depois das 19h é divulgado um comunicado a dizer que nesse mesmo dia se arquivou o processo. Dois meses depois Pinto Monteiro disse que o despacho de arquivamento era de 18 de Novembro.
Agora qual é a fascinante desculpa? O documento de 26 páginas demorou 3 dias a dactilografar.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Calamidades
Como tantas vezes acontece, a calamidade que atingiu a Madeira teve efeitos políticos. Foi decretado fim da “crise” das finanças regionais, com o recuo do PS [já não envia o pedido de fiscalização preventiva ao T.C.]. Afinal, perante uma catástrofe, teatro político nunca fica bem. Entretanto Sócrates e Jardim enterram o machado de guerra na solidariedade portuguesa, e a ilha recupera.
Alberto João Jardim em directo no Jornal da Noite da TVI:
Hum… Jardim anda a fermentar uma recandidatura [permissão para me fingir de surpreendido]…
Numa nota mais partidária Jardim aproveitou para agradecer a Passos Coelho:
“Eu tenho respeito pelos meus adversários quando eles também são leais comigo, eu perdoo, mas não esqueço facas nas costas. (…) Eu ainda sou do mesmo partido do senhor Passos Coelho, foi até agora a única figura que não teve uma palavra de solidariedade com os madeirenses”.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Habemus Vice no BCE
Vítor Constâncio foi finalmente nomeado para a vice-presidência do BCE. Hum… um português que vai substituir um grego no BCE… Quase poético…
Enfim, como já antes tinha dito:
Teixeira dos Santos fala em motivo de orgulho, Sócrates em êxito da diplomacia portuguesa… com menos propaganda à frente podemos falar em “equilíbrio geográfico” [1; 2] , mas a deles também está boa…
Daqui a 3 meses e picos ficamos sem governador do Banco de Portugal, o que significa que alguém terá que o substituir. O CDS-PP já sugeriu um governador "sem qualquer filiação partidária”. Com o drama que o PSócratismo passa agora com planos secretos e nomeações tentaculares, presumo que é do interesse do governo pôr lá alguém independente, credível [blá, blá]… mas hoje em dia, já espero tudo.
Por mim o Banco de Portugal fica mesmo sem governador. Poupa-se num salário bem chorudo, e com o cargo ocupado por ninguém… bem… será como se Vítor Constâncio nunca tivesse saído.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Teatrinho... escutas?
Face oculta e tal, as escutas a Vara onde Sócrates foi escutado, foram, vieram, passaram pelo Supremo, e estacionaram. Pinto Monteiro mal aqui, bem ali, fez o que já se estava à espera e arquivou. Até aqui, telenovela judicial… agora o teatro político:A hecatombe Face Oculta desvela o véu de corrupção, clientelismos e afins, que assolam a nossa mui nobre República… uhhhh!!!... ahhhh!!!.... ouve-se da audiência [o povo].
Dada a entrada eis que vêm as bailarinas [os partidos], dançar à volta do monstro corrupção, cada uma a seu ritmo, e todos marcados pelo compasso mediático de um tema “quente”.
Surge uma voz baixinho: Sócrates foi ouvido… Sócrates foi ouvido… Sócrates foi ouvido. O burburinho aumenta, a música aumenta. Aumenta tudo menos o nível das intervenções, que diminui.
Pacheco Pereira traz o face oculta ao parlamento. Manuela Ferreira Leite [que terá um gostinho da “Política de Verdade” em meados de Janeiro] numa declaração política quer que Sócrates esclareça o país sobre as escutas onde falava com Vara. Isto porque temia a “destruição das provas”. [MUAAAAAHHH...HA...HA... HA]
Do PS vem a dramática cabala que persegue o PSócratismo há anos, sempre seguida da vitimização.
"Espionagem política" grita Vieira da Silva do canto do palco. “Violação da lei" grita Santos Silva do outro canto. E bem a meio… um foco de luz, e Francisco Assis irrompe em canção. Encanta a plateia [mais uma vez… o povo] cantando sobre responsabilidade política e judicialização da vida política, ao som da melodia Estado de Direito. Grandes cartazes pendurados pelo tecto servem de fundo para a sua actuação. "Homicídio de carácter" lê-se num. “Decapitar politicamente o Governo” lê-se no outro.
Mudam os personagens, mas o teatro é sempre o mesmo, e Adamastor continua lá.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Os submarinos voltam à baila
Os submarinos “de Portas” [falamos em 800 milhões de euros], e os fundos “desaparecidos” [cerca de 30 milhões] voltam a ser notícia.
Sobre um contrato de aquisição supostamente perdido [coisa que ainda agora me parece ridícula], Louçã aproveita para lançar farpas a Portas:
- “Bem lhe podiam pedir [a Paulo Portas] se nas suas pastas de fotocópias não estará lá por acaso o tal contrato que a justiça procura há três anos.”
“Impropério” ou não, é uma boa ideia. Afinal, já que Portas pode se dar ao luxo de “sair do Ministério da Defesa com quase 62.000 fotocópias de documentos classificados como "confidencial", "NATO", "submarinos", "ONU" e "Iraque”…”, ao menos que se faça uso das ditas fotocópias.
Paulo Portas por sua vez, torce o nariz a Louçã e vê “motivações políticas no surgimento da notícia”.
CABALA!!!!!!! Grita Portas!!!!!!!
E porque não? Desde que entrámos em “modo eleitoral” já foram vítimas de cabalas: o PS; o PSD; o BE; os pequenos partidos… e porque não o CDS-PP? Tem direito a ser vítima como todos os outros…
CABALA!!!!! Grito junto com Portas!!!!!
Conclusão? Estamos todos condenados a politiqueiros de segunda categoria, assoberbados por dramas de terceira…
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Simplex Vs Jamais
Apareceram estes dois blogues "de campanha"... um do PS e outro do PSD. Por via de regra não perco tempo com regurgitações partidárias... com brazas e sardinhas... já perceberam a ideia... porém surgiu algo "digno" de registo. Depois de um caloroso debate que envolvia "o filho do outro" e outros... errr... "argumentos", eis que:
- "Um pode ser "filho do outro". Mas o João Gonçalves é um filho da puta. (...)
Lindo!!! Quero mais deputados assim... por favor!!!! Isto é que é um debate político cerrado.
domingo, 23 de agosto de 2009
Escutas em Belém...[2]

Por incrível que pareça ainda as escutas.
Carlos César considera ser uma história ridícula... "Acho que o PS não se deve ocupar em saber se eles andaram ou não a fazer o fantasmagórico programa da doutora Ferreira Leite."
O Ministro da Presidência insiste no "disparates de verão" de Sócrates.
Jardim recorda a viagem do Presidente à Madeira com um "infiltrado" do PS e fala na maçonaria...
Capucho invoca "razões de Estado" para o silêncio de Cavaco... não se esquecendo do "quem cala consente."
Louçã atribui à polémica "relevância política nula".
Portas diz que Cavaco e Sócrates deveriam sentar e falar, e Ribeiro e Castro desafia sócrates a puxar rédeas no partido.
O Presidente continua as suas silenciosas férias, e a comunicação social anda aos pulos á volta da chouriçada...
Continuamos muito divertidos com a palhaçada...
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
O intento
Moita Flores o independente do PSD "que não votará em Manuela Ferreira Leite...", que se recusa fazer campanha por Pacheco Pereira, porque "não faz campanhas que magoam Santarém", vai dar a medalha de Ouro da cidade a José Sócrates em pleno tempo de campanha. Para que não hajam dúvidas sobre as verdadeiras intenções de Moita Flores, a partir de hoje passa a ser conhecido por Moita Rosas...
Escutas em Belém...
A Presidência da República teme estar a ser vigiada... anónimos dizem isto e aquilo... Sócrates não perde tempo com disparates de verão [1]... Vitalino Canas não comenta fantasmas... PCP e BE, não ligam... alguém desmente outro alguém... Procurador não investiga... e o Presidente nada diz...
Algo de anormal? Nem por isso... estamos todos muito divertidos... obrigado políticos portugueses... onde é que eu voto?
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Ponto de situação
Estão a aproximar-se as eleições e já se espera um verão politizado… sol, praia e política. Uma combinação letal para a vida política, como alguns de quando em vez fazem crer.
Façamos o ponto de situação:
BE
Anda entretido com as autárquicas, e com o drama existencial em relação ao caso Joana Amaral Dias.
PCP
Surpresa das surpresas… a banca está na mira dos comunistas… fica também registada a opinião do PCP acerca do programa eleitoral socialista: zero alterações à orientação política que vem sido seguida pelo actual governo.
Façamos o ponto de situação:
BE
Anda entretido com as autárquicas, e com o drama existencial em relação ao caso Joana Amaral Dias.
PCP
Surpresa das surpresas… a banca está na mira dos comunistas… fica também registada a opinião do PCP acerca do programa eleitoral socialista: zero alterações à orientação política que vem sido seguida pelo actual governo.
PP
Depois da moção de censura para “português ver”, e da colagem ao primeiro-ministro da ideia do reinventar de personalidade para “português suave”, o CDS-PauloPortas aposta nos impostos.
Já propôs a redução de “12 para 5 % do IVA aplicado à restauração”, para antes do período de férias, de modo a relançar o ano turístico.
Fala sobre um “programa de governo claro" sobre impostos, propondo a descida de impostos [para famílias e empresas], quando a economia der sinais de retoma.
A par disto Portas tenta mantém a pressão sobre os socialistas, que acusa de fazerem promessas sociais que não vão cumprir.
PSD
O PSD de Leite mantém-se manso, guardando o seu programa eleitoral para depois [muito em linha com o que tem sido feito sob a direcção de Ferreira Leite]. Nos entretantos vai apontado que muitas promessas dão em nada [referindo-se ao PS]. Podemos ver isso nalgumas declarações de Manela, e nos mais recentes cartazes do PSD.
PS
Com a apresentação do seu programa eleitoral o palco agora é todo do PSócrates. Com mais ou menos controvérsia aqui e ali [ex: Porto], as listas do PS foram fechadas com os Sócratinos.
Seguindo o estilo da última campanha de promessas [e de governação com os anúncios disto e daquilo] o PSócrates inunda os portugueses com o que pretende fazer quando [e talvez se…] eleito.
Cá vai:
- Criação de um novo fundo [250 milhões de euros] para apoiar as PME’s nos mercados internacionais;
Depois da moção de censura para “português ver”, e da colagem ao primeiro-ministro da ideia do reinventar de personalidade para “português suave”, o CDS-PauloPortas aposta nos impostos.
Já propôs a redução de “12 para 5 % do IVA aplicado à restauração”, para antes do período de férias, de modo a relançar o ano turístico.
Fala sobre um “programa de governo claro" sobre impostos, propondo a descida de impostos [para famílias e empresas], quando a economia der sinais de retoma.
A par disto Portas tenta mantém a pressão sobre os socialistas, que acusa de fazerem promessas sociais que não vão cumprir.
PSD
O PSD de Leite mantém-se manso, guardando o seu programa eleitoral para depois [muito em linha com o que tem sido feito sob a direcção de Ferreira Leite]. Nos entretantos vai apontado que muitas promessas dão em nada [referindo-se ao PS]. Podemos ver isso nalgumas declarações de Manela, e nos mais recentes cartazes do PSD.
PS
Com a apresentação do seu programa eleitoral o palco agora é todo do PSócrates. Com mais ou menos controvérsia aqui e ali [ex: Porto], as listas do PS foram fechadas com os Sócratinos.
Seguindo o estilo da última campanha de promessas [e de governação com os anúncios disto e daquilo] o PSócrates inunda os portugueses com o que pretende fazer quando [e talvez se…] eleito.
Cá vai:
- Criação de um novo fundo [250 milhões de euros] para apoiar as PME’s nos mercados internacionais;
- A criação de 14 lojas de exportação no país;
- A criação do E.Exportar [o plano tecnológico para as PME’s no que toca o comércio electrónico.
- A aposta nas energias renováveis: até 2015, 50% dos veículos comprados pelo Estado serão eléctricos ou híbridos; até 2020, 750 mil dos veículos em circulação em Portugal que sejam movidos também com energia limpa [incentivos ao abate, etc.]; a duplicação da capacidade de produção de energia eléctrica até 2020 [aposta na energia eólica, solar, mini-hídrica, e geotérmica]; acabar com a comercialização de lâmpadas incandescentes de baixa eficiência energética, bem como tornar obrigatória a classificação energética mínima de B para os novos edifícios; lançar um programa de micro-geração em equipamentos públicos [escolas, centros de saúde, quartéis];
- Insistir… peço desculpa… continuar com a ideia de construção de um aeroporto em Alcochete [também modernização das infra-estruturas aeroportuárias actuais], e de construção da rede ferroviária de alta velocidade: Porto-Vigo, Lisboa-Madrid até 2013, e Lisboa-Porto até 2015 [isto tudo com a actual rede ferroviária a cair de podre];
- Apontar para a terceira travessia Chelas-Barreiro.
- Aumentar a quota de mercado do transporte ferroviário [20% para mercadorias e 10% para passageiros];
- A criação do E.Exportar [o plano tecnológico para as PME’s no que toca o comércio electrónico.
- A aposta nas energias renováveis: até 2015, 50% dos veículos comprados pelo Estado serão eléctricos ou híbridos; até 2020, 750 mil dos veículos em circulação em Portugal que sejam movidos também com energia limpa [incentivos ao abate, etc.]; a duplicação da capacidade de produção de energia eléctrica até 2020 [aposta na energia eólica, solar, mini-hídrica, e geotérmica]; acabar com a comercialização de lâmpadas incandescentes de baixa eficiência energética, bem como tornar obrigatória a classificação energética mínima de B para os novos edifícios; lançar um programa de micro-geração em equipamentos públicos [escolas, centros de saúde, quartéis];
- Insistir… peço desculpa… continuar com a ideia de construção de um aeroporto em Alcochete [também modernização das infra-estruturas aeroportuárias actuais], e de construção da rede ferroviária de alta velocidade: Porto-Vigo, Lisboa-Madrid até 2013, e Lisboa-Porto até 2015 [isto tudo com a actual rede ferroviária a cair de podre];
- Apontar para a terceira travessia Chelas-Barreiro.
- Aumentar a quota de mercado do transporte ferroviário [20% para mercadorias e 10% para passageiros];
- A transformação dos portos nacionais na “porta atlântica da Europa” [mas que bonito!...], aumentando a carga transportada em 50%;
- Concluir a rede de auto-estradas [ligações a Bragança, Coimbra-Viseu, Sines-Beja];
- Resolver a situação dos 25 mil jovens desempregados que não têm acesso ao subsídio de desemprego [mais ou menos como criaram os empregos prometidos na última campanha];
- Fazer com que nenhum deficiente com incapacidade total para o trabalho tenha um rendimento inferior ao limiar de pobreza; - Eliminar obstáculos burocráticos ao dinamismo económico com o “licenciamento 0” [0 licenças prévias e mais fiscalização];
- A duplicação das creches com horário alargado;
- Incentivar a natalidade com um subsídio de 200 euros, depositados numa conta a prazo que só podem ser mexidos quando a criança atinja os 18 anos [ter um filho? 200 euros? 18 anos? Mas é que é já a seguir…];
"Quem se apresenta ao escrutínio popular, em primeiro lugar, tem de ter ideias e não ter vergonha delas; é preciso ter um programa e não ter vergonha dele; é preciso ter um plano e não ter vergonha dele" Sócrates
- Concluir a rede de auto-estradas [ligações a Bragança, Coimbra-Viseu, Sines-Beja];
- Resolver a situação dos 25 mil jovens desempregados que não têm acesso ao subsídio de desemprego [mais ou menos como criaram os empregos prometidos na última campanha];
- Fazer com que nenhum deficiente com incapacidade total para o trabalho tenha um rendimento inferior ao limiar de pobreza; - Eliminar obstáculos burocráticos ao dinamismo económico com o “licenciamento 0” [0 licenças prévias e mais fiscalização];
- A duplicação das creches com horário alargado;
- Incentivar a natalidade com um subsídio de 200 euros, depositados numa conta a prazo que só podem ser mexidos quando a criança atinja os 18 anos [ter um filho? 200 euros? 18 anos? Mas é que é já a seguir…];
"Quem se apresenta ao escrutínio popular, em primeiro lugar, tem de ter ideias e não ter vergonha delas; é preciso ter um programa e não ter vergonha dele; é preciso ter um plano e não ter vergonha dele" Sócrates
O que é preciso é ter vergonha de fazer promessas que não se cumpre, e de ser arrogante quando está à frente dos destinos do país.
Com tanta promessa impõe-se a pergunta. Onde estavam estes senhores nestes últimos anos de governação socialista?
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Duplicidades
“O secretário-geral do Partido Socialista, José Sócrates, e os presidentes das federações distritais determinaram hoje, numa reunião não divulgada previamente, que os candidatos a presidentes de câmara não se devem candidatar em simultâneo a deputados na Assembleia da República.” Público [03-07-09]
Esta decisão veio na senda da orientação anunciada pelo PSD em Dezembro último, e já serviu de mote para o reavivar de algumas altercações: Manuel Alegre a tomar posição contra a dupla candidatura de Ana Gomes e Elisa Ferreira, e dramas subsequentes; O afinca pés de Elisa Ferreira [1; 2] ; Os devaneios de Sónia Sanfona e de Leonor Coutinho, ambas “partes interessadas”no processo e a hipocrisia de Ana Gomes [aqui] .
Ser-se duplo candidato é algo contraditório à democracia. Digo isto sem pensar na luta contra o carreirismo político de alguns, até porque não sou contra a carreira política em si, ou sem pensar no apelo á transparência, pois a dupla candidatura não exclui a total transparência. Pegando no exemplo socialista, temos Elisa Ferreira eleita para o Parlamento Europeu [ou Ana Gomes], que sem sequer esquentar o rabiosque em qualquer cadeira, já só fala em sair de lá para o Porto. Para além do óbvio, ou seja, o mandato que lhe foi confiado pelos eleitores ser igual ao litro, com este tipo de situação podemos falar em tentativa de manipulação da democracia. Isto no sentido em que um determinado candidato(a) pode ser usado para engrossar o número de votantes [através da sua imagem] de um partido, sem ter qualquer pretensão de ocupar o cargo [do género Saramago para o PCP]. Algo que a bem dizer é defraudar as expectativas dos eleitores.
Ao invés de me alongar pelos demais problemas das duplas candidaturas, prefiro falar nas razões que levaram os dois maiores partidos da oposição a optarem por esta via.
Do lado do PSocratismo o precipitar desta situação, certamente deveu-se à derrota nas europeias e á ideia de que a sombra de uma dupla candidatura, prejudicaria o desempenho eleitoral. Especialmente se tivermos em conta a orientação do PSD.
Do lado do PSD, Manuela Ferreira Leite é o suficientemente esclarecedora: “em democracia, dada a proximidade das eleições, não era possível outra atitude” [do PS]. Que é como quem diz: “estão muito seguidas, as eleições, nota-se muito.”. Enfim… já Paulo Rangel tinha dado o ar de sua graça… [Os políticos da treta: Ex. Rangel]
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