segunda-feira, 22 de junho de 2009

Os políticos da treta: Ex. Rangel


Imagem retirada do Politikae Imagens [Europeias 09]
Vez após vez os políticos portugueses mostram aquilo que verdadeiramente são… politiqueiros de segunda, culpados por uma retórica eleitoralista da treta, culpados pela descredibilização da política, culpados pela abstenção… este que se segue é somente mais um exemplo:
“Ontem à noite, na SIC Notícias, quando confrontado com a possibilidade de abandonar Estrasburgo na eventualidade de os sociais-democratas vencerem as legislativas, o ainda líder parlamentar afirmou: “Não afasto [essa possibilidade]. Não me custa nada dizer que não afasto.” Público

A mim não me custa nada… nada mesmo, dizer que esta posição é muito triste [note-se a contenção das palavras].


Depois do drama criado pelo candidato Paulo Rangel, em torno de Ana Gomes e Elisa Ferreira “as duplas candidatas” do PS, vem o eurodeputado Paulo Rangel, dizer que até pode voltar à política nacional caso o PSD venha a vencer as legislativas. Afinal o problema não era estarem a candidatar-se para um lugar que não pretendiam cumprir… afinal o problema era terem anunciado tal pretensão durante a campanha. Não me levem a mal, não vejo com bons olhos a questão da dupla candidatura, mas também não aprecio alguém que faz birra por causa de tal candidatura por motivos eleitoralistas, candidata-se para um lugar, e quando o consegue, até considera manda-lo às couves na primeira oportunidade que tenha. Muito pouco… qual é a palavra?... coerente… honrado… fiquemos por pouco democrático.


Após passar semanas “a chorar e a guinchar” por causa das contradições do PS e seu cabeça de lista, o que faz o Sr. Rangel? Contradiz-se… Em Albufeira, por alturas de campanha perante um militante do PSD, que lamentava a ida do líder parlamentar para o PE, pois já não iria “fazer oposição ao senhor Sócrates”, Rangel disse:
“Estou absolutamente esperançado de que o engº Sócrates não será primeiro-ministro após Setembro e, por isso, já não precisa de oposição no Parlamento (…) Se eu estivesse convencido de que ele seria primeiro-ministro a seguir, eu teria ficado.”
Assim sendo, seria mais útil em Bruxelas… O que mudou? A percepção de que o PSD poderá mesmo ganhar as legislativas… Anda a cheirar vitória e destaque? Já não lhe interessa ser “útil” em Bruxelas? Talvez esteja impulsionado pelo seu papel na vitória às europeias… o herói do PSD… não se engane. Duvido muito da implicação directa Rangel – vitória do PSD.


Bom bom, seria o “herói do PSD”, ganhar vergonha na cara, manter-se como eurodeputado e cumprir o mandato que os portugueses lhe confiaram do princípio até ao fim, ao invés de se armar em António Costa… Durão… enfim… em politiqueiro carreirista.

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