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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

São direitos

Hu Jintao visita Portugal.

A Amnistia Internacional convoca um protesto em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, por causa das contínuas violações de direitos humanos na China e para exigir a libertação de presos políticos ou por delito de opinião.

A Associação de Comerciantes Luso-chineses promove manifestação de apoio ao presidente chinês.

De acordo com o Governo Civil a Associação de Comerciantes pediu primeiro [ver comunicação] . Assim sendo, a manifestação de apoio fica bem em frente dos Jerónimos.

Quanto à manifestação da Amnistia Internacional, só por ter sido pedida em segundo lugar passa a ser considerada uma contramanifestação. Algo que só por si já é muita fruta… mas o que fazer? Os “apoiantes” pediram primeiro… Então o que aconteceu à tal contramanifestação? Foi posta na junto à Torre de Belém, bem longe de olhares asiáticos, e com os cumprimentos de António Galamba [Governador Civil].


Eis as razões…


Hu Jintao quer ajudar Portugal a ultrapassar a crise económica

Sócrates e Hu Jintao assinam vários acordos institucionais e empresariais

Milennium BCP assina acordo com maior banco chinês para cooperar também em África

Eléctrica chinesa quer entrar no capital da EDP

quinta-feira, 11 de março de 2010

Dalai-Pequim


Em 1991 George H. W. Bush foi o primeiro presidente dos E.U.A. a se encontrar com o Dalai Lama. Apesar dos muitos protestos chineses, desde então, todos os presidentes norte americanos têm vindo a encontrar-se com o líder espiritual tibetano, sempre deixando patente o carácter apolítico da reunião.


Com Obama não foi diferente, e não tardaram as acusações de ingerência e os protestos formais do governo chinês, para quem Tenzin Gyatso não passa de um líder de um grupo separatista. Obama apoia os “direitos humanos”, e Dalai Lama continua com a pressão internacional sobre Pequim pela autonomia do Tibete.


Entretanto o Dalai Lama, durante um encontro dos aniversários das duas tentativas falhadas de “insurreição” contra a China, acusou o governo chinês de “conduzir uma campanha de “reeducação patriótica” nos mosteiros do Tibete”, que visa a aniquilação do budismo. Tal afirmação já deu azo a um “bate boca” entre Pequim [enganos, distorções e separatismo] e “Dalai” [autonomia, liberdade religiosa, cultural, etc.] … demasiadas cedências para uma China que teme mais os resultados da autonomia tibetana, do que a autonomia em si.


O que também continua é o braço de ferro da Google que desde Janeiro deixou de censurar os resultados das buscas chinesas. Ontem, a Google reafirmou numa comissão de assuntos externos do Congresso dos Estados Unidos, que manterá a sua decisão, mesmo que isso signifique sair da maior comunidade online do mundo.

sábado, 4 de outubro de 2008

Até onde o olho alcança


Num país:

Com 1,330,044,544 pessoas [CIA - The World Factbook, July 2008 est.], onde existem 10 milhões de mendigos, 11 milhões de subalimentados, 150 a 200 milhões de sem abrigo;

Em que os camponeses que representam 63% da população, correspondem a 34% do consumo total;

Onde há uma discrepância galopante entre os ricos e pobres, por entre a qual a classe média luta com unhas e dentes para se manter;

Onde há um total desprezo pela vida humana, o que inclui a politica de restrição à natalidade [desde 1979], sob a qual é oferecido a famílias necessitadas sete vezes o salário anual de um camponês, pela esterilização compulsória [isto quando não se confiscam propriedades com o mesmo propósito];





Em que o capitalismo selvagem aparece coberto por um lençol de retórica comunista;


Onde a corrupção é generalizada, onde não existe liberdade sindical, onde os direitos dos trabalhadores são histórias de encantar;

Que prima pela falta de respeito pelos seres vivos;










Onde a total ausência da liberdade de expressão vive acompanhada pela arbitrariedade da policia Secreta;

Onde os níveis de poluição sobem a olhos vistos, por falta de monitorização suficiente.



Enfim… China, um país que define “como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista”. Ou pelo menos é o que o PCP diz…

sábado, 16 de agosto de 2008

Afinal havia outra

"Depois dos fogos de artifício simulados em computador, da cantora em playback, ontem soube-se que as crianças presentes no desfile em representação das 56 etnias do país, eram afinal todas de uma só etnia: os maioritários han. Esta etnia representa 92% dos mais de 1300 milhões de habitantes da China." DN

De acordo com Wang Wei [vice-presidente da organização chinesa], "o objectivo principal era o de criar um sentimento de unidade, amizade e de entendimento entre as pessoas".
Sim... unidade, entendimento e isso. Mesmo que não exista. Boa...
Mais um ponto para a China... Juntem isso ás medalhas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Play-back na cerimónia de abertura

Aparentemente a criança que cantou na cerimónia de abertura dos jogos olímpicos, fez play-back. Porquê? A criança dona da bela voz não era fisicamente perfeita, logo, não poderia representar o país. Não era bonita portanto.

"Nós queríamos projectar a imagem perfeita e pensámos no que era melhor para o país. Era uma questão de interesse nacional." Chen Qigang [director musical responsável pelo espectáculo]

Deixo-vos com a beleza dos representantes Chineses:


Wu Bangguo [Presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional]


Hu Jintao [Presidente da China e Secretário-geral do Partido Comunista]

E o meu perferido, Mao Tsé-tung [Número um no mundo da moda Chinês]