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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Assim vamos

De flash mediático, e manobrismo político vive um primeiro-ministro, e um PSócratismo que já há muito perdeu a mão sobre o andar das coisas.

Reuniões de órgãos nacionais do PS, mantendo de pé a mística de um reboliço de fundo que anima a névoa propagandística. Um apelo à unidade de um PS que se fez Sócrates e que agora respondeu à medida. As vozes dissonantes são rapidamente abafadas pela enxurrada rosa-socratista [e por aqueles que nela são apanhados \ 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8]. Objectivo: apagar o fogo selvagem que se propaga pela imagem do primeiro-ministro. Fogo posto é verdade, mas acima de tudo, fogo alimentado pela obsessão do governo socratista com a comunicação social.


Criou-se o frenesim… uma declaração política em horário nobre… um PM que num tom sóbrio e preocupado, não acrescenta a ponta de um chavelho. Limita-se a repetir o que já foi dito e deixa transparecer uma confusão de prioridades entre o que é o país real, os problemas reais e o que são os desvarios do combate partidário.

Por entre as reacções dos partidos destaco a do CDS-PP que defende “uma moção de bom senso”, pois parece que isso é mesmo o que falta.

[imagem retirada daqui]

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Movimentações

Requerimento do PSD aprovado pela oposição trará à AR várias personalidades a audições na comissão de ética, sob o tema liberdade de expressão O PS votou contra pois tinha um problema com texto… acredito que sim… “dificuldade de convivência” do Governo com a “liberdade de imprensa e a liberdade de expressão”, deve causar sentimentos adversos na bancada socialista.



A coisa do Sócrates não fala para não “pactuar com o crime” torna-se o discurso do PSócratismo. Assis na mesma linha, acrescenta que “Nenhum primeiro ministro de nenhum país democrático aceitaria uma situação desta natureza: dar explicações sobre esse tipo de conversas.” Pois é. Só é pena que pelo andar da coisa, já está a ser posta em causa a justiça, perante os cidadãos, e Portugal perante a Europa. O clima de pressão que se vive por terras da comunicação social, denuncia a inaptidão do primeiro-ministro em conviver com o contraditório [quanto mais com um governo minoritário em democracia].

Temos partidos e políticos a aproveitarem-se da situação? Temos pois. Acontece que não foram esses partidos a criar a situação. Aproveitam-se tanto quanto o próprio PS já se aproveitou de outras situações no passado. Paulo Rangel por exemplo usou, e se me permitem, abusou levando o tema para o parlamento europeu.

“Portugal já não é um Estado de direito”.

Ao ser um euro deputado a trazer um problema nacional desta natureza ao parlamento europeu [e desta maneira], confere-lhe desde logo uma dimensão que não abona a favor de Portugal. Algo que já foi relevado pelos socialistas europeus. O que torna a atitude de Rangel pior é que esta tinha como objectivo um impacto na agenda política portuguesa. De todos os objectivos que poderiam motivá-lo [fragilizar o governo, ajudar o PSD,…], o euro deputado teve o condão de escolher o que menos justifica cravar mais um prego imagem portuguesa: avançar a sua carreira política, ou seja montar o palco para o retorno do herói das europeias, montado no seu melhor cavalo de combate para conquistar o PSD e o país. O candidato Rangel volta para “fazer oposição ao senhor Sócrates” .

Ainda parte do conflito interno do PSD, Aguiar-Branco [já candidato] rapidamente se demarcou da intervenção do seu companheiro no parlamento europeu, deixando para as audiências na comissão de ética o “escrutínio”.

Do lado do PS a “perseguição” da oposição de que tem sido “vitima” tem trazido ao de cima os melhores exemplos de eloquência do partido. Neste caso, Renato Sampaio [líder da distrital do Porto].


Enfim…

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Plano rosa relâmpago

O “Sol” transcreveu extractos do despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta, onde este considerava haverem “indícios muito fortes para a existência de um plano…”






Exposto o alegado plano, Pinto Monteiro [PGR] abre um inquérito à divulgação de escutas [prometendo consequências jurídicas], para Marinho Pinto"alguns magistrados deixam-se envolver pelas paixões políticas", o advogado de Vara acha "ridículo", Paulo Penedos “autoriza” divulgação das escutas, Sócrates fala em “jornalismo de buraco de fechadura“, e Cavaco em respeitar a “liberdade de expressão e o pluralismo da comunicação social”.

Do lado dos partidos o PCP exige esclarecimentos, o CDS-PP acompanha com preocupação, e o PSD ataca com um pedido de análise à Comissão de Ética ao problema da liberdade de expressão, que envolva ouvir a ERC e os jornalistas.


Francisco Assis [dono de duas intervenções fantásticas (IF) esta semana] já veio falar em defesa do seu líder, considerando que estes “não passam de problemas colaterais” [1º IF], e que a liberdade de expressão não está em causa. Por mim opto por encarar suspeitas de violação de direitos constitucionais, como um problema sério. A suspeita da presença de tais indícios, junto com o conhecimento de que esta não originou qualquer procedimento e levou à destruição das escutas, é de certa maneira perturbador se não for mesmo atentatório ao nosso Estado de Direito. Mais uma vez, um problema sério.


Voltamos outra vez ao fumo, demasiado fumo, para que não haja fogo. Para PSócrates a táctica continua a ser o malabarismo político e o nevoeiro propagandístico, porém a clara pressão em que se encontra a comunicação social não passa de uma expressão mais visível daquilo que se desenrola todos os dias em Portugal, ou seja, o tráfico de influências enquanto instrumento de eleição para muitos [seja qual for a sua cor].

Esta conversa fez-me lembrar de Alberto João Jardim [vá se lá saber porquê], que aproveitou a “semi-derrota” do governo nas finanças regionais, contra uma oposição unificada, para defender um “compromisso histórico para libertar Portugal do PS”. Um lindo sentimento, porém não me parece que as coisas se encaminhem nessa direcção. Mesmo se tivermos em conta certos desesperos para justificar o injustificável.

Por desesperos refiro-me a isto:

Bloco de Esquerda - "ala esquerda parlamentar de Alberto João Jardim". Francisco Assis [2º IF]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mar e Serra

Eis que se desenrola mais um capítulo na conturbada relação entre o governo PSócratista e a comunicação social. Processos judiciais, telejornais que acabam, directores mudados, acusações de influências, enfim, um longo rol de situações e situaçõezinhas que denunciam a preocupação quase doentia do primeiro-ministro com a comunicação social. Se bem que o inverso também poderá ser verdade. Acontece que agora já há demasiado fumo para que não haja nenhum fogo.



Mário Crespo vê recusada a publicação no JN de um texto onde pretendia denunciar a conversa que supostamente teve lugar num restaurante em Lisboa entre Sócrates, Silva Pereira, Jorge Lacão, e um “executivo de televisão”. Nessa suposta conversa Crespo foi retratado como um “louco”, um “profissional impreparado”, e aparentemente "era preciso solucionar o problema Mário Crespo e Medina Carreira". O recato foi tanto que acabou por originar e-mails para o jornalista a relatar a suposta conversa.

Mário Crespo deixa de escrever para o JN, e por obra e graça do divino Espírito Santo o texto aparece publicado no site do Instituto Francisco Sá Carneiro. Montado que está o circo surgem as actuações.

O sindicato dos jornalistas reage a uma alegada conversa num restaurante, confirmada via e-mail.

Uma fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares diz que "o Governo não se ocupa de casos fabricados com base em calhandrices".

Rangel grita censura.

Mais prudente o BE pede o envolvimento da ERC.

Nuno Santos [director de programas da SIC], ou o “executivo de televisão” que estava no restaurante já veio dizer que a conversa não se passou da forma como é descrita por Crespo. Nos entretantos ainda esta semana será editado um livro do jornalista, com o prefácio de Medina Carreira, onde esta história será o tema central. Isto é juntar o útil ao agradável [qual será o agradável?].


Após o assunto ter sido tornado público a ERC recebeu 3 queixas que os levou a abrir um processo de averiguações. Espero pelo desenrolar do processo, mas não deixo de pensar que o governo PSócratista é demasiado… digamos “fixado” na comunicação social, porém a partir do momento que começamos a dar demasiada importância ao e-mail da pessoa que ouviu a conversa do não sei quê no restaurante x … enfim… deixarmo-nos perder um pouco.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sócrates leva nega do Tribunal

Por causa de “José Sócrates, o Cristo da Política Portuguesa”, “um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático", e “licenciatura manhosa”… João Miguel Tavares anda com o Primeiro-ministro à perna.



O ministério público arquiva o processo… Sócrates insiste… o processo é arquivado… Sócrates insiste????



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A notícia que se segue não deve ser entendida como estando ligada com a anterior. De maneira alguma estou a sugerir que o Eng. [cuja licenciatura não ponho em dúvida] Pinto de Sousa [certamente possuidor de um enorme respeito pela Democracia e seus pilares], ou que membros do seu governo [entenda-se ministros e não apóstolos], sejam responsáveis por qualquer ataque às liberdades de expressão e de imprensa. As imagens usadas neste post foram escolhidas ao acaso.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Jornal de Sexta TVI


A ERC reprova a cessação do Jornal Nacional de Sexta [deliberação em PDF]:

“a referida decisão consubstancia uma intervenção contrária à lei e lesiva das atribuições e competências próprias da direcção de Informação”




Quanto ao Jornal de Sexta:




Decisão ilegal, contrária às boas práticas, fruto de influências… será com certeza, porém neste caso diria que há males que vêm por bem.