domingo, 18 de outubro de 2009

Primeiro os Balcãs agora o PSD


Mesmo sem um czar a lhes respirar no pescoço, o PSD continua um território de pequenos-médios feudos. Algo muito devido à acção sectária e por conseguinte pouco unificadora levada a cabo pela actual direcção do partido. Falharam em conseguir atingir consensos quando optaram pela “linha dura” e demasiado “proteccionista” que tanto caracteriza esta “facção”.




Os que estão fora do círculo de poder apostam na derrota eleitoral e na necessidade regeneração, como grandes bandeiras contra a direcção do partido. Depois das últimas jogadas de xadrez, continuam os xeques incessantes, na tentativa de posicionar o Rei [neste caso a Rainha] para o mate.




Marco António [que se recandidata a líder do PSD Porto] volta a bater no assunto:


Verdade seja dita que a falta de brilhantismo estratégico, na comunicação, tomadas de decisão e timming, demonstrado pela actual direcção [isto já para não falar na líder], está a facilitar o caminho para os “coveiros do cavaquismo” e afins.


Veja-se o drama Aguiar Branco, que poderia perfeitamente ter sido evitado [seja ele golpe palaciano ou não]. Claro está que é escusado virem com dramas existenciais sobre a liberdade do grupo parlamentar em escolher o seu líder, pois já têm a ascenção de Paulo Rangel no currículo.


Ainda no PSD, João de Deus Pinheiro e a sua “rapidinha” no parlamento [deputado por 30 minutos] causam um mau estar por entre o PSD Braga, com Virgílio Costa a criticar veementemente a decisão repentina do ex-quase-deputado. O líder do PSD Braga está preocupado com a credibilidade do partido no distrito, por esta não ser uma situação nova:
- Em 1999 José Manuel Fernandes, cabeça de lista por Braga, trocou o cargo pela autarquia;
- Em 2005 Menezes fez o mesmo, ficando em Gaia.

Descredibilização? Não me parece… Rotina, isso sim.

2 comentários:

jojoratazana disse...

Meu caro amigo sempre tão preocupado com os verdes.
Neste seu post em que analisa o momento do PSD, porque esconde o momento do PPD, ou esta coligação irregular é só composta pelo PSD?

Miguel A. Ferreira disse...

Caro jojoratazana,

Deixe-me que lhe diga que não tenho qualquer obsessão com o PEV, nem mesmo com o PCP. Assim sendo, o post Ecologia comunista não passa de uma constatação do óbvio, ou seja, o PEV é de facto um partido satélite do PCP, na medida em que gravita à volta deste. A meu ver a CDU não é mais do que o partido comunista em coligação com o partido comunista.

quanto ao PPD/PSD remeto-o para este post http://politikae.blogspot.com/2009/10/o-que-e-o-ppdpsd.html