segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E continua a “campanha eleitoral”…

Desta feita a campanha eleitoral vira-se para o TGV em força.

Estamos na Europa em integração económica”, relembra Sócrates rebatendo a acusação social-democrata de que o TGV interessa mais a Espanha do que a Portugal.


Vem também Jerónimo de Sousa defender o TGV, considerando a interrupção de tal projecto como negativa para o país. O candidato da CDU não deixa de dar a tacadinha no PSD: “encontrar nos espanhóis os principais culpados é um erro crasso" [o que não deixa de ser verdade].

Mas Ferreira Leite mantém-se firme, apontando os “interesses espanhóis” e o empobrecimento do país que advirá da aposta no TGV, mostrando-se preocupada com o problema do endividamento.


No caso do TGV estou do lado de Manuela. Interesses espanhóis à parte [até porque tal menção é em si… enfim, triste…], o país beneficiaria mais com uma aposta na requalificação da actual rede ferroviária, guardando o TGV para uma altura em que o país estivesse [mais] economicamente viável , e capaz de dinamizar o investimento no próprio TGV, com redes de comunicação mais eficientes.


Adiante… Louçã não resiste à tentação de bater em Portas, após a infeliz comparação com Salazar:
Quando se lhe fala de administradores ele salta logo ao ar e acha que não se devem tocar nas mordomias”  [Portas com certeza que não estava à espera de outra resposta…]


O PSD não se deixa ficar pelo TGV. Volta a arremessar calhaus ao PS, classificando a crise como “a crise do PS”, e pela boca de Carlos Neves [PSD-Açores] retoma a maldita “asfixia democrática”:


É por causa destas e de outras que a verdadeira “asfixia democrática” é ridicularizada e passa ao lado. Aquela que o PS e PSD têm vindo a desenvolver nestes últimos anos, com a hegemonia dos cartões partidários, com as promessas da tanga que ridicularizam perante os eleitores o acto de votar, com o continuo crescimento tentacular pelo aparelho de Estado, e com autoritarismos balofos que em muito reduzem a noção de que o verdadeiro poder está no povo. Isto já para não falar do alimentar constante à agenda do dia, de aspectos menores que entretêm os cidadãos, mas pouco significam.


Adiante… Assustado com a perspectiva de vir a perder as próximas eleições, o PS trás o reforço: