quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Presidente cavaco numa maré


(imagem retirada do Priorato de Idiotas)


De acordo com esta sondagem o Presidente da República não anda lá muito popular.

Talvez fosse melhor repensar a ida aos Gato Fedorento.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Jornal de Sexta TVI


A ERC reprova a cessação do Jornal Nacional de Sexta [deliberação em PDF]:

“a referida decisão consubstancia uma intervenção contrária à lei e lesiva das atribuições e competências próprias da direcção de Informação”




Quanto ao Jornal de Sexta:




Decisão ilegal, contrária às boas práticas, fruto de influências… será com certeza, porém neste caso diria que há males que vêm por bem.

Sistema de purga do PS


O PS já pôs um marcha os processos de expulsão dos militantes socialistas que se candidataram e apoiaram listas independentes para as autárquicas. Uma limpeza via disciplina partidária.



De acordo com os estatutos do partido socialista a pena de expulsão é aplicável quando o(a) visado(a) incorreu numa falta grave:

“Considera-se igualmente falta grave a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do Partido, inclusivé nos actos eleitorais em que o PS não se faça representar.” Número 5, art.94, dos estatutos do PS

Isto significa que Narciso Miranda [Matosinhos], Maria José Azevedo [Valongo], Manuel Vieira [freguesia de Santo Ildefonso], e restantes, assinaram a sua própria saída do PS.


Sempre vi este tipo de disciplina partidária como pouco democrática, pois denuncia a faceta mais autoritária da política, coisa que não tem lugar num mundo engrandecido pelo pluralismo de ideias e opções. Qual é a razão para tal regra, que não seja o controlo, controlo… rédea curta, e em última instância formatação comportamental apontando para a mental. Ninguém poderá afirmar que apoiar uma candidatura independente [ou mesmo integrá-la], equivale a deixar de ser socialista. Senão, o que dizer sobre os que apoiaram Alegre para as presidenciais? Anti-PS?


Se é que a expulsão por estas razões fez alguma vez sentido, hoje em dia, uma purga deste género é no mínimo desadequada. Para esse mesmo efeito já bastam as movimentações de bastidores que são autênticas purgas, mas das relações de poder partidárias.


Um pensamento em tudo semelhante ao que fundamenta a validade de uma disciplina partidária rígida é o do sentido de voto. O próprio Satanás acorda se um militante mais graduado alguma vez disser que não votou no seu partido. A quase obrigatoriedade do voto independentemente das pessoas e ideias é em tudo perturbador [ideia desenvolvida aqui]. No entanto não sei o que é pior:
- Se a tentativa de automatizar os militantes;
- Se a admissão de que a orientação de um partido é tão limitada, que oferece sempre uma via, a única para uma pessoa que em plena consciência abraçou um determinado partido;
- Se a ideia peregrina de que perante a decisão, o que eu considero melhor para o país [ou distrito, etc.], ou o que o partido considera ser melhor, um bom militante não pensa por si.

   Enfim…

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O que é o PPD/PSD


Este post vem na sequência de um comentário deixado por em leitor.



O Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata [PPD/PSD] é um só partido, que a bem dizer é um PPD com uma capa social-democrata. Nem pouco mais ou menos o PSD alguma vez deixou de ser um partido de direita [ora + conservadora, ora + liberal / e por aí continuará], por muito que se queira pintar de social-democracia de terceira via [coisa que já agora é o que melhor define o PS de agora].


A passagem de PPD para PSD foi um processo de maquilhagem política que passou da adopção da forma social-democrata, para a mudança do nome. Este processo resultou da necessidade, algo eleitoralista, de se distanciar da União Nacional [mais precisamente da ala liberal desta].


Depois do 25 de Abril, com o PREC, e mesmo depois do 25 de Novembro, a última coisa que um partido recém-criado precisava era que os confundissem com fascistas. Por causa do Estado Novo, a direita em Portugal ganhou na psique portuguesa uma associação quase directa à direita conservadora autoritária. Isto ligado a algumas pessoas do PPD facilmente "associáveis" ao regime fascista, fez com que  o PPD fosse obrigado a se transformar em  PSD, pois social-democracia “caía” melhor no ouvido. Ao contrário do Centro Democrático Social [CDS] por exemplo, que não sentiu necessidade em alterar o nome, pois os também “democratas cristãos” já haviam assentado arraiais no centro.

Para que não haja dúvidas da ocorrência de tal confusão entre o PPD e os fascistas, deixo-vos com uma pérola da nossa democracia:



Sessão de 17 de Outubro de 1975

“(…)

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Jaime Serra.

O Sr. Jaime Serra (PCP): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: A intervenção do Dr. Sá Carneiro no comício-manifestação do PPD em Braga, no dia 16, merece-nos as seguintes considerações.
Perante o crescente isolamento e marginalização política do partido de que é secretário-geral, S. Ex.ª ...

Risos.

...parece ter entrado em delírio Qual megalómano, qual candidato a "Führer de feira", permite-se fazer acusações irresponsáveis e caluniosas e intimações impertinentes, dirigidas as primeiras ao PC e as últimas ao PS. Assim, mostrando não ter esquecido as lições de Marcelo Caetano e de Tomás, dos ideólogos da ANP, dos seus companheiros de bancada na Assembleia Nacional fascista e, sobretudo, o tom e conteúdo das notas da PIRE, em que se inspirou, certamente, neste discurso, acusa o PCP - além de outras coisas - de antidemocrático, ...

Risos.

... de anti-português.

Uma voz: - Justíssimo!

O Orardor: - Tais acusações, vindas donde vem, estamos certos que prejudicarão, aos olhos do povo português, mais o PPD que o Partido Comunista Português.

Uma voz: - Não se preocupe!

O Orador:- Do PCP, o nosso povo conhece a heróica e consequente luta ...

O Sr. Costa Andrade (PPD): - Ai que ternura!

O Orardor:- ... pela democracia, pela liberdade e independência nacional, ao longo de quase meio século de ditadura fascista, e conhece a consequente actuação em defesa das conquistas da Revolução iniciada em 25 de Abril, face às arremetidas da reacção, do PPD e seus comparsas.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: Dos homens do PPD - partido do depois do 25 de Abril - e dos seus dirigentes, particularmente do seu secretário-geral, o nosso povo, cuja memória não é curta, conhece a colaboração que prestou em várias frentes ao regime fascista de Tomás e Caetano. Conhece também a sua actuação política mais recente, que, num crescendo impressionante se identifica cada vez mais com os interesses da reacção, dos monopólios e do imperialismo, inimigos jurados de Portugal e do povo português.
Quem é, portanto, anti-português? Quem é, portanto, contra a independência de Portugal?

Uma voz: - O PCP!

O Orador: - O PPD, já se vê!

Uma voz: - Grande poeta ...”

domingo, 18 de outubro de 2009

Primeiro os Balcãs agora o PSD


Mesmo sem um czar a lhes respirar no pescoço, o PSD continua um território de pequenos-médios feudos. Algo muito devido à acção sectária e por conseguinte pouco unificadora levada a cabo pela actual direcção do partido. Falharam em conseguir atingir consensos quando optaram pela “linha dura” e demasiado “proteccionista” que tanto caracteriza esta “facção”.




Os que estão fora do círculo de poder apostam na derrota eleitoral e na necessidade regeneração, como grandes bandeiras contra a direcção do partido. Depois das últimas jogadas de xadrez, continuam os xeques incessantes, na tentativa de posicionar o Rei [neste caso a Rainha] para o mate.




Marco António [que se recandidata a líder do PSD Porto] volta a bater no assunto:


Verdade seja dita que a falta de brilhantismo estratégico, na comunicação, tomadas de decisão e timming, demonstrado pela actual direcção [isto já para não falar na líder], está a facilitar o caminho para os “coveiros do cavaquismo” e afins.


Veja-se o drama Aguiar Branco, que poderia perfeitamente ter sido evitado [seja ele golpe palaciano ou não]. Claro está que é escusado virem com dramas existenciais sobre a liberdade do grupo parlamentar em escolher o seu líder, pois já têm a ascenção de Paulo Rangel no currículo.


Ainda no PSD, João de Deus Pinheiro e a sua “rapidinha” no parlamento [deputado por 30 minutos] causam um mau estar por entre o PSD Braga, com Virgílio Costa a criticar veementemente a decisão repentina do ex-quase-deputado. O líder do PSD Braga está preocupado com a credibilidade do partido no distrito, por esta não ser uma situação nova:
- Em 1999 José Manuel Fernandes, cabeça de lista por Braga, trocou o cargo pela autarquia;
- Em 2005 Menezes fez o mesmo, ficando em Gaia.

Descredibilização? Não me parece… Rotina, isso sim.

Ecologia comunista




Heloísa Apolónia e José Luís Ferreira, ambos juristas, são as caras do PEV no parlamento, e bem podem se preparar para votar naquilo em que o PCP bem entender [dizem as más línguas].

Uma despedida merecida


Cavaco falou sobre a educação e desafios futuros.

Maria de Lurdes Rodrigues falou sobre o alargamento da escolaridade obrigatória.

E numa cerimónia comemorativa do centésimo aniversário do Liceu Camões, em que estiveram presentes o Presidente da República, e a Ministra da Educação, quem falou bem sobre política educativa foi um aluno, Pedro Feijó:

- criticando “o que disse serem os “entraves que foram postos à democracia nas escolas pelas novas políticas de Educação” e “a linha de orientação errada que a Educação tomou”;
- “O que o Ministério fez foi tirar credibilidade à democracia dentro e fora da escola”;
- “pior do qualquer lei, “foi a atitude do ministério”.



Mais uma vez, uma despedida merecida para a Ministra.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

E à quarta nega Sócrates criou governo

Sócrates o resiliente ganhou as eleições.

Sócrates o humilde pediu…. O PSD negou.

Sócrates o submisso pediu… O CDS-PP negou.

Sócrates o apaziguador pediu… O BE negou.

Sócrates o servo de todos os portugueses pediu… O PCP negou.

E à quarta nega Sócrates criou governo…


Seria uma bela história, não fosse esta uma patranha com um enredo de telenovela. Se bem que com todos os adornos até seja algo apelativa:

- “atitude de diálogo, de acordo com a expectativa” que os portugueses tinham do primeiro-ministro;
- “abertura sincera”;
- “estabilidade política”;
- “Eu respondo pela minha iniciativa, os outros partidos pela atitude que decidiram assumir”.


Histórias da carochinha de um Primeiro-ministro perito em engodo político [deve ser este o “talento” a que Alegre se referia]. Sócrates não esperava nada destas “reuniões de trabalho” e já tinha em vista um governo de iniciativa exclusiva socialista.

Tudo o resto são… [terminem a frase como quiserem]

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

AR em funcionamento...



A Assembleia da República teve hoje a primeira reunião plenária da XI Legislatura.


Desta reunião destaca-se a reeleição de Jaime Gama [discurso de Gama] como Presidente da AR, com 204 votos sim, 24 votos em branco, de um total de 230 deputados. Nada que não se estivesse à espera, dado que a proposta de recondução de Gama tinha como subscritores deputados do PS e PSD, e foi apoiada por CDS-PP, BE e PCP.



No decorrer desta reunião fomos também presenteados com o pedido de suspensão de mandato por parte do deputado do PSD, António Preto [até que o “caso da mala” se resolva (falsificação de documento e fraude fiscal)], e com o deputado relâmpago do PSD João de Deus Pinheiro . Alegando “motivos pessoais” o cabeça de lista do PSD por Braga acabou por ser deputado apenas por 30 minutos [Pedro Rodrigues, Presidente da JSD vai substituí-lo]. Nada mau…


Com um parlamento pautado por uma relação de forças mais dinâmica, que advém da maior dispersão do número de deputados pelas forças políticas [PS – 97, PSD – 81, CDS-PP – 21, BE – 16, e CDU – 15], da direita à esquerda falou-se no reforço do parlamento no cenário político português. Isto sem deixarem, os partidos da oposição, de dar uma achega na perda de maioria absoluta por parte do PS…


Veremos agora uma AR a braços com o Orçamento de Estado, com a revisão constitucional, com os investimentos públicos, e com uma relação de forças que determinará a direcção a seguir de todas as questões [tais como: Uniões de facto; Casamento gay; Educação;etc].


No canto do PS, Francisco Assis [candidato a líder parlamentar do PS] avisa “que a nova situação de minoria relativa exige que "nenhum partido se feche na arrogância e no dogmatismo", nem mesmo o da maioria. "Isso exige-se ao partido da maioria, mas também a todos os outros partidos".

Hum… “partido que se feche na arrogância e no dogmatismo”… isso faz-me lembrar qualquer coisa que tem a haver com a última legislatura… não me lembro….


Numa nota mais ligeira. O que fariam vocês se tivessem acabado de contratar um funcionário e no primeiro dia de trabalho ele já estivesse assim:



Enfim…

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vamos brincar à democracia

Depois de uma maioria absoluta marcada pelo autoritarismo e pela arrogância, PSócrates apanha as aparas eleitorais e é obrigado a brincar à democracia.

Assombrado pelo fantasma da governabilidade… melhor dizendo, fazendo uso do fantasma da governabilidade, o “partido do governo” recebe os outros partidos em “reuniões de trabalho” para os sondar, ou pelo menos para fazer vista e cumprir uma formalidade necessária, quando levado em linha de conta as circunstâncias políticas em que o PS se encontra.




Ao contrário do que pensa o nosso Primeiro-ministro, um quadro de diálogo político está longe de ser um último recurso de um governo em apuros. Este quadro de diálogo político, do qual não foi feito uso pelo governo quando em maioria absoluta, é o necessário para uma democracia saudável e flexível, mesmo quando obtido pela obrigatoriedade de um parlamento reforçado.


Fiquemos pelo optimismo de Manuel Alegre na crença do talento de Sócrates para governar sob estas condições, até porque não acredito que haja qualquer problema de governabilidade, antes pelo contrário, agora vamos ter mais democracia do que em muitos momentos da última legislatura. Tudo depende agora da boa vontade dos partidos com representação parlamentar em agir num quadro democrático e não num de tricas políticas.

Odisseia PSD

Tempo para o PSD analisar o desempenho do partido em 2009. Algo muito complexo, que requer uma apreciação aprofundada…





Tempo para “arrumar a casa, sarar feridas, e resolver querelas” diz Marcelo Rebelo de Sousa [possível candidato à liderança do PSD]. O Porta-voz do… quero dizer, Rebelo de Sousa considera ainda, que estes que são os últimos dos Moicanos [cavaquistas também serve] devem terminar o seu mandato, para que o partido possa estabilizar. Assim, sempre dá tempo para que os moicanos se misturem com outros “povos” e se reproduzam, parindo uma liderança que garanta a sobrevivência dos seus costumes e/ou crenças no seu território [PSD também serve].


Quem não vai na conversa é Passos Coelho que cheirando a fragilidade do lado de Manuela atira-se à jugular. Será candidato à liderança, e quer regenerar o PSD. Não impõe prazos, mas avisa que esperar demasiado criará instabilidade. Naturalmente que sim… pois deste lado da barricada a equação é outra…



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Confusão com votos no Tribunal de Loures



Foi a confusão ontem à noite em Loures, com uma trapalhada no Tribunal de Loures, que envolveu os votos da zona.


Na passada sexta-feira foi emitido um despacho pela presidente da Assembleia de Apuramento Geral do Tribunal de Loures que requeria aos presidentes de mesas de voto de Odivelas e Loures que acompanhassem a PSP ao tribunal no transporte dos “documentos eleitorais”.

Até aqui tudo bem. Não tivesse essa ordem sido alterada pelas Juntas de Freguesias, que instruíram aos presidentes de mesa que fizessem a entrega da documentação à PSP, ficando livres de ir ao tribunal. E assim foi…
O problema surgiu quando os presidentes começaram a ser contactados para comparecer no tribunal, onde começaram a ser recebidos por volta das 23h [na garagem do tribunal] para… observem bem o requinte da coisa… receber os documentos que haviam sido entregues à PSP, para assim os poderem entregar ao tribunal… digam lá se não é requintado.



Claro está que ordens trocadas misturadas com pessoas acordadas desde cedo [muitas sem sequer haver jantado] e votos no chão em sacos, originou troca de insultos, e pequenos rebuliços.

Os rumores que se ouviam por entre ânimos inflamados, davam conta de razões “obscuras” para a presença dos presidentes de mesa no tribunal, tais como, votos que chegaram às mãos do Tribunal “soltos”, pelos quais a PSP não se queria responsabilizar… enfim, rumores dessa vida que por aí anda…



Poderia até acrescentar que me pareceu que alguns dos votos estavam a ser entregues pelos serviços camarários [principalmente de Odivelas] sem qualquer problema… são coisas… da vida…


Digno de registo foi uma admissão de um membro de uma das mesas de voto de Loures, que afirmou que a mesa entregou a documentação eleitoral à GNR, sem terem ficado com qualquer registo dessa entrega, pois a GNR não tinha recibos para o efeito… simplesmente fantástico…


Os indignados presidentes de mesa de voto chegaram mesmo fazer um abaixo-assinado que será entregue na Comissão Nacional de Eleições. Da última vez que lhe pus os olhos estava assim:




Go Portugal 2009!!!


Estas foram umas eleições autárquicas que comprovaram a existência de somente três partidos com implantação autárquica, PSD, PS e PCP..

Ao contrário do que poderíamos pensar, o PSD não foi hegemónico, sendo obrigado a partilhar a vitória com o PS. O PSD obteve o maior número de câmaras e freguesias [desce de 157 para 140]. O PS subiu em número de presidências, e obteve maior % de votos.





Lisboa

Em Lisboa, Ganhou com maioria absoluta o triunvirato Costa – Roseta – Sá Fernandes, e Costa [Octávio do 2º triunvirato] já prometeu que vai trabalhar “com todos”.


Santana Lopes por sua vez agarrou até à última a possibilidade de vir a ganhar, isto a julgar pela demora em fazer declarações e pelas idas e vindas constantes entre “sedes” [1; 2].

E já que falo no assunto, estas idas e vindas foram o centro de um grande momento televisivo [na SIC]:

Santana Lopes - “Eu explico. Ali é o meu escritório de candidatura (…) depois abrimos ali a sede, que é mais para o público, digamos assim.”
Jornalista – “Vai quê? Vai à casa de banho ali, vai comer qualquer coisa?”
Santana Lopes – “Não Não, é onde tenho a central de coordenação dos dados que vão chegando(…)


Santana perdeu, isto apesar de “abraços de amigos” [irresistível], e acabou por reconhecer a derrota, afirmando que irá ponderar assumir a vereação, não deixando de nos premiar com uns toques conspirativos sondagísticos [à moda do CDS-PP],  isto com a CDU à mistura.

Ainda em Lisboa a CDU e o BE elegeram a bipolarização da campanha eleitoral como a culpada pelos seus resultadinhos.


Porto


No Porto, Rui Rio ganhou renovando a maioria absoluta.

Quanto à derrota de Elisa Ferreira [que a esta hora já deve estar no avião atrás da “gamela” europeia…] esta teve um sabor de conflito, com Renato Sampaio [líder da federação do PS-Porto], a acusar os militantes do partido de “não se terem empenhado tanto quanto deviam na candidatura”, e com Orlando Soares Gaspar [líder da concelhia socialista do Porto], a deitar as culpas em Elisa Ferreira.



Prestações dos autarcas a contas com a justiça

Avelino Ferreira Torres saiu derrotado em Marco de Canavezes


Fátima Felgueiras tinha muito peso no seu “saco azul”, algo que não permitiu que passasse a meta em primeiro:
- “Aceitei recandidatar-me á câmara municipal (…) Não foi essa a vontade dos felgueirenses. Naturalmente que a minha disponibilidade era apenas a de prosseguir o projecto como presidente de câmara, respeitando naturalmente que não sendo essa a vontade dos felgueirenses, o meu projecto terminou aqui.”

Tradução Politikae:
- Não me querem para presidente, vou fugir para o Brasil…


Valentim Loureiro reconquista Gondomar. "Ganhámos, ganhámos, ganhámos!" [e sem eletrodomésticos]


Isaltino Morais deu uma lavagem a Marcos Perestrello com uma maioria absoluta:

“Numa campanha onde os nossos adversários apostaram mais na minha desonra pessoal do que na mais valia das ideias, os oeirenses responderam por nós(…) Disseram sim a quem lhes resolve os problemas(…)”

Tradução Politikae:
Com estas declarações não são necessárias quaisquer traduções…



Os outros das autárquicas


O CDS-PP, munido de uma câmara, falou em subida moderada.

O BE, também munido de uma câmara, falhou a fasquia de Lisboa e Porto imposta pelo próprio líder.







Acabaram as eleições e agora Política “as usual”. O que significa, “Aberta época de caça à liderança do PSD”.


Menezes

“Penso que é preciso mudar de rumo. (…) Ficar agarrado aos lugares, acho que será um mau serviço ao PSD (…) Eu penso é que é preciso mudar rapidamente. Nada de Maio e nem de Junho, não há que haver intervalos (…)”

Luís Filipe Menezes elogiou Ferreira Leite pela escolha do candidato às eleições europeias… [o mas é que são elas] … “(…) agora dizer que a Dr.ª Ferreira Leite teve mérito nas autárquicas, por amor de Deus, isso realmente será uma brincadeira.”


Passos Coelho

Voltou a bater nas inocentes ideias de "novo ciclo" e repensar o partido, sem adiantar muito… [até já saliva]… a não ser que é necessário um debate calmo, sério, elevado e com rigor [estará a falar do PSD?].


Miguel Relvas

Relvas considerou que a liderança social-democrata "não pode ser autista" em relação aos resultados das eleições autárquic


sábado, 10 de outubro de 2009

Isto é política!



Estas declarações já provocaram agitação no PND.

Eis Manuel Monteiro:
O "silêncio cúmplice, covarde, irresponsável" dos responsáveis políticos portugueses sobre este caso demonstra que "a democracia está moribunda.”

Pois… um apelo a todos os políticos do país… vamos todos em conjunto apoiar o PND Madeira na sua maneira, digamos sui generis, de fazer política...
O partido tem vindo a ter uma evolução muito “positiva” na sua actuação…

Ridículo



Estupidamente ridículo



Simplesmente estúpido



Com toda esta teatralidade, argumentos válidos como as inaugurações eleitoralistas de Jardim, os seus tiques autoritários, alguma supressão do debate político, o insulto constante por parte de Jardim, a expulsão indevida de deputados da Assembleia Regional, etc, ficam afogados em palhaçadas [Autárquicas Funchal um outro requinte].


Mas a julgar pelo vídeo colocado no blogue do PND Madeira [ver aqui / prestem atenção à musiquinha], eles estão muito orgulhosos pelas suas deploráveis “intervenções”.

Poupem-nos


Santana Lopes anuncia o apoio de Carmona à sua campanha…
"Ligou-me há cinco minutos. Podes transmitir o meu abraço de apoio. Espero que ganhes!"


…Carmona discorda…
É o voto de um amigo para um amigo e não de um político para um político.”
… acrescentando que não irá estar presente em qualquer acção de campanha de Santana Lopes.


Carmona junta-se à acção de campanha de Santana para manifestar o apoio de amigo [com quem não falou durante 2 anos], mas não o seu apoio político.

Simplesmente poupem-nos...

Nobel + politizado

Obama recebeu o Nobel da paz:
- Porque quer promover um mundo sem armas nucleares?
- Pela aposta na mudança de paradigma no uso da diplomacia?
- Por fazer com que o os EUA desempenhem agora um papel mais construtivo?
- Pelo papel activo na promoção da paz mundial, que tem vindo a desempenhar ao longo dos anos?


Este foi um Nobel da paz extremamente politizado, e cheio de mensagens subliminares. A escolha recaiu sobre Obama não para premiar o que foi feito, mas para condicionar o que poderá vir ser feito. Ou seja, um premio Nobel de incentivo com vistas postas no Afeganistão, no Iraque, na guerra do terror… err… contra o terror, e nas relações com o mundo muçulmano. Não obstante, é impossível deixar de pensar que este prémio peca por prematuro [isto a julgar pelas alterações muito modestas, levadas a cabo até agora] e em certa medida por ser injusto, dado que há pessoas que já fizeram muita coisa pela paz.


Primeiro surpreendido e depois humilde…


Em boa verdade a “liderança americana” tem feito muito pouco pela paz mundial, aliás depois do senhor da guerra terrorista… quero dizer, depois de Bush, da sua liderança acéfala e diplomacia de camelo, fazer pior é praticamente impossível [Now watch this drive!]. Não me admiraria nada que Obama tivesse recebido o Nobel, simplesmente por não ser Bush.


Apesar das muitas mensagens de apoio por vários líderes e não só, houveram aqueles a quem a notícia não passou da glote. Ex: Zabihullah Mujahid [porta-voz dos taliban afegãos]; Jamaat-e-Islami [Partido islamista do Paquistão]. Não seria de esperar outra coisa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Lisboa a bombar


O cafezinho de Carvalho da Silva [bastião do sindicalismo comunista] na Brasileira, com António Costa, foi causa de rebuliço eleitoral:


Ciente que a CDU não ganha as eleições em Lisboa, e movido pelo imperativo ideológico de esquerda, o sindicalista disse que queria a vitória de António Costa [não vá Santana passar-lhe a perna]. Só lhe faltava seguir os passos de Manuel Alegre e dizer que Costa é a esquerda possível para Lisboa...

E como acontece com todas as tricas de importância nula, a comunicação social elevou a coisa para assunto do dia…


Santana desvalorizou, com algo como não tive medo dos socialistas e comunistas em 2001, não é agora que vou dar importância à esquerda lisboeta.

Ruben de Carvalho desvalorizou, com o “quem quiser uma política de Esquerda” votará CDU.

Jerónimo de Sousa desvalorizou, mas foi o único com uma “fonte oficial”… “Estou autorizado pelo meu camarada Carvalho da Silva, que acaba de mandar uma mensagem à Comissão Coordenadora da CDU (…)” …resumindo, Carvalho da Silva ainda é CDU e apoia-a [veja-se lá bem a surpresa].



Nos entretantos Santana Lopes ataca Costa, “recordando episódios como a oferta de bicicletas durante uma acção de campanha do PS”, e relevando a “jogada pré-eleitoral” do encontro com o movimento contra o alargamento do terminal de contentores de Alcântara.
Paulo Portas junta-se a Santana [onde é que eu já vi isto antes] em campanha na casa do líder do CDS-PP… quero dizer, num mercado em Lisboa, onde elogiou o trabalho de Santana [era capaz de jurar que este cenário me é familiar].


Já Costa congrega os apoios de Manuel Alegre, Almeida Santos e Jorge Sampaio [Santana + Portas+ Sampaio = a derrocada… ah! Já me lembro].




Só há uma coisa que eu não consigo entender. Com tantos problemas que Lisboa tem, porque será que estão sempre a falar nas poucas coisas cuja decisão final não passará pelo Presidente da Câmara de Lisboa? Ex: o aeroporto.
Comigo fica aqui e ali… comigo faço e desfaço, isto e aquilo…?!?!?!?!?!?
Enfim…


Ontem, o longo [quase penoso] debate promovido pela RTP, sobre as eleições autárquicas para Lisboa serviu para mostrar a inutilidade das candidaturas dos partidos pequenos à Câmara de Lisboa. Assim a bem dizer, estiveram ali a ocupar espaço… não teria sequer valido a pena, caso não fosse a saída melodramática do candidato do MMS para Lisboa, António Costa [o outro]. A mim pareceu-me um golpe de vista desenhado para criar furor, que acabou furado, mas quem sou eu para dizer estas coisas…

Autárquicas Funchal, um outro requinte






Mais uma etapa na luta do PND Madeira contra as “inaugurações eleitoralistas” de Alberto João Jardim… Pfiuu… inaugurações eleitoralistas de Jardim… onde foram eles buscar tal ideia… adiante…

… um soco num deputado do PND, um dirigente do PND que aproveita uma brecha para entrar a correr só para ser parado à força por um movimento digno dos melhores campos de futebol americano. Tudo isto por causa de uma barreira de segurança criada por um PSD-M à espera de problemas.


Tão preparado estava o PSD, que até tinham um grupo de jovens munido de cartazes e palavras pouco bonitas:
- “Canha foge para o Brasil, a Justiça venezuelana te procura”;
- “Canha, Baltasar e Welsh, os três artistas do circo fascista”;
- “Fábrica do Hinton explorou o povo”;
- “Abaixo os herdeiros o Hinton, do Baltasar e padre Lopes”;
- “Abaixo os fascistas da Madeira Velha”.




Este grupo de jovens intitularam-se “cidadãos da Madeira Livre”… com certeza que estes “cidadãos da Madeira Livre”, nada têm a haver com a JSD… nunca sequer ouviram falar de tal coisa…


Alberto João Jardim, o pináculo da elevação democrática, chegou até a dar uma mãozinha a este “grupo de jovens” [que nada e de maneira alguma têm alguma coisa a haver com a JSD]. O presidente do Governo Regional da Madeira [antes de ir embora] decidiu desautorizar um agente da PSP que havia impedido os jovens “livres” de abrir os cartazes:

- “Abram os cartazes que eu estou mandando. Pronto… Sou eu que tou mandando… ó senhor guarda, tá a ouvir o que eu tou a dizer… tou a mandar… portanto não chateie ninguém.”


O Sr. Jardim manda tá mandado… tá a ouvir o que eu tou a dizer?


Jardim que já havia desconfiado das “orientações políticas” de uns [graduados da PSP] “senhores que vieram para aqui”, consegue fazer ainda mais para adensar a crispação.



Por muito apalhaçada que seja a actuação do PND Madeira [e é muito apalhaçada], com um golpe de pulso o Sr. Jardim tem o condão de conseguir reorientar para si as piores das atenções.


Fecham-se as legislativas

Os votos dos dois círculos eleitorais do estrangeiro já foram apurados.
O PSD elegeu 3 deputados e o PS 1.

Neste caso as taxas de abstenção é que são verdadeiramente “dignas” de registo. Algo como 77% na Europa e mais de 92% fora da Europa. Uma subida quando comparadas com os dados de 2005 em que na Europa a abstenção foi de 69,1% e fora da Europa foi de 81,7%.


Estes são os resultados possíveis num sistema em que os “erros de secretaria”, associados a uma ineficiência de processo e a uma falta de motivação crónica [com os cumprimentos dos nossos políticos] criam um monstro abstencionista pouco sustentável de um ponto de vista democrático.



Aproveitem-se as reacções mais sentidas [1] para alterar uma situação que já á muito deveria estar resolvida. Já que falamos em sistema eleitoral, poderíamos até não nos deixarmos ficar pelo sistema de votação…

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Olhá crise… subvencionada

18 milhões de euros [+ 3 milhões do que em 2005]… é o que os partidos políticos irão receber anualmente, directamente do bolso de cada um de nós… peço desculpa... do Estado.


E para que não hajam cá confusões:

PS – 6,88 milhões;

PSD – 5,48 milhões;

CDS-PP – cerca de 2 milhões;

BE – cerca de 2 milhões;

CDU – cerca de 1,5 milhões;

PCTP/MRPP – 175 mil euros.



Isto já para não falar no dinheiro que entrará nos cofres dos partidos, da subvenção pública para as campanhas [9 milhões ao todo = a 20 mil salários mínimos mensais].


Falta dinheiro para isto e para aquilo, crise, coisa e tal, e entretanto os partidos vão lucrando com as campanhas. E para quê? Para toldar a paisagem com rios de cartazes, posters, versão após versão, que pouco acrescentam a uma campanha já de si ameaçada por politicas de circunstância e casos de prateleira.



Pelo que podemos constatar, os pequenos e “novos” partidos [que não receberam dinheiro] também vão pelo mesmo caminho. Eis um exemplo:

Esta foi a conversa.
"Em geral, achamos que foi uma campanha paupérrima. Os portugueses não estão nada mais esclarecidos sobre o futuro de Portugal. Foi mais do mesmo. Verificou-se um enorme despesismo daqueles [partidos] que já têm subvenção estatal" Eduardo Correia, Presidente do MMS

Esta foi a contribuição para a campanha.




Com certeza que com estes cartazes os portugueses ficaram mais esclarecidos…


Nas autárquicas a ideia acaba por ser a mesma… rios de dinheiro para muito pouca mais valia, embora o exagero não seja o mesmo do das legislativas. Agora uma particularidade. Os Srs. Autarcas que provavelmente não andam satisfeitos com a quantidade de dinheiro que têm disponível para propaganda decidem usar os recursos institucionais para fazer a sua propaganda e mandar recados…





Se isto não é propaganda com o objectivo de ora atingir um partido, ora beneficiar o seu, não sei o que será… enfim…




Já que falo em propaganda eleitoral "indevida", será difícil não falar no que um período eleitoral faz pela governação. A um ano e tal destas legislativas, o governo virou “socialista”, ficou mais dócil e mais preocupado com as questões sociais. Agora mais perto das autárquicas, estradas são pavimentadas e pintadas, ciclo vias e outras coisas são construídas.

Perante este cenário a recomendação só pode ser uma… já que ganhar eleições é só o que os partidos vêm à frente do nariz, reduza-se a duração dos mandatos, de modo a que a governação seja um período eleitoral permanente…

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cavaco volta a ser Presidente


Após os recentes devaneios Presidenciais, Cavaco volta a vestir a roupagem de Presidente preocupado com a situação política do país, e recebe os líderes partidários.


Primeiro foi Sócrates, que após 45 minutos com o Presidente, afirmou ter tido “uma boa conversa”.


Ainda bem que foi o Secretário-geral do PS que foi à reunião, pois se tivesse ido o primeiro-ministro do “partido do governo”, a conversa teria sido outra…


Entretanto hoje serão recebidos os líderes dos restantes partidos. [1].


Os submarinos voltam à baila



Os submarinos “de Portas” [falamos em 800 milhões de euros], e os fundos “desaparecidos” [cerca de 30 milhões] voltam a ser notícia.

Sobre um contrato de aquisição supostamente perdido [coisa que ainda agora me parece ridícula], Louçã aproveita para lançar farpas a Portas:
- “Bem lhe podiam pedir [a Paulo Portas] se nas suas pastas de fotocópias não estará lá por acaso o tal contrato que a justiça procura há três anos.”


“Impropério” ou não, é uma boa ideia. Afinal, já que Portas pode se dar ao luxo de “sair do Ministério da Defesa com quase 62.000 fotocópias de documentos classificados como "confidencial", "NATO", "submarinos", "ONU" e "Iraque”…”, ao menos que se faça uso das ditas fotocópias.


Paulo Portas por sua vez, torce o nariz a Louçã e vê “motivações políticas no surgimento da notícia”.

CABALA!!!!!!! Grita Portas!!!!!!!

E porque não? Desde que entrámos em “modo eleitoral” já foram vítimas de cabalas: o PS; o PSD; o BE; os pequenos partidos… e porque não o CDS-PP? Tem direito a ser vítima como todos os outros…

CABALA!!!!! Grito junto com Portas!!!!!

Conclusão? Estamos todos condenados a politiqueiros de segunda categoria, assoberbados por dramas de terceira…