quinta-feira, 14 de maio de 2009

Esboço de uma história do Sri Lanka (2)


A tensão entre as populações tamil e singalesas não são recentes, pois datam da altura das lutas entre Reinos. Mesmo após da independência, nunca houve uma estabilização das tensões, nem a ideia de uma coexistência pacífica sob uma bandeira. Em 1976, durante a primeira Convenção Nacional da Frente Unida de Libertação Tamil, foi adoptada a Resolução Vaddukoddai. Esta é uma resolução política que define como objectivo a restauração e reconstituição de um Estado Secular Socialista Livre e Soberano, Tamil Eelam, baseado no direito à auto determinação inerente, à protecção da Nação Tamil, chegando a definir a forma como deveria ser criado. Na Resolução Vaddukoddai, está indicada como causa desta a necessidade de defesa contra a alegada repetida tentativa, por parte dos governos Singaleses em subjugar a população tamil (tais como instituir o singalês como língua oficial, a política de admissões à faculdade ou o retirar de cidadania a alguns tamil) , em encorajar um nacionalismo agressivo nos singaleses e em futilizar as tentativas de luta, por parte dos partidos tamil dentro do sistema político.

 

O escalar de tensões que deu origem à guerra civil é chamado de “Julho Preto”  (tumulto anti-tamil) e deu-se em 1983. Foi nesta altura que os Tigres de Libertação de Tamil Eelam (T.L.T.E.) lançaram-se na ofensiva contra as tropas governamentais, junto com outros grupos tamil. Esta guerra prolonga-se até os nossos dias, com ataques constantes por ambas as partes e alguns períodos de tréguas instáveis. São estimados pelo menos 65.000 mortos desde o começo e danos extensos à população e economia do país. Em 1985 houveram conversações de paz, entre os grupos tamil e o Governo do Sri Lanka (G.S.L.) que falharam.

 

Dois anos depois, as tropas governamentais empurraram o T.L.T.E. para a cidade da Jaffna e em Abril desse ano o conflito explodiu, tendo o seu expoente máximo em Julho, com o primeiro ataque suicida do T.L.T.E. (Um suicida fez-se explodir num camião carregado de explosivos, contra um campo do exército, tendo morto 40 soldado)  Ao longo do tempo o T.L.T.E. acabou por se fundir ou por eliminar outros grupos tamil. O resultado deste avanço foi a fortificação deste grupo e a criação de grupos tamil anti-T.L.T.E. e pró-governamentais.

 

A Índia envolveu-se nos fins dos anos oitenta, de modo a poder proteger as populações de mais agressões (Esta intromissão foi o resultado da pressão da comunidade tamil indiana sobre o governo). No início da intervenção o governo Indiano apoiou as duas partes da contenda, tendo até enviado em 1987, pela Força Aérea, comida para a cidade de Jaffa, durante o cerco pelas forças governamentais. Devido à sua localização o Sri Lanka sempre fez parte, da estratégia oceânica e costeira Indiana. Mas, não como uma ameaça militar, é mais uma preocupação geoestratégica, quanto à possível exposição da Índia a factores contraditórios aos seus interesses. Pois, há sempre uma rede extensa de relacionamentos a todos os níveis em países vizinhos, quer seja ela positiva ou negativa para o país. O que no fundo provoca um certo grau de interesse, por parte da Índia na estabilidade política, social e económica do Sri Lanka, bem como para onde pende a sua balança de poder.

 

A 29 de Julho de 1987, foi assinado o Acordo de Paz Indo-Sri Lanka, pelo Primeiro-ministro indiano, Rajiv Gandhi e o Presidente do Sri-Lanka, Jayewardene. Neste acordo o governo fez algumas concessões às exigências tamil, como a devolução de poder às províncias, em troca o T.L.T.E. deveria entregar as armas à Força de Paz Indiana (F.P.I.). Poucas das concessões foram aplicadas e quando o T.L.T.E. recusou-se a entregar as armas, o F.P.I. tentou desmobiliza-los pela força e acabou em conflito com os tamil, que vieram proteger. Simultaneamente ao desejo tamil para a retirada das forças indianas, os sentimentos nacionalistas singaleses começaram a opor-se à presença Indiana.

 

O apoio indiano foi retirado drásticamente, após o assassinato do recente ex-Primeiro-ministro indiano, Rajiv Gandhi em 1991 (por uma mulher bombista-suicida, que se acredita pertencer ao T.L,T.E). Em 1998, um tribunal indiano considerou o T.L.T.E. e o seu Líder Velupillai Prabhakam, responsáveis pelo assassinato. Ainda hoje a Índia pede a extradição do mencionado líder.  Nesse mesmo ano, numa carta aberta aos singaleses, o T.L.T.E. afirmava, não terem qualquer ódio em relação aos singaleses, vendo-os como oprimidos e aliados na luta contra o regime, que continuamente nega direitos ao povo.

A organização inclusivamente acusa o regime de incitar as massas singalesas contra os tamil. São também apontados alegados “esquemas de colonização”, que usam colonos singaleses, para fazer com que os tamil sejam uma minoria no seu próprio território. Com a retirada da F.P.I. do território, o T.L.T.E. conseguiu ocupar uma parte significante do norte, estabelecendo uma estrutura de governo própria. Nos anos 80 e 90 os sucessivos governos revogaram oficialmente algumas leis discriminatórias e reconheceram o tamil como língua oficial, embora não produzindo um efeito positivo nas hostilidades.

Esboço de uma história do Sri Lanka (1)

O Sri Lanka é um território que têm uma história documentada de 2500 anos, e uma não documentada de 130.000 anos (baseado em ruínas arqueológicas). As populações indígenas a este território, pensa-se serem os Yakkhos, os Rakhshasas e os Nagos (árabes-africanos dos tempos faraónicos do antigo Egipto). A ilha era conhecida pelos antigos gregos como Taprobane e pelos árabes como Seredib. Existe uma longa história de uma população não unificada desta ilha, pois durante muitos anos esta esteve dividida em reinos. No século XV a ilha foi atacada pelo Almirante Cheng Ho da China, o que provocou com que os vários reinos fossem obrigados a pagar um tributo ao Imperador Ming, durante 30 anos.

 

Os portugueses foram os primeiros europeus a se instalarem na ilha, conhecida por estes como Cilão. Com a chegada de Francisco Almeida em 1505, os portugueses rapidamente aperceberam-se da situação de divisão entre sete reinos que se guerreavam entre si; após a fundação de um porto em Colombo (em 1517), foram aumentando o seu controlo junto das áreas costeiras. Sentindo a “pressão costeira” imposta pelos portugueses, em 1592 os singaleses mudaram a sua capital para a cidade de Kandi (localizada mais no interior da ilha). O século XVI, foi marcado pela guerra (fruto das conquistas portuguesas) e pelas conversões ao cristianismo, levadas a cabo pelos missionários portugueses.

 

Com a chegada de Joris Spileberg (representante holandês) em 1602, o “olhar” holandês virou-se para Cilão. Isto captou a atenção do Rei de Kandy, que pediu ajuda aos holandeses contra a ameaça portuguesa. Porém só em 1638 é que estes atacaram, mantendo a pressão sobre os portugueses, até que em 1656 Colombo. Bastião Português, caiu em mãos holandesas; deixando o caminho aberto ao domínio holandês, que em 1960 já se estendia a toda a ilha. Durante o período colonial holandês, houve uma perseguição activa aos católicos e curiosamente a nova potência estrangeira, taxava a população mais arduamente que os portugueses, com a excepção ao Reino de Kandy.


Na altura das guerras napoleónicas, temendo um possível controlo francês sobre a Holanda, o Reino Unido ocupou as áreas costais da ilha, que na altura era chamada de Ceylon. Com efeito em 1802, através do tratado de Amiens, Ceylon foi oficialmente cedida ao Reino Unido. Em 1803 os britânicos desencadearam o que ficou conhecido como a primeira guerra kandyan, ao invadirem o Reino de Kandy; No entanto estes só foram bem sucedidos na obtenção de um total controlo sobre Ceylon, em 1815, após a segunda guerra kandyan. Chegou a haver uma terceira tentativa para expulsar os britânicos do Reino (Em 1817-1818, durante a terceira guerra kandyan) que não foi bem sucedida.

 

Durante o período colonialista britânico, foram criadas grandes plantações na ilha, que desencadearam uma onda de importação de população tamil (trabalhadores especializados que eram tratados em condições tipo escravos) de origem indiana, com o objectivo de trabalhar nas referidas plantações. É importante referir que uma prática comum do Império Britânico nas suas colónias, era a de incitar os grupos étnicos uns contra os outros, de forma a torna-los mais maleáveis, o que não ajudou a reduzir as tensões étnicas preexistentes. Como consequência da institucionalização do poder britânico, seguiram-se os primeiros desenvolvimentos constitucionais, com a criação de uma Assembleia da multipartidária em 1909.

 

Por volta de 1920 o número de membros eleitos para esta Assembleia, ultrapassava o de nomeados. Em 1931 o sufrágio universal foi introduzido, apesar dos protestos das elites de Ceylon que pretendiam o uso do sistema de castas, que dividia a população por segmentos, com mais ou menos importância. A luta pela independência foi faseada, tendo o seu início oficial em 1919, com a fundação do Congresso Nacional de Ceylon, que tinha como objectivo a prossecução de mais autonomia. Em 1930, os ministros do Congresso, requisitaram ao governo colonial o aumento dos seus poderes. Foi o Partido Marxista Lanka Sama Samaja, o primeiro a pedir explicitamente a independência. Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, Ceylon serviu como a primeira linha de defesa britânica contra os Japoneses, tendo sido palco de inúmeros confrontos.

 

No ano de 1948, foi concedida a independência, num tratado que previa a criação de um parlamento bicamaral (Senado e Casa dos Representantes) e a manutenção das bases britânicas no país. O Sri Lanka, mostrava-se receoso pela sua independência e pela possível demasiada influência Indiana no país, o que originou um “Pacto de defesa”, com o Reino Unido. É passível de ser argumentado que este possível cenário de ameaça à independência pela Índia, era improvável, pois a doutrina Gupral (Cinco princípios de conduta nas relações externas. O primeiro principio, implica que a Índia não pede reciprocidade, mas acomoda a boa fé e confiança. E o quinto impõe como condição para a resolução de disputas, as negociações bilaterais) que “regula” a aplicação das políticas externas, não o recomendaria. No entanto em 1957 as bases foram retiradas e o país passou a ser não alinhado (Organização Internacional de Estados, que se consideram não alinhados com qualquer bloco de poder, da qual o Sri Lanka é um dos membros fundadores).

 

A Frente Unida, uma coligação encabeçada por Bandaranaike, atingiu em 1968 o poder, aboliu o Senado, confirmou as línguas singalesa e tamil com o estatuto de línguas oficiais. O país foi renomeado de República Livre Soberana e Independente do Sri Lanka e as plantações britânicas foram nacionalizadas. Um dos maiores desafios ao sistema político do Sri Lanka, veio dos próprios singaleses, em Abril de 1971, sob a forma de uma revolta popular, liderada pelo partido Janata Vimukti Peranuma. Foi declarado um estado de emergência contínuo, até 1977. Durante este período, milhares de jovens foram presos e foi necessária ajuda externa para esmagar eficazmente a revolta. Foi também nesta altura que o país passou a chamar-se República Socialista Democrática do Sri Lanka (1972). Com o fim da revolta o poder voltou para as “mãos” do partido Nacionalista Unido e um ano depois da aquisição do poder, Jayewardene (líder que ficou no poder mais dez anos e introduziu 13 novas emendas à constituição) introduziu uma nova constituição, que instituía um sistema presidencial e transformou a Assembleia num parlamento.




terça-feira, 12 de maio de 2009

Prós e Contras, Versão relâmpago

Aqui vai o contributo do Politikae para as Europeias. Uma versão relâmpago do debate, para aqueles que estiveram… errr… digamos ocupados.

 

POUS – Devemos proibir os despedimentos… Fátima: proibir as empresas de ir à falência? Exacto… [Claro… duh!]

PSD - O governo isto, o governo aquilo… parque escolar, etc.

PS – O governo e o pacote … Fátima: mas e a União Europeia? … sim... mas em Portugal a resposta (do governo) foi virtuosa… [EU..RO..PA.. Chiça!]Adicionar imagem

PCP – A U.E. não esta a encarar a crise como devia… para o emprego limitou-se a fazer uma mini-reunião… Fátima: propostas? A U.E. devia ter feito um plano de desemprego…  aumentar os salários e as reformas para dinamizar o poder de compra e as PME’s.

CDS-PP – O Estado não cria empregos [só para não haver cá enganos]… cria condições… máximo aproveitamento dos dinheiros europeus (que o governo não faz)… devolução mensal do IVA… compensação de créditos … revisão  do rendimento social de inserção.. baixa do pagamento por conta e especial por conta… aumento dos benefícios fiscais para as empresas e pessoas.

BE- Temos que pegar no que já é um problema… temos preços europeus e salários portugueses…  uma empresa com lucros não pode despedir… mudar a politica de crédito… o Estado pode usar a CGD  (baixar custos de produção por via de crédito)… alterar a politica de Barroso [entenda-se comissão europeia].

MEP – Pobres, mais pobres… bla, bla Kennedy… não perguntem o que a U.E. pode dar, mas o que nós podemos fazer uns pelos outros … a realidade portuguesa má … doces da avó… empresas… massacradas… Vale do Ave… Esperança…

PCTP/MRPP – Começa-se o debate pelas consequências e deixam-se de fora as causas… o desemprego… fico por aqui [coisa e tal… tenho dito…]

PPM – Pergunto: Já alguma vez estiveram desempregados? [LOL] Burocracia…  maus centros de emprego… deixar de tratar os desempregados como se tivessem uma doença…  Portugal é o mais rico da Europa [epa…perdi-me] … energias alternativas do futuro [ahhhhh!… não percebi] as pessoas não entendem [pois!!!]… mas os italianos têm mais [afinal… quem é o mais rico?]… o PPM  isto e aquilo, PPM… Obama [se é Obama é bom]… O PPM.

PH- Não bastam medidas avulsas, para esta crise estrutural… temos que dar uma direcção … qualificar as pessoas … acabar com a usura… dar outra participação aos trabalhadores … centrar os direitos fundamentais como prioridades políticas.

 

MMS – Disponibilizar os recursos… estava agora a ver o orçamento da U.E. [enquanto os outros falavam]... Trabalhar em todas as frentes … no crescimento do consumo privado… Portugal não é o mais rico… mas é o maior… por causa do mar… investir a longo termo.

PNR – A crise é internacional, mas Portugal já estava em crise… o bloco central tem desperdiçado recursos… subsidio dependência… a solução é combater no seio da U.E.  por uma Europa não federal… O BCE [Banco Central Europeu] é mau e tal…

PT – Os recursos marinhos … a Europa… o colapso do sistema financeiro… tomar um conjunto de medidas integradas… passam por questões de crédito bancário, e desagravamento da taxas... Mini-cimeiras e medidas avulsas não resolvem.

PS - O mercado alargou e faltavam os reguladores financeiros da U.E, só haviam os nacionais… mas a U.E  já vai por esse caminho… a esquerda europeia já tinha avisado desde 2000 … a culpa é do ciclo criado pela direita europeia [entenda-se PSD e CDS-PP].

PSD – O G20 … a regulação tem vindo a aumentar… mas é preciso ver o seguinte, falta o toque, em Portugal há reguladores, e o Banco de Portugal não fez nada [BPN e BPP]… o problema nem sempre esta na falta de instrumentos, mas também no seu não uso… não houve competência aqui [entenda-se do PS]

CDU - a estratégia de Lisboa … o PS … liberalizações …. E ainda pioraram a situação… o PCP votou contra, mas o PS, o PSD, e a direita europeia, não… paraísos fiscais, ninguém toca… multas, juros, etc.

POUS – Que regulação financeira é impossível com um BCE assim tão independente que manda nos bancos centrais e decide tudo… mas não é independente da alta finança e dos E.U.A… acabar com o BCE…

CDS-PP – Capitalismo… bla bla… selvagem … bla bla ….regulação… mas o Sr. Vital Moreira, não vê as falhas de supervisão em Portugal… Banco de Portugal…. Banco de Portugal …. Banco de Portugal…. Fátima: Mas e a U.E.?... sim, sim…  os candidatos  da sua lista [por falar em supervisão]… como, Elisa Ferreira, que disse… “Vou lá assinar e quero mas é estar no Porto”...” Pintaram os bairros mas esqueceram-se de dizer que o dinheiro é do PS”… é inadmissível...

PS – … errr… política de verdade… errr… honestidade [?!?!?!?!?] Não há nada que proíba, que os candidatos ao Parlamento Europeu não se candidatem a outra coisa [também não há nada que o recomende]

[barulho … confusão… todos a falar…]

PSD – Vou só dar o nome e volto?… candidata do PS… isto é inaceitável…

PS – Isto é uma exploração pouco séria da honestidade, da verdade… [também acho; mais honestidade do que uma candidata dizer antecipadamente que não vai fazer o que lhe for incumbido através do voto… mas isso é muita verdade]

BE – O problema é a livre circulação do capital…. Todos os governos se ajoelharam perante a grande finança… nada disto podia ter acontecido sem a abdicação dos socialistas de toda a Europa… não devem haver movimentos de capital sem registo… as bolsas são outras formas de paraísos fiscais… não são taxados… especulativos…

[Confusão… todos a falar]

MEP- O dinheiro não é nosso, é de todos… os mais ricos partilharam com os mais pobres [essa é boa]… não estar só na questão da politica [horrível essa coisa da política Sr.ª candidata]… a pedagogia …. O programa do MEP tem uma grande aposta, no reforçar a coesão social e territorial… três velhinhos que com os fundos da Europa… os fundos permitem crescer e criar… e os velhinhos…

PCTP/MRPP - Sou contra a Europa… os fundos foram para onde? … foram para vender o país ao desbarato… o PS e o PSD …  O capital financeiro… não sou contra a Europa [pois…].

PNR – Não aumentar os impostos… concordo com o que o PCTP/MRPP [uma coligação PNR-PCTP/MRPP é que era] teatralização das forças partidárias… não nos consultaram na CEE, no Euro, no Tratado de Lisboa … o BCE  isto e aquilo… temos que combater a Europa lá dentro.

PSD - Devíamos estar a aliviar a carga fiscal [como fez o PSD quando estava no Governo? Melhor ainda, como fez Manela?]… podíamos estar a pagar o IVA com o recibo…

PS – Não devem aumentar os impostos …. Quando a retoma vier … baixar a taxa social única generalizadamente é que não... o PS e é que fez bem e foi selectivo…

PSD – O governo fez foi de forma limitada…

CDS-PP – Não devem aumentar os impostos… quem cria o emprego são as empresas [já ouvimos ainda há pouco]… o Estado está descompensado…  

CDU – Há empresas que continuam a ter lucros enormes… movimentos especulativos… sobre estas coisas deveriam haver impostos…

BE – Aumentar os impostos sobre os rendimentos mais elevados… Brown … Obama… Quem vai pagar a crise? Os pobres ou ricos? Imposto sobre as grandes fortunas…



intervalo



PH – Os impostos não podem aumentar… é melhor trabalhar na eficiência fiscal… mais transparência… estamos a ser dominados pelo paradigma da competição… violência económica… devemos primar pela cooperação… recordar a natureza… a biodiversidade[bem puxado]… nos países muçulmanos os bancos não podem cobrar juros…. Os bancos assim não agem como aves de rapina…. Paraísos fiscais.

PT – Regulação financeira… falência do Banco de Portugal enquanto supervisor… O Estado usa os paraísos fiscais…. A população não pode suportar mais impostos….

MMS – Não se deviam aumentar os impostos… o salário mínimo em Portugal é mais baixo e os preços maiores… a verdadeira questão é a de saber como é que os recursos devem ser utilizados… falta transparência … rigor…

MEP – A questão fiscal é uma questão viciada pois isso não é para os eurodeputados… o papel do eurodeputado pode ser mais próximo do cidadão…

PPM - O tratado de Lisboa tem coisas boas…. Forçar a democracia … de eleição em eleição até que se consiga [viva o povo soberano da Irlanda]… a tal constituição que proíbe o referendo á monarquia, mas não o do Tratado Constitucional Europeu [o Rei vai nu]...

PS – O tratado de Lisboa é bom… o tratado é produto da velha forma como se fez a União… mais democracia… mais transparência… maior governo económico na União… Segurança de fronteiras… é necessário implementá-lo… [Nós Europeus…]

Fátima: U.E. é uma garantia de paz? [sim… vamos às questões de fundo…]

PSD - O tratado de Lisboa é importante para um melhor funcionamento… mais flexibilidade… há soluções do tratado não são as melhores, mas os consensos… foi o possível … não era obrigatório ter havido um referendo… [para quê os cidadãos decidirem sobre o seu futuro?]

CDU – Prometeram ao portugueses realizar um referendo [ao tratado constitucional… então Ilda?] pensam que as pessoas são estúpidas … O Tratado de Lisboa não interessa porque ele aprofunda as politicas que estão na origens da crise… a centralização do poder das grandes potências.  Aprofunda o militarismo crescente…

PSD – Porque é que o PCP não defende um referendo à Constituição Portuguesa? [foi o toque…]

CDU – Bla, bla, bla… [acabo por me fartar… não é?]

CDS-PP – O que mudou entre tratado? O que estava num, estava noutro… se um justificava o referendo, o outro também…. Em termos de boa fé procedimental… Celebramos um contrato com os eleitores… ele deve ser cumprido.

BE – Um problema do PS e PSD … a democracia deles, é uma do deixa connosco. Vital Moreira isto e aquilo… há um motivo adicional para os portugueses irem a votar, que é o de punir quem prometeu e não cumpriu… a mentalidade, a cultura que esta por trás de quem fez depender o tratado do afastar dos povos da decisão é a da arrogância.

PS – Sou acusado de coisas falsas… bla bla… contra a U.E. 

[Confusão,,, tudo a falar… bla bla… mais confusão]

PCTP/MRPP - A última revisão da constituição foi para facilitar o referendo … onde está ele?

[Confusão… etc.]

PS – É anti-democrático fazer-se um referendo sobre um tratado [agora já ouvi de tudo].

PT- O Vital Moreira disse que um povo que quer um referendo é contra a U.E…. A U.E. não acaba sem tratado… todo o processo foi pouco transparente.

PNR – Temos ouvido aqui um europês… nós somos contra o tratado, especialmente se não referendado… a U.E. não serviu de amortecedor para a crise…

POUS – E o dinheiro que foi dado aos bancos? Renacionalização do sector bancário… e seguros… contra o tratado.

MEP – Somos a favor do Tratado de Lisboa… mas, mais importante ainda são os programas Erasmos, Da Vinci … o mais preocupante é esta distância entre a Europa e os cidadãos… e o sentimento de pertença… [e o amor… e os passarinhos].

POUS- Impedir despedimentos [replay…].

MEP – O MEP defende um Estado tanto-quanto [bora pôr isso num cartaz].

PSD – Cada Eurodeputado do PSD terá um conjunto de autarquias a seu cargo… haver renovação de deputados é natural… programa de mobilidade para o emprego… Erasmos de emprego… é fundamental que os portugueses tenham a percepção que os fundos europeus não estão a ser utilizados pelo PS… 2%.

PS- Não é verdade … os fundos comunitários estão ai pelo êxito do governo [mais uma palmadinha nas costas]… eles estão aí até 2013 e não vão embora [qual é a pressa?]

PSD – Houve uma gestão eleitoral do governo… deixou os fundos para a última da hora, mas não foi a tempo.

CDU – Aproximar a população da U.E.: natalidade…. bla bla… sempre que hajam deslocalizações de empresas, reestruturações ou despedimentos, haveria o direito de veto para trabalhadores.

CDS-PP – O Vital Moreira fez uma confissão importante… investiram ainda menos do que tinha dito em debates anteriores [-5%]. Este governo invoca uma crise… o Estado tem oportunidade de injectar liquidez na economia e não investe [na paz Nuno… não há pressa].

BE – É muito difícil resolver os problemas se não os vemos. A Europa tem bons programas … e os maus? O Erasmos é excelente… mas e Bolonha? Transformaram o ensino em mercadoria…

PCTP/MRPP – O problema do Tratado de Lisboa é o mesmo do problema dos cidadãos aqui levantado por Laurinda Alves. [Sem tirar nem pôr]



intervalo



PS – Este debate demonstra que é possível discutir com decência as propostas [estava a pensar nisso agorinha mesmo]. Os grandes protagonistas a nível da União são a esquerda e direita europeias [entenda-se PS, PSD, e PP]. Devemos apostar na mobilidade social… dos trabalhadores… dos estudantes… [dos partidos…]

MMS – Portugal só pode ser maior através de uma Europa maior… os portugueses não estão mobilizados … a mudança é imperativa para que as coisas mudem [isso é profundo].É preciso construir uma Europa de igualdade de padrões… os portugueses só podem mudar com o voto… os consulados funcionam mal… precisamos de um Simplex europeu [mas é que não faltava mais nada]. É necessário um contrato de confiança entre o candidato e o eleitor. [o contrato de confiança existe, quando houver confiança… também sei ser profundo]

PPM – Devem votar no PPM para não ser mais do mesmo. Se a RTP nos desse mais voz, todos nós estaríamos no Parlamento Europeu [ou não]. Uma união livre da nações soberanas… um deputado monárquico vale mais do que 20 republicanos [Sir Deputado].  

PH – O nosso projecto… escala mundial… para superar a violência… um sim que sai de dentro [é melhor ficar cá fora porque ninguém te percebe]. Desarmamento nuclear… direitos humanos… imigrantes… futuro multicultural… sim a uma Europa sustentável, ambiental e social. [pronto… agora vai para a caminha, vai]

POUS – As pessoas irão ou não votar [não acredito] … o POUS não pede o voto [fiquei sem reacção]… estamos na campanha para ampliar a batalha politica e social [para fazer número, portanto]. Proibir os despedimentos… privatizações… dissolver o BCE. [eu dizia-te o que é que eu dissolvia] 

PNR – A U.E. prejudica Portugal. É tempo das pessoas procurarem para que a culpa não morra solteira. Propomos uma voz diferente… insegurança… criminalidade [militantes armad… enganei-me]. Ontem, Setúbal e tal [já estava à espera]. Reforço dos meios policiais… redução da imputabilidade para os 14 anos… menos imigrantes… [mocidade portuguesa…]

PCTP/MRPP – Os imigrantes são mal tratados no SEF [lá se vai a coligação PNR-PCTP]. Votar  no pctp/mrpp pode ser uma tribuna importante[pode ser e pode não ser]. Para vermos que afinal tínhamos razão… semana de trabalho de 30 horas… salário mínimo europeu… crédito bancário … as taxas de juros mais baixas para Portugal…

PT – Mais transparência nas instituições europeias… que as leis sejam feitas pelas pessoas eleitas e não pelas nomeadas… gestão dos recursos marinhos…

CDS-PP – Votem porque os deputados do CDS, fazem a diferença. O PS e o PSD são diferentes mais iguais… o CDS tem reservas em relação à adesão da Turquia [malandreco o nosso presidente].

CDU – Um voto na CDU é a ruptura com estas politicas que destruíram, isto e aquilo… defesa dos interesses nacionais… os deputados da CDU trabalham e apresentam isto e aquilo… aprofundamento da democracia... uma Europa de Estados iguais e soberanos… [viva à china]

BE – A direita que oiça os Bispos sobre a questão da segurança [parti-me a rir]. Os políticos perderam a confiança dos cidadãos… não devemos premiar os políticos que têm responsabilidade na crise.

PSD – Ficam claro dois modelos… o das grandes obras publicas, do desperdício [do lobo mau]… o PS não fala na questão do Durão Barroso… Há o modelo das propostas concretas [do lobo na pele de cordeiro]… o combate da pequena e média criminalidade a nível europeu… há um voto que faz a diferença e que pode impor a mudança… o do PSD. [pois é…]

MEP – Uma Europa de rosto humano… olhar para os pais fundadores… partilhar… paz… lógica de solidariedade e interdependência [prometi-me que não ia fazer isto…]… a história da Europa comove… os políticos visionários e humanistas… comunidade de povos e pessoas… há os imigrantes para acolher [satisfeita Laurinda? Já estou a chorar]… unidade na diversidade… [sempre achei que estes debates apelavam ao coração]

 

 

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Voto de Protesto pelo Voto de Protesto


Em Santa Comba Dão foi inaugurada neste 25 de Abril, a Praça de Oliveira Salazar [que sofreu obras de requalificação]. Logo surgiram rebuliços por causa da data escolhida com acusações a voarem de um lado [“falta de maturidade política”] para outro [“Irresponsável, fascizante e salazarenta”]. João Lourenço, o presidente laranja do município em causa, chegou a considerar que a escolha da data era até uma coincidência feliz por significar que as obras estavam concluídas a tempo de um feriado para serem inauguradas.


Para além de uma tremenda falta de bom senso, de pouco mais podemos acusar este presidente de câmara. Estadista ou não, ditador com certeza, lembremo-nos que estamos a falar do vencedor do concurso “Os Grandes Portugueses” [é sempre bom relembrar: 1º Salazar; 2º Cunhal \ tirem as elações que quiserem].


Qual é o verdadeiro problema com a praça sob este nome e a sua inauguração [para além da referida falta de bom senso]? Tempos de antena deveriam era ser dados à rua Oliveira Salazar, que entronca com a Rua Capitão Salgueiro Maia, em Atalaia. Isto sim é que é um bom humor na atribuição de nomes de ruas, etc.
Estarão a democracia ou os valores de Abril, a serem postos em causa? Por amor da santa… Em hora e meia de notícias, a democracia é posta em causa mais vezes pelos actuais protagonistas políticos, do que alguma praça Salazar conseguiria num ano [mesmo sendo inaugurada no 25 de Abril, com uma placa: “Respiro Estado Novo, alimento-me de Salazar e dormiria com Caetano”].
O propósito do 25 de Abril não seria certamente a política de chachada partidocrática que se vive diariamente na Assembleia da República.

Acontece que o parlamento aprovou, um voto de protesto do BE a condenar a atitude da Câmara Municipal de Santa Comba Dão.

Voto de protesto pela inauguração, no dia 25 de Abril, da remodelação da Praça Salazar, em Santa Comba Dão:


Considerando que:
A Câmara Municipal de Santa Comba Dão anunciou que vai inaugurar no dia 25 de Abril a remodelação de uma praça da cidade a que foi dado o nome de Salazar.

Na placa, exposta nessa praça, Salazar é apresentado como "professor universitário e estadista", omitindo-se o seu papel histórico como ditador à frente de um regime político anti-democrático e repressivo.

A Assembleia da República, reunida em plenário, delibera:

- Repudiar todas as tentativas de branqueamento da imagem de Oliveira Salazar, responsável máximo por uma das mais longas ditaduras do século XX.


- Expressar a sua surpresa e indignação pelo facto de a Câmara Municipal de Santa Comba Dão inaugurar no dia 25 de Abril a remodelação de uma praça a que foi dado o nome do ditador Oliveira Salazar.

São Bento, 24 de Abril de 2009
Os Deputados e Deputadas do Bloco de Esquerda”



Assim Sendo

Voto de Protesto pelo voto de protesto pela inauguração, no dia 25 de Abril, da remodelação da Praça Salazar, em Santa Comba Dão:


Considerando que:


A Assembleia da República aprovou um voto de protesto pela inauguração da remodelação de uma praça, provando assim os deputados que nada mais têm para fazer do que se preocupar com meros fait divers.

Não satisfeitos com os balúrdios que gastaram do erário público, em computadorzinhos, telazitas, e outros burlicoques, enquanto o país anda em crise e povo sofre.

O Politikae, reunido na mesa da cozinha, delibera:

- Repudiar todas as perdas de tempo levadas a cabo pelos deputados(as) da Assembleia da República, responsáveis máximos por uma das mais débeis democracias do século XX e XXI.

- Expressar a sua surpresa e indignação pelo facto de os deputados(as), continuarem a usar e abusar dos seus cargos, relegando para segundo plano as necessidades nacionais, em nome de uma maior vigência partidária.


Lisboa, 5 de Maio de 2009,
Todas as pessoas com o mínimo de bom senso.
[que faltou ao presidente da Câmara de Santa Comba Dão]

Democracia minada



Passou-se o 1º de Maio e ficou a agressão a Vital Moreira. Ninguém com meio palmo de cabeça poderá concordar com agressões e insultos a seja lá quem for, porém o que fica destas agressões é a tentativa de transformá-las num facto político.
Vital Moreira vai buscar o seu passado político para justificar tais agressões, algo que não anda longe da verdade, mas também aponta o dedo ao PCP e à própria raiz comunista, como se pode ver pelo seu blogue Causa Nossa [1;2], curiosamente indo buscar forças ao candidato do PCP, José Saramago. Vitalino Canas, que é como quem diz o PS, responsabiliza directamente a CGTP e o PCP e faz um pedido de desculpas.
Nesta situação, haver ou não tal pedido [certamente não haverá] é perfeitamente irrelevante para o PS. O que verdadeiramente importa é a criação de um facto político na tentativa de servir dois objectivos. O de limpar potenciais consequências negativas deste 1º de Maio para o governo PSócrates®, e o de renovar a campanha de Vital às europeias.

Serve o PS, pois enquanto andam todos muito ocupados com agressão para aqui e agressão para ali, o que deveria ser o verdadeiro significado deste 1º de Maio, entenda-se, as revindicações dos trabalhadores \ o descontentamento de muitos [não… não sou comunista], uma discussão sobre as causas da actual situação em que se encontra o nosso país e muitas vidas, bem como uma avaliação do desempenho do governo, é deixado de lado. Como se pôde ver… funcionou às mil maravilhas. Por exemplo, por muito que Carvalho da Silva tentasse durante as entrevistas, centrar o tema nos trabalhadores… bla bla bla… viu-se impotente perante o tema “Agressão a Vital”, [decidindo tirar proveito].. O PS centrou baterias nesse tema, de modo a marcar a “agenda noticiosa”, e conseguiu. Não que fosse preciso muito esforço, dada a tendência “cor-de-rosa” dos serviços informativos na guerra pelas audiências.
Um segundo objectivo [e não menos importante] é a tentativa de obter um “efeito Marinha Grande”, reacendendo a campanha de Vital Moreira, ao mesmo tempo que se aumenta o prestígio do PS junto dos eleitores. Aqui, penso que serão menos bem sucedidos, pois o candidato não é Mário Soares e as circunstâncias são bem diferentes.

É assim que se vive a realidade da política portuguesa… com estes jogos de bolso. O que só por si não seriam nada de negativo caso houve-se mais dinamismo político, e partidos dispostos a praticar uma democracia consistente e não uma democracia eleitoralista minada.
Um pequeno exemplo desta tal democracia minada transparece na novela da “Agressão a Vital”.
Declarações de Vitalino Canas:
“A CGTP e o PCP criaram, durante esta legislatura, um ambiente de ódio. E este acontecimento foi a expressão desse ódio que foi sendo gerado contra o PS”
Ao que Jerónimo de Sousa retorquiu:
"não vai conseguir maioria absoluta (…) Por isso nós não nos impressionamos com essa arrogância, com essas ameaças. Qual pedir desculpa qual carapuça, desculpas tem Sócrates que pedir ao povo português por aquilo que prometeu e não cumpriu"

Um sacode o capote, pois foi o PCP e a sua filia… e a CGTP que gerou o “ódio” e não algo que o PSócratismo seja responsável. O outro atira palha para a fogueira na tentativa de tirar proveito da situação… Lembre-se… ainda falamos de agressões… [ler Manuel Alegre]

Autárquicas em Lisboa


“Os promotores da petição que defende uma convergência de esquerda nas eleições autárquicas em Lisboa vão pedir reuniões aos partidos e movimentos de cidadãos, por considerarem que ainda é possível estabelecer uma coligação pré-eleitoral. O "Apelo à Convergência de Esquerda nas Eleições para Lisboa" foi lançado no dia 13 de Abril e recolheu mais de 1300 assinaturas até agora.” Público


Petição ver aqui.


Será que Santana ainda mete medo? Será que a esquerda lisboeta quer mais do que Costa consegue dar? Sem o PCP e o Bloco, tal convergência é um mero mito.

Interessante será ver a estratégia de Costa e do PS. Manterá o triunvirato Costa, Roseta, e Sá Fernandes. Ou aproveitará para deixar cair Roseta [e o movimento que a suporta, que tem vindo a perder expressão], e Sá Fernandes [que já não tem bloco].
Sem se saber o que acontecerá aos votos de Carmona, diria que o clima é de contenção na contagem dos eleitores para o PS, assim sendo deixar cair seja lá quem for não deixa de ser um erro táctico. Já a “convergência de esquerda”… boa sorte com o BE e com o PCP…

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A crise não é para todos

Realmente esta é uma imagem que posso usar em muitos artigos. Vou tentar não abusar [muito].

Adiante…


Convido-vos a ver este vídeo que mostra a preocupação de alguns com a crise de muitos.[carregar na imagem]


Carros de luxo, são certamente um objecto essencial para o prestígio, mesmo quando quem paga esse um milhão é o contribuinte. Mas em tempo de “crise” os gastos não ficam por aqui. Eis a "poupança" feita nas recentes obras levadas a cabo no “nosso” parlamento… coisinhas triviais:





Isto já para não falar na lei maravilha que significa, “o aumento de mais de 55 vezes em relação ao tecto actual e que se aplica às quotas e contribuições dos militantes e ao produto de angariação de fundos. Uma mudança que, por consenso dos restantes partidos, permitirá ao PCP regularizar as contas da Festa do Avante!, que esbarravam nas exigências de pagamentos com cheque, por exemplo.” Público

Pensar-se-ia que com esta alteração a ideia seria a de reduzir a entrada de dinheiros públicos nos partidos. Mas, não. Pensar-se-ia mal… muito mal.


Nesta democracia partidocrática de figurões e emplastros, em que os partidos pensam que agir democraticamente é recusar as propostas uns dos outros e partirem para a mútua agressão, numa coisa estão todos de acordo:
- Mamar na tetinha da “vaquinha contribuinte” é o que está a dar, e está para ficar.
Já agora. As eleições vão custar ao Estado, 100 milhões de Euros.

Um Bom ano eleitoral……

Sócrates “o verdinho”

José “o verdinho” Sócrates, ex-ministro do ambiente e actual primeiro-ministro, líder autoritá… suprem… líder de um executivo onde a coerência impera, volta atrá… reformu… estabelece novas metas para o combate às violações ambientais.

O executivo de José Sócrates propõe agora “a redução da larga maioria dos valores das coimas, com especial relevo para os limites mínimos”, segundo o comunicado do Conselho de Ministros.” Público

As mesmas coimas ambientais, que foram aprovadas pelo próprio executivo do PS em 2005.
Porém esta não é a altura para criticar o governo neste “retrocesso”, afinal, o objectivo é o de “conferir ao regime aplicável às contra-ordenações ambientais um carácter mais adequado ao quadro socioeconómico do país, ajustando a punição à necessidade de não comprometer a subsistência de pessoas singulares e de pessoas colectivas de pequena e média dimensão”.

Mas é muita consideração, digo eu. O Ambiente certamente agradece... e os poluidores pobres também… É muito louvável da parte do Governo primar pelo socialismo das coimas ambientais.







Quando pensava já ter lido tudo o que não queria [não que já não esteja habituado], surge em frente dos meus olhos a proposta de criação de um regime especial para arrependidos. Um nome bonito para a redução da coima a pessoas ou empresas que admitam ter cometido uma infracção e [note-se] se mostre diligente em não o fazer de novo.
Pergunto-me: O que significa mostrar-se diligente em não fazer de novo?
Melhor Pergunta: Será este “regime” aplicado ao excesso de velocidade e às multas de estacionamento? [Senhor guarda, juro que não volto a fazer]

Regime especial para arrependidos. Tradução: Escapatória legal para reduzir [ainda mais] a coima do poluidor [rico ou pobre, grande ou pequeno].


segunda-feira, 27 de abril de 2009

PSocrates®



O PSocratismo nos seus altos e baixos tem um estilo governativo muito próprio, em que algumas características são facilmente apontáveis…
Agora… Nesta notícia estão presentes quatro das características mais proeminentes do PSocratismo [uma outra].





Senão vejamos:

1ª – “A decisão ponderada” – Primeiro decide-se o que fazer, e depois ouvem-se os peritos.

2ª – “A pressa inconsequente” – “…para que a escolaridade obrigatória de 12 anos se concretize depressa…”.

3ª – “O eleitoralismo latente” – O timing da medida (a esta podem juntar-se muitas outras pérolas).

4ª – “A deturpação da realidade” – “Nestes últimos anos foram tomadas várias medidas que explicam este avanço em termos de escolarização”


Go PSócrates 2009 "Because I Can" e já agora, porque não:

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril

· O filme do golpe de Estado - No regimento de Engenharia 1 da Pontinha, Otelo, Jaime Neves e Garcia dos Santos ultimam os preparativos para a instalação do posto de comando do previsto golpe de Estado (23 Abril).

[Plano Geral das Operações de Otelo Saraiva de Carvalho: 1; 2; 3.]

· Tomás inicia, às 22 horas do dia 24 de Abril, a última visita oficial, à Feira das Indústrias. · Às 22 horas e 55 minutos transmite-se a senha para o desencadear do movimento através dos Emissores Associados de Lisboa: a canção de Paulo de Carvalho E depois do adeus.


· Às 0 horas e 25 minutos, a Rádio Renascença emite a canção de José Afonso Grândola Vila Morena, senha confirmadora do movimento,

· Às 0 horas e 25 minutos começam as movimentações das forças revoltosas.

· Às 3 horas, ocupação do Rádio Clube Português, da RTP, da Emissora Nacional, do Aeroporto de Lisboa, do Comando da Região Militar de Lisboa, do Quartel Mestre General e da Rádio Marconi, por forças do Batalhão de Caçadores 5 e da Escola Prática de Administração Militar, do Lumiar.

· Às 4 horas e 30 minutos, o Rádio Clube Português emite o primeiro comunicado do MFA, a partir do Posto de Comando, situado na Pontinha.

· Às 5 horas e 30 minutos chegam ao Terreiro do Paço os blindados da Escola Prática de Cavalaria de Santarém comandados pelo capitão Salgueiro Maia, começando a ocupação dos ministérios. À mesma hora, outras tropas aderentes ao movimento, vindas de Vendas Novas e Estremoz, ocupam posições junto ao Monumento do Cristo Rei, em Almada.




· Às 7 horas e 30 minutos, novo comunicado do MFA, explica que o movimento visa a libertação do País do regime que há longo tempo o domina.
· Às 8 horas, uma coluna do regimento de Cavalaria 7, da Ajuda, vai para a zona do Cais do Sodré, a fim de fazer render as forças revoltosas. Retiram-se às 10 horas da manhã.
· Às 11 horas, forças revoltosas comandadas por Salgueiro Maia chegam ao Largo do Carmo e são logo fechadas as portas do quartel da GNR, onde, de forma absurda, se refugiara Marcelo Caetano.

· Às 15 horas, são disparados os primeiros tiros sobre o quartel, por não ter havido resposta ao ultimato de rendição.
· Às 15 horas e 30 minutos começa a movimentação de intermediários entre Marcelo e Spínola, visando a entrega do poder. Destaca-se o secretário de Estado da informação e turismo, Pedro Pinto, bem como os seus colaboradores Feytor Pinto e Nuno Távora.
· Às 16 horas, Salgueiro Maia entra no quartel e conversa com Marcelo Caetano.
· Às 18 horas o general Spínola chega ao quartel do Carmo.
· Às 19 horas e 30 minutos, Marcelo Caetano e os ministros que o acompanham são metidos dentro de uma Chaimite e conduzidos ao quartel da Pontinha.
· Os regimes, em Portugal, caem de podre porque, muitas vezes, ultrapassam todos os prazos de validade que lhe garantiam autenticidade. Só que a apatia e o indiferentismo, gerados pelas manobras da elite no poder, lançam o colectivo numa inércia cobarde, inversamente proporcional ao activismo do oposicionistas, cujo vanguardismo, marginal face à opinião pública, resulta, precisamente, da frustação de não se sentirem, entre ela, como peixe na àgua.
· Com data desse dia, são emitidos vários diplomas destituindo o Presidente da República e o Presidente do Conselho de Ministros, dissolvendo a Assembleia Nacional e o Conselho de Estado, exonerando os governadores civis, extinguindo a DGS, a Legião Portuguesa e a Acção Nacional Popular.
· No dia 26 de Abril, à 1 hora e 30 minutos é lida, através de um directo da RTP, a proclamação da JSN. Esta e os dirigentes do MFA instalam-se na Cova da Moura, onde, até então, funcionava o Secretariado da Defesa Nacional.
· Às 7 horas e 30 minutos sai do aeroporto de Lisboa um avião com destino à Madeira, para onde seguem Américo Tomás, Marcelo Caetano, Silva Cunha e César Moreira Baptista.

· Há várias manifestações de apoio ao MFA e é intensa a perseguição a agentes da DGS. Amnistiados crimes políticos. O entusiasmo adesivo leva a que uma anedota considere que afinal só havia quatro fascistas em Portugal: os líderes desterrados para a ilha da Madeira.

[Fonte: Tradição e Revolução, Uma biografia do Portugal Político do século XIX ao XXI, Volume II, por José Adelino Maltez]

Afinal, ficaram os não fascistas...

O Presidente da República, António de Spínola com os membros do I Governo Provisório, após tomada de posse do elenco ministerial.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Isto é que é Política




Registo:
Presidente do PSD... a estrela de um filme da JS.


Ver aqui:






Dos defensores dos Direitos Humanos

Agora que Obama tem que lidar com o grande legado Bush de tortura, digno de uma China [etc], surgem umas coisinhas que se não fossem graves, seriam até engraçadas.
Viva os Direitos Humanos

Ano eleitoral é assim


O PSD avança com o seu projecto de lei que criminaliza o enriquecimento ilícito



[do qual Rui Rio demarca-se… atitude que já provoca reboliço nas hostes laranjas... muito embora…
Quanto à substância das questões, Rui Rio [note-se, o vice-presidente social-democrata] não conhece a proposta do partido, quanto ao significado político quer dizer uma demarcação em relação à orientação oficial do partido. Mais do que isto é já especulação» O Professor
Enfim…]



Muito interessante, esta recente corrida ao combate à corrupção e aos abusos de alguns em ano eleitoral, especialmente vindo do PSD [simplesmente por ser o PSD de sempre] e do PS [que durante a maior parte da sua governação, empurra para o lado o “combate”, e criou um fantoche “tapa olhos” de prevenção].
Das duas uma, ou é chumbado por pormenores [importantes sem dúvida] e nada, ou chumba e é feita uma legislação à pressa [PSocrates®], que funciona mal e não atinge o objectivo.
São só mais uns tempos a brincar ao quem defende mais o pequenino, e depois volta ao normal.
Nem sei porquê todo este alarido, a corrupção em Portugal… não existe.

EP = Energia Positiva

Nas noites dos dias 3 e 4 de Abril elementos da EP - Estradas de Portugal, SA, terão sido vistos a remover 22 sinais de trânsito (proibição de circulação a veículos transportando mercadorias perigosas) que haviam sido colocados pela autarquia de Santiago do Cacém em Março.” Público

Então a EP passou de "não ver inconveniente no condicionamento de trânsito de veículos de mercadorias perigosas”, para remover os sinais de trânsito que proibiam a circulação no interior do conselho, o que é fantástico, e com certeza nada teve a haver com o facto da GALP se recusar a aceitar tal proibição. Certo é que a última coisa que pode acontecer, é a GALP [única empresa a se recusar a aceitar tal proibição] perder competitividade em relação às outras empresas, até porque o dinheiro que a referida empresa roub… … cobrou aos automobilistas durante a crise petrolífera, pode não dar para cobrir a tal perda.

Vendo bem, a GALP e a EP é que têm razão… Desde quando é que em Portugal a população manda mais do que um grande grupo económico?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Processar, não processar. Qual a questão?

"Manuela Moura Guedes vai avançar com um processo judicial contra José Sócrates, revelou a jornalista ao PÚBLICO. José Sócrates fez, na entrevista à RTP, várias referências negativas Jornal Nacional de sexta-feira da TVI, apresentado pela subdirectora do canal, que a jornalista considerou “injuriosas”."

Declarações do PM:
"Vocês não vêem o telejornal da TVI à sexta-feira? Aquilo é uma caça ao homem, é um espaço noticioso feito por ataque pessoal movido por ódio!" é "um telejornal travestido".

Não sou espectador assíduo do referido telejornal [a não ser quando estou virado para uma boa comédia], mais ainda… rigor, seriedade, etc, seriam as últimas palavras que me ocorreriam ao descrever tal programa noticioso e [já agora] tal jornalista… [não me processe sff…], porém não vi com bons olhos a maneira como Sócrates criticou ambos, até porque trata-se do “nosso” Primeiro Ministro a descer a níveis impróprios [nada que não estejamos habituados].
De qualquer maneira penso que processá-lo, para além de ser o mesmo que faz o nosso autoritário e obtuso PM [não me processe sff…], é simplesmente… triste…

Mariano não é gago quando deve (2)

Lê-se no Público de hoje:
"Mariano Gago garante que a crise está a passar ao lado dos estudantes do ensino superior"
Problemas? Nenhuns... já aqui, os problemas também eram inexistentes.
Na verdade, o título da notícia é a única coisa que me incomoda... recomendo:
"Realidade portuguesa passa ao lado do Governo"

terça-feira, 21 de abril de 2009

Debate com D grande!


Prós e Contras e um belo d’um debate pré-legislati… quero dizer… europeias.
Mais uma vez tivemos a oportunidade de apreciar a verdadeira garra da política portuguesa… Insultos, meias palavras, interrupções, acusações, risos cínicos, quartos de verdades, vitimizações, e dramas eleitorais.


Verdadeiro orgulho, foi o que senti ao ver aqueles que se propõem a representar os portugueses na União Europeia, esgrimir com tanta… … graciosidade, os argumentos e as propostas que suportam as suas candidaturas.
Não notaram? Certamente que o espectador mais atento conseguiu ver além, dos comentários jocosos, das acusações, e das alusões ao passado. O Debate não foi centralizado nas “morais de pacotilha”, nos “Se julga que me assusta com esse ar de … errr… militante… errr…”, nos “4 contra um” [coitadinho!], nas faltas de elegância, nos papelinhos e papelotes cheios de gráficos e frases em destaque, prontinhos para uma mútua agressão.


Quero deixar uma palavra de apreço à candidata Ilda Figueiredo, pois é um prazer ver alguém que sabe estar e debater verdadeiramente os assuntos. Sim… interromper, interromper e interromper, ao mesmo tempo que reclamamos “tempo de antena” é a melhor forma de se fazer ouvir. Não é nada que não esteja habituado, dado que de quando em vez assisto ao programa Euro deputados da RTP 2, e o espectáculo é o mesmo. Verdade seja dita que o comportamento dos restantes não foi melhor, com a excepção de Miguel Portas, que se manteve “composto” do princípio ao fim [honra lhe seja feita]. Comentáriozinhos à boca pequena, uns a falar por cima dos outros, tanta foi a confusão, que a certa altura pensei: “olha que me enganei e estou a ver o CircoTV [nome carinhoso para a ARTV]”.


Após mais ou menos três quartos de debate concentrado na política nacional, e nas intrigas politiqueiras, não consigo pensar em melhor forma para motivar os portugueses a votar numas eleições que já são consideradas, secundaríssimas…
Uma coisa posso garantir… Fiquei cá com uma vontade de ir votar nas Europeias…

sexta-feira, 6 de março de 2009

Reformas


Não costumo ligar aos e-mail's com anedotas... mas há uns...


O carteiro que roubava os cheques das reformas aos velhos pensionistas, morre e vai para o inferno.
Lá encontra o Diabo que lhe diz:- Como castigo pelos teus pecados em vida, vais ficar uma eternidade dentro de um imenso tanque cheio de m****, atolado até ao queixo.
Ele olha para o lado e vê a Manela Ferreira Leite dentro do mesmo tanque com a m**** só pela cintura.
O carteiro irritado, chama o demónio e reclama:- Desculpa lá!! Assim não dá!! Tem dó, eu não roubei tanto assim! Só roubei o dinheiro dos reformados de Vila Nova de Gaia e estou aqui quase afogado em m****, enquanto a Manela que roubou a reforma a tantos funcionários públicos e pensionistas, está atolada em m**** só até à cintura?
O diabo, muito zangado, olha para a Manela e grita:- Manela! Sai já de cima da cabeça do Sócrates!!!!!