sábado, 25 de setembro de 2010

Manipulação? Propaganda?

Esta semana falou-se da situação Diário de Notícias e Jornal da Madeira na comissão parlamentar de ética, e como era de se esperar duras críticas foram feitas a Alberto João Jardim.

O Jornal da Madeira [… jornal do governo regional… Madeira Livre II … tanto faz] é na prática o equivalente a um instrumento do ministério da propaganda de Alberto João Jardim. Gratuito [isto é, pago pelo erário público…] e 100% laranja da madeira [há diferença!], este jornal é o mais triste exemplo tendência manipuladora do governo de Jardim, que não se fica pela imprensa escrita [ou sequer pela imprensa]. Dos artigos de opinião às notícias, tudo tresanda a propaganda, e mais uma vez… paga pelo erário público.

O PSD-M bloqueia as discussões sobre a situação da imprensa no parlamento regional. O governo hiper-financia o dito jornal, o governo manda nos conteúdos produzidos. O governo reduz a publicidade oficial quase a zero no DN em benefício do JN, e surgem acusações do uso de métodos ainda mais “reprováveis” para reduzir a publicidade no DN. O DN [anti-jardim] é encostado à parede, o pluralismo vai à fava, e a liberdade de imprensa sangra. Tudo isto com o beneplácito dos sucessivos governos, deputados, partidos e afins.

E agora um momento lúdico… tentar encontrar o querido líder do governo regional nas primeiras páginas do Jornal da Madeira dos últimos oito dias.









Para terminar nada melhor do que o “lema”… ou talvez ameaça… do Jornal da Madeira:

Se quer viver informado, leia o Jornal da Madeira. Se quer conflitos inúteis, leia e ouça outros.”

...Sublime...

domingo, 15 de agosto de 2010

Multados

Mais uma habitual ronda de multas para os partidos [Acórdão N.º 316/10] , com os Madeira em 2007. O PSD de Jardim lidera a tabela das multas, tendo que pagar 10 mil €. Logo a seguir o CDS-PP e a CDU, com uma multa de 8 mil € cada. Ao PS e BE uma prenda de 6 mil €, e o PND e MPT são presenteados com uma multa de 4 mil e 500 € cada.


Só mais um capítulo na telenovela partidária do “crime compensa”. Ainda assim, o TC foi ameno nas multas, pois os montantes poderiam ser muito mais elevados. Aparentemente o TC considerou como atenuante o facto de estas eleições serem as "primeiras eleições de deputados à Assembleia Regional" a "obedecer ao regime de financiamento e organização contabilística" definido pela lei 19/2003


Eles é… não reflectir nas contas as contribuições do partido em meios e dinheiro… receber dinheiro para a campanha depois do acto eleitoral… não apresentar descritivos pormenorizados e claros nas facturas de fornecedores… pagar despesas com contas bancárias que não a de campanha… falta de registo ou certificação das contribuições… subavaliação da subvenção estatal… enfim, uma baralhada onde se tenta que caiba tudo. Não obstante, tivemos alguns políticos a reclamar da lei:


Deve estar a referir-se à dinâmica da campanha em receber €90.000,00 do partido depois do acto eleitoral…

O TC tem “uma visão demasiado restritiva”…“O BE-M teve o cuidado de apresentar na sua contabilidade todas as despesas efectuadas.” Roberto Almada [coordenador regional do BE]

Até porque o problema do BE estava nas receitas…




Assim continua o incumprimento sistemático por parte dos partidos no que toca as receitas e despesas de campanha [outro exemplo]. Seja aldrabice, incompetência, ou pura desorganização, há uma coisa que não deixa de ser… um comportamento a não seguir. Nada mau… numa democracia representativa…

[Imagem retirada de froog.com.br]

sábado, 14 de agosto de 2010

Sistema de purga do PS II



Está feito, sem novidade ou exclamação. Narciso Miranda e mais uns quantos têm ordem de expulsão do PS.

Quanto às expulsões o que penso resume-se a isto:

“(…)No entanto não sei o que é pior:

- Se a tentativa de automatizar os militantes;
- Se a admissão de que a orientação de um partido é tão limitada, que oferece sempre uma via, a única para uma pessoa que em plena consciência abraçou um determinado partido;
- Se a ideia peregrina de que perante a decisão, o que eu considero melhor para o país [ou distrito, etc.], ou o que o partido considera ser melhor, um bom militante não pensa por si.

Enfim…” Sistema de purga do PS 

Mal ou bem, a prática é comum por entre os partidos [ex: PSD], e estando prevista nos estatutos é também legal. Por causa do pormenor de estar previsto nos estatutos, muito surpreende a atitude de revolta de Narciso Miranda. É caso para perguntar: Estava à espera de quê? Se Kafka consta dos estatutos…


Ainda no mesmo assunto, melhor resposta o PS não poderia dar:


Sejam bem vindos ao quintal de Narciso!

Tabuzinhos de Verão



Pois…


[Imagem retirada de nunomalo.com]

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sobre os chumbos



Agora que pela mão da ministra, Isabel Alçada, voltamos a falar do valor pedagógico da reprovação [PSD, CDS-PP, PCP] importa lembrar que embora não seja necessário inventar o que já existe, a tentativa de um copy paste à la nórdica chocaria com a realidade da educação portuguesa. Isto já para não falar que a fórmula do chumbo só por si não têm nada de pouco pedagógico, desde que os casos sejam sujeitos ao acompanhamento devido. Menos pedagógico [e muito menos justo] será deixar que um aluno, que por qualquer razão não tenha atingido as metas de aprendizagem, transite de ano aumentando cada vez mais a lacuna de conhecimentos entre colegas e a própria matéria. Claro está que tudo isto é conversa se não houver um acompanhamento efectivo e proporcional.


De pouca monta será também o argumento pecuniário dado que devemos estar atentos ao preço por aluno e à redução dos custos, mas não podemos pôr um preço na educação desse mesmo aluno. Até porque 600 milhões de euros na educação batem de longe outros gastos que se vêem por aí. Este será até um caso em que um maior investimento preventivo no aluno provocará uma redução dos factores que levam à maior despesa, eliminando desta forma tal argumento.

Dos chumbos ninguém gosta. Só que o verdadeiro problema não é eles existirem, é eles acontecerem. Antes de dar um salto maior que as pernas, percamos mais tempo a considerar indicadores como as médias negativas dos exames nacionais, e menos tempo a olhar para indicadores que sofreram numa ou noutra altura  processos de cosmética, potenciais geradores do novo adulto português qualificado e incompetente. Embora seja reconhecidamente uma característica da governação PSócratista, nisto não basta parecer, é mesmo preciso ser.

 
[Imagem retirada de AirGun.com.br]

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Interesses estratégicos – Preço: 300 e tal milhões

Há pouco tempo atrás, com um não ao negócio:

“O Governo fez o que devia fazer para defender os interesses estratégicos de Portugal e da Portugal Telecom (PT)”


“E a verdade é que esta proposta não convenceu o Estado, não convenceu o Governo.” O Socialista, José Sócrates

Agora, com um sim a praticamente o mesmo negócio:

“A defesa intransigente do interesse estratégico foi absolutamente essencial para que a PT pudesse fazer um excelente negócio.”


A Oi, uma empresa “com mais clientes e mais facturação”.


Do PSD reclamam e bem



Afinal a Golden share não era um instrumento regulatório, era apenas um governo com um matraquilho financeiro. Algo que diz muito quer dos “interesses estratégicos”, quer da maneira de actuar deste governo.


[Imagem retirada de sabetudo.net]

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Política da não notícia


 
Vamos a meio de uma semana que continua marcada pela proposta de revisão constitucional do PSD, e mais importante ainda, marcada pelo coro de situacionistas da política portuguesa do BE ao CDS-PP que vêem o status quo ameaçado pelo… [tremei]… malfadado liberalismo [UuuuUUUuuuHhhhh…]. O drama de um “mal” que ainda não tem expressão em Portugal. Mesmo com Passos Coelho, um social-democrata [quer queira, quer não]. E do PS, acusações de retrocesso, a destruição do Estado Social, o retrocesso, o mau timing, o retrocesso… mas apesar de tudo até dá jeito ir na onda com comissões para analisar o “pesadelo“ que vem do PSD, ou não fosse útil tirar partido de clichés instituídos para “malhar” no PSD.


A custo de um suposto “preço político” Passos Coelho marcou a agenda política, e a diferença entre PSD e PS [diferença essa que se esbaterá por alturas do próximo tango]. Coelho mantém o ânimo combativo com o mau desempenho das contas públicas de um governo que, seguindo a moda política portuguesa, corta em tudo menos no que deve. Isto para preparar uma boa reentre capaz de sustentar o peso das cedências que eventualmente terá que fazer.


Coelho faz tudo menos embarcar no comboio de Jardim e demais seguidores, que numa prossecução da inimputabilidade política que vive o PSD-M, segue para uma recandidatura de Jardim que ninguém sabe se vai acontecer [pois…]. Uma espécie de parente exuberante do “tabuzinho” da recandidatura de Cavaco... enfim. Depois da sua habitual verborragia na festa do PSD-M, marcada pelo constante esbracejar do Presidente Regional, e pelo “pano de fundo” da musiquinha do PSD, Jardim decidiu “diagnosticar" a justiça em Portugal:


Queixinhas contraproducentes quando não interessam ao Sr. Jardim. Pois quando Sua Excelência decide fazer queixinhas das suas [Jardim processa: o dirigente do PND-Madeira; a PSP Madeira; Carlos Pereira e o DN-Funchal] o “funcionamento da justiça” já não é relevante.


Já que é de justiça que falamos, “A verdade acaba por vir ao de cima”, diz Sócrates sobre o Freeport. E é mesmo verdade… veio ao de cima a verdade de uma justiça castrada e condicionada.


[Imagem retirada de Muambeiros]

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Depois do tango…

… um descanso um reagrupar e reforçar tanto do PS como do PSD, antes das próximas danças. Um quase imperativo da escolha de PSócrates em não escolher um par para o seu governo minoritário. Agora na hora do baile tem de dançar na AR com quem estiver disponível, sujeitando-se a quem não queira dançar a música no mesmo compasso.

Passos Coelho quer agora uma distância higiénica do PS, daí as entrevistas, daí as propostas de revisão constitucional, daí as ameaças para o próximo OE. Fecha-se no PSD e recupera, antes da próxima dança. Eleições? Ninguém as quer. Este comportamento faz parte do ritmo político. Das propostas de revisão constitucional, o Parlamento a designar os reguladores sob proposta do Governo, o aumento dos mandatos do Governo e do Presidente da República, uma mexida nos poderes do PR, e a introdução de um mecanismo de moções de censura construtiva. Volta o OE, volta o tango, pois Passo Coelho apenas mostra dentinhos, e testa o ar. Contra, esta posição os dramas existenciais do PSD de Santana Lopes, e melhor ainda, Francisco Louçã que não consegue evitar a “brilhante” comparação com a Namíbia ou o Burkina Faso … enfim. Já do CDS-PP o aproveitar da deixa para repisar o “corajoso” golpe mediático do executivo de coligação.



Passos Coelho diz que quer mas não faz. Um pouco demagógico, mas não deixa de ser verdade. A última coisa que Coelho queria agora era uma “moção de censura construtiva.” Entretanto o socialista reconvertido Sócrates reverte para as tácticas de sempre (a cabala), e acusa o PSD de “estratagema constitucional” para aumentar a instabilidade política. Tal como a restante oposição, o PSD já percebeu que é muito mais fácil deixar o PS afundar em si mesmo. A propósito, o cheque bebé (supostos 200 euros) que afinal é preciso “reavaliar”, e Helena André a tentar correr mais rápido do que os sindicatos.


[Imagem retirada de fortnet.org]

Um Candidato


Defensor de Moura (deputado do PS) será mais um candidato “da esquerda” unida de forma desunida contra a “candidatura de direita” de Cavaco.


É interessante a ideia de uma candidatura para seja lá o que for que venha complementar outras candidaturas, mas não é mais interessante do que uma candidatura que tem como objectivo forçar uma segunda volta [caso não haja um candidato que obtenha mais de metade dos voos validamente expressos], pois assim não será certamente uma candidatura… assemelha-se mais a uma tentativa barata de manipulação eleitoral.

Muito mais do que um problema a Cavaco, Defensor de Moura cria um problema ao PS e em última análise à esquerda que tanto quer defender. Quanto aos princípios democráticos… já estão habituados aos atropelos partidário-ideológicos.

[Imagem retirada de larevmil.wordpress.com]

domingo, 18 de julho de 2010

Vencimento político

Continua a redução do vencimento dos políticos [e afins], uma medida que vale mais pela sua “posição moral” do que pelos resultados imediatos da sua aplicação. Convenhamos que esta não é a única medida mensurável através dos resultados qualitativos da sua intenção, e por conseguinte não necessariamente quantificáveis. Ser ou não hipocrisia fazê-lo torna-se irrelevante, por sê-lo simplesmente necessário. Um sentido de justiça social pede que assim seja, tanto quanto a credibilização de uma imagem da política desgastada por anos de partidarismos e ensimesmamentos, assim o requer.



Com ensimesmamentos em mente, da parte do Sr. Jardim que é como quem diz do PSD-M, recusa-se a fazer descer os salários dos políticos na Madeira. Nada de espectacular pois a palavra de ordem na política madeirense nunca foi dar o exemplo. Assim o Sr. Jardim continua a usar e abusar da Autonomia Regional em tudo o que tem a haver com os interesses de alguns [que são sempre os mesmos].


[Imagem retirada de netconsumo.com]

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Da semana


Damos entrada em mais uma semana de política espectáculo. Com um olho nas presidenciais o PSócratismo vira à esquerda. Com dois olhos no poder Passos Coelho respira social-democracia.

Sócrates não deixa de ser Sócrates, Coelho não deixa de ser Coelho, e a política Sócrates-Coelho, essa também se mantém “unida”. Pelo meio o fumo negro da golden-share, das scuts, e da conversa… muita conversa.

Já o PCP e BE continuam em rebuliço com a deixa do ultraliberalismo europeu.

MCultura no seu melhor


Jorge Barreto Xavier, director-geral das Artes, demite-se do cargo alegando “divergência” com a Ministra da Cultura. Cortes no financiamento, divergência na orientação a seguir… Compreensível, coerente.

Menos compreensível, mas ainda coerente, o Ministério da Cultura num acto de ressabiamento político:

Barreto Xavier a grande pedra no sapato do Ministério da Cultura, o obstáculo, a barreira, o ineficaz, a fonte dos problemas… enfim… se o drama era tanto assim, o que dizer do constrangimento de Gabriela Canavilhas em tomar a liberdade de fazer o que Barreto Xavier acabou por fazer. Estranho no mínimo.

São coisas da vida, coisas do Governo PSócratista, daí a coerência…

Barreto Xavier, continuou a saber como agir escusando-se de merecidamente qualificar o comunicado do MC.

terça-feira, 29 de junho de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Jardim fala…

sobre a promulgação do PR à lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo:


Decadente? Degeneradora? … Epa enganei-me. Afinal decidiu falar do seu governo e do PSD-M.


Casamento cresceu

O Presidente da República acabou por promulgar mesmo o diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Foi claramente contra as suas convicções pessoais, algo que ainda dá mais força à decisão de Cavaco, enquanto decisão “presidencial”. A meu ver só é pena que Cavaco deu a entender que fê-lo por causa da situação do país. Caso contrário teria enviado o diploma de volta ao parlamento.

Sendo a favor do casamento homossexual, compreendo a posição de quem é contra. Têm os seus argumentos… os valores, a família, enfim… não concordo, mas compreendo. Agora, não deixa de me parecer hipocrisia aqueles [como Cavaco] que dizem que concordam com o direito mas querem que se lhe dê outro nome. União Civil Registada por exemplo.



[Imagem retirada do O Indesmentível]

Preocupações na educação


Bruna Real, de 27 anos, responsável pelas actividades extracurriculares na escola básica de Torre Dona Chama, foi afastada das suas funções pela Câmara Municipal de Mirandela porque pousou nua na “Playboy”. A professora passa a trabalhar no arquivo municipal da autarquia.

“365 Piadas Novas”, um livro da editora Civilização para crianças, continha uma anedota que criou algum desagrado por entre professores.
Foi retirada pela editora.

Então…:
- Bullying nas escolas;
- Alunos que chegam ao ensino superior muito pouco preparados;
- Mentalidade da memorização a perdurar;
- “Novos estilos” de facilitismo com um ensino “divertido” a todo o custo, e um ensino onde o aluno passa na “secretaria” a quererem vingar;
- Indisciplina a crescer por falta de autoridade dos professores, uns porque não lhes são dadas condições para tal, e outros porque não sabem e/ou nunca aprenderam a adquiri-la [a autoridade numa sala de aula não se tem, ganha-se].

...e a preocupação de alguns é com a professora que foi nua para a “Playboy” e com a anedota da vaca no livro de crianças.

Pois é… Censurem antes a estupidez e será meio caminho andado.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Homem da semana


Pois é. Tão simples que seria precipitar eleições, ganhar eleições, e apanhar os cacos do governo propaganda PSócratista. Tomar de assalto o governo, minar a credibilidade da política portuguesa [se é que isso é possível], para chegar e tomar as mesmas decisões de agora, bem como carregar com o ónus dessa decisão. Seria blá blá… o anterior governo… blá blá… as contas… blá blá… Portugal e os Portugueses… blá blá… subir impostos… c/sinto muito [apertado]… Um autêntico Sócrates quando chega a governo.

Claro está que depois também não poderia repetir coisas como:


Coisas dessas também eu digo:

Se eu tivesse sido contra o aumento de impostos durante a campanha interna do PSD e tivesse feito tanto alarido por causa do PEC, não viria agora defender e fazer o oposto.

Quotas para que te quero

De acordo com um estudo, apesar da lei das quotas as candidatas não são colocadas em lugares elegíveis. Agora só lá vai com… quotas para a percepção dos lugares elegíveis por partido.

Depois quotas para deficientes, para “afroportugueses”, para idosos, para jovens, para licenciados, para não licenciados, para homossexuais, para sócios do Benfica, enfim para tudo.



Boa sorte com isso das quotas…

domingo, 16 de maio de 2010

DN Madeira sob fogo

Jardim conseguiu avançar mais um passo para o expurgar do Diário de Notícias, que em grande parte é anti-Jardim.

O director, Luís Calisto, demitiu-se do cargo apontando como razão o "emergente do regime de excepção criado à comunicação social madeirense" por Jardim. Por outras palavras o presidente do governo regional anda a espremer o DN através do Jornal da Madeira. Fazer bullying com a imprensa, usar os actos públicos para intimidar os empresários que anunciavam no DN, reduzir a publicidade oficial a quase zeros, dar ordens às instituições públicas dependentes do governo regional para cancelarem as assinaturas, e hiper-financiar o JN, estão entre as acusações dirigidas a Jardim.


Com excepção para intimidar empresários, nada que não estivesse à vista. Não admira que o Sr. Jardim tenha como exemplos de inutilidade a apagar “a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a Comissão Nacional de Eleições e o Tribunal Constitucional”. Entidades que não interessam nada para que age desta maneira.



[Imagem retirada de t12]

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Austeridade

Com Fátima em pano de fundo, uma vitória no mundo do Futebol, Sócrates e Coelho juntam-se para nos cantar um Fado.

Passos Coelho um homem contra a subida de impostos, que não tinha problema em dizer que o PEC não era o dele [durante a disputa interna do PSD], agora junta-se à festa do apertão do cinto com um PEC que já é o dele. Afinal Passos Coelho é só mais um… ao menos pede desculpa, já não está malíssimo… está mal. Junta-se com Sócrates em reverência à U.E. e ao rol de medidas aceites [ou convenientes].

Do governo o que se esperava. Depois de uma crise que não era e apareceu oficialmente de um momento para o outro, depois de um défice que oficialmente disparou de repente não se sabe de onde, temos uma subida vertiginosa de impostos que há coisa de duas semanas era um mito oficial. Tantos inesperados que já nem sei se é propaganda ou pura incompetência.

Uma “Blitzkrieg” ao rendimento e ao consumo. Lá se foi a Coca-Cola e a Pepsi, Cola marca Dia ou Cola marca E, são agora as opções. Com ataque aos mais fáceis alvos da despesa, e programas de venda da prata*, esperam o governo e aliado criar o milagre do défice. A custo do crescimento, e do deteriorar de uma situação socioeconómica dos portugueses que já de si se afigurava insustentável. Façam um TGV, um aeroporto, construa-se uma estação espacial, vamos rivalizar com a NASA. Os portugueses não se importam. Beber a tal Cola Dia já teve dias melhores… água faz bem, e com pão faz uma açorda. Mas os políticos e gestores públicos [“impostos especiais” do imposto especial à parte] juntam-se ao esforço colectivo. Cavaco, por exemplo, passa de 7416 para 7.045 euros, Sócrates de 6.150 para 5.842 euros, e Teixeira dos Santos de 4820 para 4579 euros. Pois é uma pena. Houvesse um 14º mês os portugueses juntavam-se para corrigir esta injustiça.

Não se ataque a verdadeira despesa, ou antes as várias despensazitas do Estado que compõem o horrífico cenário da despesa pública. Nada de novo. Só o mesmo diagnóstico para os mesmos problemas.



*Plano de privatizações.
[Imagem retirada de apatadogaspar.blogspot]

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sobre o roubo

A comissão de Ética rejeitou analisar a conduta do deputado Ricardo Rodrigues. O PS, o PCP e o Bloco de Esquerda consideram que a comissão não tem competência para analisar a conduta dos deputados. Já o PSD e o CDS-PP pensam o contrário.
Esta decisão é perfeitamente natural, ou não estivesse a comissão ocupada a discutir o sexo dos anjos*.


Melhor, só o desplante do deputado:


Pede desculpa aos portugueses que não perceberam… o quê? O furto? Não está claro? E com um bom na técnica. Um truque de bolso impressionante.

Aparentemente o deputado tentou entregar os gravadores na PSP e na ERC e estes não aceitaram. A ER…? Não acredito… ninguém diria. Isto de ser cúmplice já não é o que era. Já a PSP devia tê-lo detido para averiguações:

“Como é? Tomou posse de uns gravadores? Pois, compreendo… Venha comigo, vou pô-lo num lugar com um especialista. Tomou posse de um camião cheio desses aparelhos.”


*Liberdade de expressão em Portugal

terça-feira, 11 de maio de 2010

Politikae saúda a CML

O blogue Politikae saúda a Câmara Municipal de Lisboa e o seu excelso Presidente António Costa, porque numa câmara apinhada de dívidas, ainda consegue cair no ridículo de arranjar dinheiro  para espalhar cartazes destes.


O Costa anda à procura de voto benfiquista, com dinheiro público... nada de mais.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vão-se os cartões, ficam...enfim


Depois de 46 licitações está vendido o cartão do "deputado" do PND-Madeira na ALRAM. Começou com 100 euricos e terminou a 250 europas. Nada mau!


Só é pena que não põe também o seu lugar à disposição... é que entre um PSD-M cego surdo e mudo, uma oposição zombie numa dieta de Jardins, e um deputado com queda para palhaço... faltam políticos na Madeira.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Tutano de Ricardo Rodrigues


Ricardo Rodrigues deputado do PS foi atacado…


…com perguntas, numa entrevista que acordou fazer. Sim perguntas violentas… Assim a bem dizer, “violência psicológica” é saber que temos um deputado ladrão* que considera que roubar é “tomar posse”.

Pior é termos um líder parlamentar que tenta “justificar” tal enormidade com:

Como se não bastasse, o deputado ainda interpôs uma providência cautelar, com vista a suspender a divulgação do vídeo.

Viva a democracia, a liberdade de expressão, etc.

 



* ladrão (www.priberam.pt)1. Que ou quem rouba ou furta. = GATUNO, ROUBADOR. 2. Que ou quem revela desonestidade ou procede de má-fé. | As imagens não deixam margem para dúvida.

PS anda a brilhar



As obras públicas andam a dar com os socialistas em loucos… bem, talvez não tanto as obras publicas, quanto a saudade da maioria ditatori… [fugiu-me a tecla para a verdade]… absoluta do PSócrates.

A deputada Ana Paula Vitorino teve a distinta lata de dizer que o CDS-PP quer travar o investimento público em obras públicas através de "golpe na secretaria".


O “golpe” significa trazer a parlamento a discussão. Alguém que se dê ao trabalho de explicar à Sr.ª deputada que a divisão de forças representada no parlamento pelos deputados dos vários partidos, decorre [veja-se lá] dos resultados eleitorais. Ademais é uma fraca concepção de democracia, aquela que sustenta a obrigatoriedade de TGV’s e Aeroportos, só porque o PS ganhou as eleições. Serve como retórica política, mas é fraca de conteúdo e despida de valor.
Melhor ainda vindo de um partido que há bem pouco tempo, queria dar a volta ao princípio democrático com um truque, esse sim de secretaria, das maiorias absolutas obrigatórias com a defunta [infelizmente ainda não enterrada] Lei Eleitoral Autárquica.

 
 
[Imagem retirada de Jornalismocomcerveja]

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"A cruz de Medeiros" o filme

(carregar na imagem para ampliar)

Comentários da actriz princípal sobre o tema deste filme.

 


[Penso que é escusado dizer que este cartaz é falso, mas nunca fiando.] 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Inês Medeiros deputada maravilha II



Depois das preocupações estéticas do CDS-PP com o Parlamento, Inês Medeiros esmera-se também na recuperação da imagem de deputada maravilha (do PS).
Medeiros abdica do pagamento das suas viagens:



A deputada fugiu à “proclamação populista”, algo que por outras palavras seria recusar o pagamento das viagens por uma questão de princípio… enfim. Muito melhor para a sua imagem pessoal será o subjugar dos seus princípios à conveniência partidária.

Tal como no caso do CDS-PP o problema aqui é estético... não convém à imagem do PS.


Partidocracia 1 - 0 Democracia

[Imagem retirada de Cellus]

domingo, 2 de maio de 2010

Estética do CDS, caso Medeiros

A solução de excepção para a deputada do PS, Inês Medeiros, criada pelo despacho de Jaime Gama não agradou ao CDS-PP. Afinal é preciso ter em conta a “imagem do parlamento” nesta época de crise…


… se não houvesse crise, bem… provavelmente a história seria outra. Nesse espírito, a alteração à lei que o CDS-PP propõe implica impedir pagamentos de deslocações a deputados que vivam no estrangeiro [excepto os deputados dos círculos da emigração].

Uma espécie de toque estético na imagem do parlamento… fazer algo como: deputado do círculo do Porto – Residência no Porto = a despesas adequadas a cada circulo… é muito complicado. Veja-se lá bem que assim a conveniência partidária [+ das direcções] não teria mãos tão largas para pôr aqui e ali quem lhes dá na real gana. Isso é que não pode ser. Com a proposta do CDS-PP só não lhes convém pôr em círculos nacionais pessoas que residam no estrangeiro. Muito melhor! Ganha a "imagem" do Parlamento...


[Imagem retirada da Máxima]

Síndroma do bitate


Questionado sobre a questão das obras públicas:


Eis que veio Manuel Alegre dizer:



À medida que se vão aproximando as presidenciais agudiza-se o síndroma do bitaite em Alegre. Cavaco vai a um lugar, abre a boca, passadas umas horas Manuel Alegre monta tenda e manda o bitaite. Desta vez, defende a solidariedade institucional, finge falar de Portugal, e escarrapacha uma qualquer “verdade” de Keynes.

Manuel Alegre o candidato da “grande esquerda”, com um toque da mesma política de sempre.




[Imagem retirada de O peso e a leveza]